Nesta segunda-feira (19/06), a Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas), com a participação do Grupo Técnico de Racismo Intistucional, realizou algumas ações junto aos pacientes do ambulatório do Hemocentro de Belo Horizonte para lembrar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme.
A programação contou com uma roda de conversa sobre "Conscientização da Doença Falciforme e Vinculação com a Unidade Básica de Saúde", conduzida pela médica Ana Paula Pinheiro Chagas e pela presidente da Dreminas, Maria Zenó Soares. Os participantes também puderam se divertir com uma oficina de dança de rua Dranking, com o instrutor Bruno Cirilo Januário.
De acordo com a coordenadora do Hemocentro de Belo Horizonte, Priscila Rodrigues, sempre é importante a conscientização e o empoderamento das pessoas com doença falciforme a respeito das suas condições. “Pacientes conscientes de seus deveres e direitos têm melhor chance de sucesso no tratamento e no controle da doença”, enfatizou.
A Fundação Hemominas é responsável pelas diretrizes e acompanhamento dos portadores de doença falciforme dentro do estado de Minas Gerais. A instituição garante o acompanhamento hematológico, além de fornecer hemocomponentes fenotipados e atuar na profilaxia das complicações da doença. “Somos uma ponte entre as diversas especialidades que acompanham o paciente e os serviços de atenção básica de saúde, a fim de que os portadores sejam avaliados e acompanhados na sua integralidade”, explicou a coordenadora.
A Doença Falciforme (DF) é genética e hereditária, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Na pessoa com DF, em período de crise, a hemácia modifica o seu formato: de arredondada para o formato de foice, o que acaba dificultando a circulação de oxigênio nos tecidos.
Segundo o Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN/MS, em 2015 foram diagnosticados 1.149 casos novos de doença falciforme e 65.796 heterozigotos para Hemoglobina S (traço falciforme – não tem a doença, mas precisa de orientação genética). Apenas 20% destas crianças atingem os cinco anos de idade caso não recebam o devido tratamento.
A data de 19 de junho foi estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objetivo de dar visibilidade e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade da doença. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, existem cerca de 60 mil pessoas vivendo com doença falciforme, mas poucas pessoas conhecem ou já ouviram falar sobre ela.
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