Com exceção das hemofilias (A e B) e da doença de von Willebrand os outros defeitos de fatores da coagulação são menos frequentes e as principais são representadas pelas deficiências do fator VII, fator II (protrombina), fator V, fator X, fator XII , fator XIII, hipo e disfibrinogenemia, dentre outros.

Classificação Internacional de Doenças (CID)

CID 10: D-68.2

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas estão relacionados com o tipo de deficiência, mas em geral os sangramentos são menos intensos em relação aos pacientes com hemofilia.

  1. Hematomas
  2. Hematomas musculares (após traumas, injeções intramusculares)
  3. Hemorragias: cavidade oral, sistema nervoso central (mais raro)
  4. Hemorragias após procedimentos cirúrgicos.

Tratamento

O tratamento consiste na reposição do fator deficiente por meio de concentrados de fator plasmático, quando disponível, ou por transfusão de Plasma Fresco Congelado (PFC), crioprecipitado, medicamentos adjuvantes (antifibrinolíticos) e na proflaxia dos sangramentos.

Protocolo Clínico

  1. Estar cadastrado e em acompanhamento em um centro especializado no tratamento de coagulopatias hereditárias (hemocentro).
  2. Ter acompanhamento com atenção integral.
  3. Seguir as orientações do Manual de Tratamento das Coagulopatias Hereditárias do Ministério da Saúde – 2005.
  4. Protocolos de Tratamento de Atendimento Odontológico a Pacientes com Coagulopatias Hereditárias  do Ministério da Saúde – 2008.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado com base na história clínica e na avaliação laboratorial com a diminuição da atividade do fator  no sangue.

Medidas preventivas

Orientação aos pacientes e familiares

A participação da família é muito importante para dar apoio e encorajar o paciente a seguir uma vida normal, uma vez que a hemofilia não acarreta alteração no desenvolvimento físico ou intelectual.

Conheça a Federação Mundial de Hemofilia e a Federação Brasileira de Hemofilia.

Referências

Gestor responsável: Diretoria Técnico-Científica
coagulopatias hereditárias