Em 1945, Robert Coombs desenvolveu e publicou, com Arthur Mourant e Rob Race, o teste de antiglobulina humana, importante no apoio diagnóstico de doenças hemolíticas, quando as hemácias (glóbulos vermelhos) se rompem ainda em circulação no corpo da pessoa. Descreveram o uso de antiglobulina humana para detectar in vivo a sensibilização de hemácias por anticorpos, tornando possível o diagnóstico da Doença Hemolítica Perinatal (DHPN).
O palestrante Muñiz-Diaz ainda chama atenção para a prática da pesquisa, pois as descobertas vão se somando e sendo aplicadas em benefício dos pacientes, quando citou Carlos Moreschi, patologista italiano. Moreschi descreveu, em 1908, a utilização de anticorpos (obtidos a partir de coelhos imunizados com soro humano), capazes de realçar outros anticorpos in vitro de outra forma não detectável (soro antiglobulina) e que, após 1945 com método teste antiglobulina, passou a ser chamado de soro Coombs.
Segundo o estudo apresentado por Muñiz-Diaz, a interpretação correta dos resultados do teste Coombs e sua significação para o diagnóstico das diversas doenças hemolíticas exige o máximo de informações clínicas sobre aquele determinado paciente.
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