Claudia Ornelina da Costa e Cristiane Bittencourt, participaram da III Caminhada Outubro Rosa - Toque do Amor, em Belo Horizonte.

A terceira edição da caminhada, cujo objetivo é conscientizar homens e mulheres sobre a importância da prevenção do câncer de mama, foi feita em parceria com a Aspec (Ação solidária às pessoas com câncer).

Cláudia e Cristiane fazem parte do grupo Toque do Amor e organizaram a caminhada de 2,5 km, que teve como ponto de partida a Praça dos Esportes, na orla da Lagoa da Pampulha. O grupo reúne, via rede social, mulheres que enfrentaram ou estão enfrentando um câncer de mama. As duas servidoras lutaram contra um câncer de mama e se conheceram no grupo de apoio do Ipsemg - Grupo Aconchego - que há 11 anos acompanha mulheres acometidas pelos cânceres de mama e colo do útero. “Participamos juntas, no Rio de janeiro, em outubro de 2012, do encontro de um grupo de apoio nacional, o Amigas do Peito. Era a segunda reunião desse grupo, e a partir daí criamos o grupo Toque de Amor em BH; para acolher todas as mineirinhas que estão passando ou passaram pelo câncer de mama”, disse Cláudia Ornelina, que hoje tem 51 anos e descobriu o câncer de mama aos 46. 

Ambas compartilharam suas experiências para que outras mulheres possam se conscientizar da importância da prevenção ao câncer e do combate à doença. “Esperamos estar contribuindo com nosso depoimento para a prevenção, diagnóstico precoce e combate ao câncer!”, concluiu Cláudia.


Leia abaixo o depoimento das duas servidoras:


Cláudia Ornelina (Assessoria de Relações Internacionais da Fundação Hemominas)
“Meu nome é Cláudia Hornellina, tenho 51 anos e descobri o câncer de mama aos 46. Há exatamente cinco anos, na Semana da Criança, em outubro, estava tranquila com minha filhinha de 10 anos na praia e, ao tomar banho pela manhã,encontrei um caroço enorme no seio. Não entendi o que acontecia, pois, ao tomar banho na noite anterior eu não tinha nada. Fiquei assustada e de lá mesmo liguei para meus médicos. Após uma bateria de exames acusando ausência de malignidade, minha ginecologista me encaminhou para uma mastologista, em dezembro.

Em março de 2012 fiz a primeira cirurgia para extração de ducto inflamado. Após o resultado da biopsia acusando carcinoma invasivo misto de mama esquerda com 0,7 mm, em abril fiz outra cirurgia, quadrantectomia, com retirada de dois linfonodos sentinela não comprometidos, graças a Deus. Após me recuperar da cirurgia, fiz quatro sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia. No processo da radioterapia, a pele da axila se rompeu.

Iniciei em dezembro de 2012 a hormonioterapia, com uso do medicamento Tamoxifeno. No final do mesmo mês, meu endométrio estava espessado em 12 mm. Em junho de 2013, o espessamento chegou a 18,7 e fui submetida a uma cirurgia de histeroscopia diagnóstica. Em 2014 fui submetida a outra cirurgia, uma vez que substituído o Tamoxifeno pelo Anastrozol, tive sangramento anormal uterino (metrorragia) evoluindo, conforme pareceres médicos.Nessa intensa luta contra o câncer de mama aprendi que saímos mais fortes de cada batalha, mesmo quando pensamos já não ter resistência; que família são as pessoas que encontramos nos percalços da vida e nos acolhem, incondicionalmente.

Aprendi que eu ‘pensava’ que vivia intensamente cada um dos meus dias, porque intensamente é como os vivo hoje; tenho a mais absoluta certeza de que Deus me levou ali naquela praia para me mostrar o câncer, pois com o calor excessivo e a exposição direta ao sol o nódulo inflamou, evidenciou-se e assim eu pude percebê-lo; que a fé abala, mas Deus a restabelece, basta querermos.”

Cristiane Bittencourt (técnica administrativa da Fundação Hemominas)
“Meu nome é Cristiane Bittencourt, descobri o câncer de mama em 2012, aos 31 anos. Antes de ter o resultado da biopsia, em maio de 2011, em um controle com ginecologista, mostrei o nódulo pequeno entre a minha mama e axila ao médico que, ao apalpar, informou que não era nada, pois o nódulo cancerígeno é fixo, não se movimenta de um lado para o outro. Até aqui, beleza!

Após cinco meses, senti que o nódulo havia crescido e estava dolorido; então, resolvi procurar um outro profissional da saúde (SUS), onde só de olhar já se preocupou e me pediu com urgência todos os exames necessários (mamografia, ultrassom da mama e punção) e um encaminhamento para um mastologista para uma melhor conclusão. O resultado da punção deu negativo para malignidade, mas com todo cuidado e atenção, o médico me solicitou a core biopsy para não correr risco de errar mais uma vez. Foi aí que veio o diagnóstico conclusivo de um CA de mama ductal invasivo - grau III.

A partir daí, começaram todas as etapas do tratamento contra o câncer. Foram seis quimioterapias (vermelhas) + 12 (brancas). Iniciei em fevereiro e terminei no final de junho. Graças a Deus, não tive enjoos, pois os remédios não deixaram ter vômitos. Após o 3º dia da quimio, me sentia bastante prostrada, sem ânimo e sem fome, mas depois de uma semana já estava normal novamente. Foi assim durante seis meses (21 em 21 dias, a vermelha, e semanal, a branca). Logo em seguida veio a cirurgia de quadrantectomia (retirada parcial), acompanhada de esvaziamento axilar com retirada de 17 linfonodos, sendo cinco comprometidos. Tive que fazer 40 sessões de fisioterapia para ajudar na recuperação, pois devido à retirada dos linfonodos, o braço teve algumas limitações, e para finalizar o tratamento precisaria levantar os braços até uma determinada altura para fazer as 30 sessões de radioterapia.

E assim foi o ano de 2012, me tratando e correndo atrás da minha cura, e graças a Deus, à minha família e amigos consegui alcançar a VITÓRIA. Hoje, após quatro anos, faço meu controle semestral, não esquecendo de me tocar e conhecer o meu corpo, pois foi através do meu autoexame que descobri a tempo, e hoje estou aqui cheia de vida para dar meu testemunho a todas as mulheres.

Gestor responsável: Assessoria de Comunicação Social

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