Ana Maria Rabello fala sobre assédio moral.

O assédio moral foi pauta de uma roda de conversa entre agentes da Administração Pública do Estado, que ocorreu nas locações do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG). O debate foi coordenado pela médica Adriana Nunes e pela servidora Ana Maria Rabello, ambas da Ouvidoria e do Núcleo Central de Humanização da Fundação Hemominas.

O evento foi realizado no dia 06/07 e teve como tema central o Assédio Moral na Administração Pública Estadual. Participaram agentes da administração pública estadual que atuam no DEER, servidores da Gerência de Recursos Humanos do DEER, Núcleo de Humanização da Fundação Hemominas e Ouvidorias do Poder Executivo (Ouvidoria do SUS da Fundação Hemominas e Ouvidoria do DEER).

De acordo com o que foi discutido, o assédio moral tem por característica ridicularizar ou diminuir outra pessoa e é qualificado em três tipos: ascendente, horizontal e descendente. O assédio ascendente é aquele que o funcionário assedia sua chefia e o horizontal ocorre com pessoas do mesmo nível hierárquico no ambiente de trabalho. Já o assédio descendente, o que mais ocorre, é o que o (a) chefe assedia o funcionário (a). Segundo Ana Maria, o assediador normalmente tenta mascarar suas intenções e pode ser motivado por algum sentimento de grandeza relacionado a alguma defesa ou algum envergonhamento que já sofreu anteriormente. Porém, esta não é uma característica de prevalência para determinar se uma pessoa é ou pode se tornar um assediador.

Adriana Nunes fala sobre assédio moral.
Durante a roda de conversa, Ana Maria Rabello e Adriana Nunes destacaram a  importância de encorajar e dar apoio para quem sofre o assédio moral. Foto: Adair Gomez.
O assédio moral é previsto na legislação estadual na Lei Complementar 116 e, além de consequências para aquele (s) que o cometem, a situação também gera um clima ruim no ambiente de trabalho e pode desencadear uma quebra na relação de confiança dos envolvidos. De acordo com Ana Maria, estas consequências são danosas para quem sofre, para a equipe de trabalho e também para a empresa.

As palestrantes ressaltaram a importância de dar apoio e auxílio para aqueles que sofreram assédio. “Esse processo auxilia na descoberta de casos, que muitas vezes ficam escondidos, e na reorganização da empresa”, explicou Adriana Nunes. Ter conhecimento sobre o tema e um encorajamento em dar apoio e se manifestar são pontos importantes na assistência destes casos, destacou Ana Maria. “O problema do outro é o meu problema, tem a ver comigo, pois ali também é o meu ambiente de trabalho. Às vezes é um pequeno detalhe, alguma coisa que a gente faz, um silenciamento”, enfatizou.

A conversa terminou abordando sobre a relevância em trabalhar na prevenção e no combate do assédio moral, como promover a assertividade. Os presentes também discutiram sobre assédio sexual e as medidas necessárias a tomar quando ocorrer este tipo de situação. “Todo assédio tem uma natureza de conflito, mas nem toda natureza de conflito é um assédio” relevou Adriana.
Gestor responsável: Assessoria de Comunicação Social

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