Lian Gong no Parque: pacientes e servidores investindo em melhor qualidade de vida - Fotos: Adair Gomez


Com atividades desenvolvidas no Parque Municipal Américo Renné Giannetti e no ambulatório da unidade, o Hemocentro de Belo Horizonte promoveu nessa terça-feira, 16, uma programação especial em comemoração ao Dia Mundial da Hemofilia. 

A ação remete à campanha de 2024, organizada pela Federação Mundial de Hemofilia (WFH) com o tema “Acesso Equitativo para Todos: reconhecemos todos os transtornos de coagulação”, cuja visão é a de um mundo onde todas as pessoas com distúrbios hemorrágicos hereditários tenham acesso a cuidados, independentemente do tipo de distúrbio, sexo, idade ou local onde vivem. 

Em Minas Gerais, a Fundação Hemominas é a referência para o diagnóstico e tratamento de pacientes portadores de coagulopatias, nas quais a hemofilia se insere: atualmente, mais de 3.600 pacientes são atendidos nas unidades da Fundação, em todo o estado.

Para a hematologista e responsável pelo ambulatório do HBH, doutora Denise Zouain, o acesso equitativo para todos, incluindo outras doenças da coagulação, além da hemofilia, é de vital importância para chamar a atenção da sociedade quanto ao entendimento correto das manifestações: “Por exemplo, há crianças com doenças de coagulação cuja aparência gera suspeitas de maus-tratos e pode não ser nada disso – a afecção provoca manchas roxas, causadas por sangramento embaixo da pele, e é necessário que se conheça suas características para evitar que tais crianças sejam estigmatizadas nas escolas e na comunidade. De modo geral, é fundamental que professores, colegas de trabalho, contratantes e até a própria família saibam que a doença existe e prestem ajuda, quando preciso, a crianças, adolescentes e adultos acometidos por qualquer das coagulopatias, além de compreender as possíveis abstenções”.
 
Celebrada desde 1989 em homenagem ao nascimento de Frank Schnabel, fundador da World Federation of Hemophilia (WFH), a data visa difundir informações sobre a doença, que acomete homens, em sua maioria, e outras desordens hemorrágicas hereditárias para a sociedade em geral.  
 
Qualidade de vida

Reunindo cerca de 50 pessoas, entre pacientes e servidores do Hemocentro, as atividades incluíram caminhada e prática de Lian Gong no Parque Municipal Américo Renné Giannetti e, depois, já nas dependências do ambulatório, lanche e show da Banda Fator VIII.

Fabíola Wanderley
Fabíola Wanderley "Todos podem praticar, independentemente da idade" - Fotos: Adair Gomez

Segundo esclarece a fisioterapeuta e instrutora do Lian Gong, Fabíola Wanderley, servidora do Centro Especializado em Reabilitação da prefeitura de BH e que participou do evento a convite da Hemominas, o exercício traz vários benefícios: “O Lian Gong, ginástica terapêutica criada por um ortopedista chinês, atua na prevenção de dores no corpo, trabalha as emoções, a vitalidade, mobilidade, postura, melhora a qualidade do sono, o controle da pressão arterial e da diabetes, além de favorecer a socialização. Todos podem praticar, independentemente da idade”, ressalta ela. E deixa um convite para quem se interessar: aos sábados e quintas-feiras, a partir das 8h30, a prática acontece no Parque Américo Renné Giannetti, próximo ao Teatro Francisco Nunes.  
 
Por sua vez, o presidente da Associação dos Hemofílicos de Minas Gerais, Roberto Pereira Mota, destaca a importância de se conhecer a doença e seu tratamento: “Tenho 63 anos, morava no interior, e apenas há uns 30 anos soube que era hemofílico – nem os médicos de lá entendiam a doença”, revela. Seu primeiro atendimento ocorreu no HBH, quando veio extrair dentes e descobriu o diagnóstico, vivência que se reflete em sua atuação à frente da Associação, que tem um papel ativo na informação e divulgação sobre a doença.
 

Banda Fator VIII: animando a celebração no HBH - Fotos: Adair Gomez
Banda Fator VIII: animando a celebração no HBH - Fotos: Adair Gomez

Encerrando a programação, o show com a Banda Fator VIII, composta por servidores do Hemocentro, entre eles, o fisioterapeuta Éder Santos e a hematologista Ana Luiza Santoro, e o paciente Dener Márcio S. Ferreira, (hemofílico em acompanhamento no HBH). No cardápio, música da melhor qualidade, regada a um lanche suculento e muita energia.

Hemofilia: tipos, tratamento e sintomas



A hemofilia é tida como um distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue, dificultando o processo que é essencial para a integridade do nosso corpo, que é coagular o sangue e impedir hemorragias. 



Paciente Pedro Barbosa Santos, 18 anos, em tratamento no HBH desde o teste do pezinho:
Paciente Pedro Barbosa Santos, 18 anos, em tratamento no HBH desde o teste do pezinho: "Convivo normalmente com a doença, aprendi a fazer a autoinfusão do Fator VIII, que foi uma benção em minha vida" - Fotos: Adair Gomez

 

 

 

 

Os dois tipos de hemofilia existentes estão relacionados à deficiência de dois fatores de coagulação do sangue: a do tipo A ocorre pela deficiência do fator VIII; e a do tipo B pela deficiência do fator IX. Seu tratamento usual consiste na reposição do fator anti-hemofílico que falta para cada tipo da doença.

Entre seus principais sintomas, estão: sangramentos frequentes na articulação, no músculo, nariz, pele e gengiva, sem motivo aparente presença de manchas roxas pelo corpo sem ter havido qualquer pancada; hemorragias após procedimentos invasivos (cirurgias, extração dentária).


 
Gestor responsável: Assessoria de Comunicação Social - ACS
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