Pesquisadores americanos conhecem trabalho da Hemominas sobre o HTLV
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Pesquisadores americanos conhecem trabalho da Hemominas sobre o HTLV
A finalidade é formar parcerias para fomentar a troca de conhecimentos sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção do vírus.
Na última quinta-feira, 1º de dezembro, o Hemocentro de Belo Horizonte recebeu a visita de dois pesquisadores da Universidade de Miami, o médico hematologista e professor Juan Carlos Ramos, e o imunologista Glen Barber. Eles foram recebidos pela assessora de Assuntos Internacionais da Fundação Hemominas, Anna Bárbara Proietti; pela epidemiologista e pesquisadora do GIPH (Grupo Interdisciplinar de Pesquisas em HTLV), Anísia Ferreira; e pela professora do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Edel Stancioli.
Os pesquisadores vieram ao país para desenvolver parcerias em pesquisas sobre o vírus HTLV. Segundo Glen Barber, este é um vírus mais comum na América Latina do que nos Estados Unidos, onde só é encontrado o tipo HTLV-1. “Além disso, para o HTLV ainda não há um tratamento real. É importante formarmos parcerias com outros países para estudar conjuntamente meios de melhorar o diagnóstico, o tratamento e a prevenção desta doença”, explicou.
Os pesquisadores americanos conheceram o ambulatório do Hemocentro de Belo Horizonte, além dos laboratórios de pesquisa, de sorologia e a Central de Fracionamento. Segundo Juan Carlos Ramos, a forma de organização do trabalho, feita de forma centralizada em todo o Estado, foi o que mais chamou a atenção.
Glen Barber e Juan Carlos Ramos já visitaram várias instituições de países na América do Sul, no intuito de desenvolver estudos para entender o que faz com que os pacientes com o mesmo vírus desenvolvam manifestações clínicas diversas entre eles. Para isso, eles estudam essas diferenças para descobrir se há uma predisposição genética para o HTLV. “Entender esses processos pode levar a uma melhoria dos tratamentos atuais, bem como gerar novas terapias e vacinas que podem ajudar a erradicar a infecção”, detalha Glen Barber.
Pesquisadores se reúnem para discutir formas de parcerias nas pesquisas sobre o HTLV - Foto: Adair Gomez
Segundo a pesquisadora Anna Bárbara Proietti, a Fundação Hemominas já desenvolve estudos importantes sobre o vírus HTLV, através do GIPH. Ela acredita que essa parceria com a Universidade de Miami nas pesquisas sobre o vírus é essencial para aumentar a informação e o desenvolvimento de novos projetos em prol dos pacientes.
HTLV
O vírus HTLV (sigla da língua inglesa que indica vírus que infecta células T humanas) é um retrovírus isolado em 1980 a partir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T. Apresenta dois tipos: O HTLV-I que está implicado em doença neurológica e leucemia, e o tipo 2 (HTLV-II) que está pouco evidenciado como causa de doença. Ele também pode causar a HAM/TSP, uma doença que compromete a medula espinhal, provocando perda gradual dos movimentos do corpo.
Na próxima quarta-feira, 7 de dezembro, o GIPH realizará um simpósio no auditório do Hemocentro de Belo Horizonte para comemorar seus 20 anos de atividades.
Gestor responsável: Assessoria de Comunicação Social
O que se doa é a medula óssea, conhecida como “tutano”, formada por tecido líquido-gelatinoso, ocupando a cavidade dos ossos e sem nenhuma relação com a medula espinhal.