Distribuição: acondicionando os hemocomponentes destinados aos estabelecimentos de saúde - Foto: Adair Gomez

Passo a passo, o Ciclo do Sangue e do Doador cumpre sua caminhada e vai até onde o paciente está: nos hospitais atendidos pela Hemominas em todo o estado, aguardando pelas transfusões necessárias à sua sobrevivência, e também nos ambulatórios da própria Fundação que cuida dos portadores de doenças hematológicas, como as coagulopatias e hemoglobinopatias.

Então é assim: após todo o processamento, as bolsas de sangue doado vêm para o setor de Distribuição, com os hemocomponentes fracionados e testados: Plaquetas (CP), Concentrado de Hemácias (CH), Plasma (PFC) e Crioprecipitado.

Acondicionamento dos produtos:temperatura exata - Fotos: Adair Gomez
Distribuição: cuidado na manipulação das bolsas - Foto: Adair Gomez

Conforme explica a bioquímica Responsável de Setor, Patricia Savini, a área se encarrega de armazenar as bolsas, gerenciar o estoque e distribuir os hemocomponentes para os clientes contratados, conveniados e para as demais unidades da Hemominas.

Ela informa que, em média, são 360 bolsas expedidas por dia, requisitadas pelos hospitais e estabelecimentos de saúde, devidamente acondicionadas em caixas térmicas, com monitoramento de temperatura de transporte.

Isso porque cada hemocomponente tem uma temperatura e protocolos específicos: o CH, por exemplo, é armazenado em refrigerador, de 2 a 6 graus Celsius, com validade de 35 dias, em média. Para o concentrado de plaquetas, o armazenamento após a preparação é feito sob agitação constante, sendo mantido em faixas de temperatura entre 20°C e 24°C. Dentro destas configurações, o CP permanece estável por 5 dias, desde que em agitação constante e bem condicionado.

Já o Crioprecipitado (fração insolúvel do plasma e que contém o fator de coagulação) e o plasma, são armazenados em freezers, a menos de 30 graus Celsius, e têm um ano de durabilidade. Caso o material seja armazenado a temperaturas abaixo de -30°C, o prazo de validade aumenta para 24 meses.
 
O plasma comum (plasma não fresco, plasma normal ou plasma simples) deve ser armazenado em temperatura igual ou menor a -20°C, com a validade de cinco anos, a partir da coleta. Lembrando que o plasma comum não é utilizado em transfusões, apenas para a produção de hemoderivados

Controle

Equipe atenta à validade dos hemocompnentes para não haver perda - Fotos: Adair Gomez
Equipe permanentemente atenta à validade dos hemocompnentes para não haver perda - Fotos: Adair Gomez

O gerenciamento de estoque exige monitoração diária e um controle o mais eficiente possível para evitar perdas. Dessa forma, os setores de Prova Cruzada/Distribuição das unidades da Hemominas processam diariamente a busca ativa de estoque excedente nos grandes hospitais contratantes, para evitar ao máximo a perda de hemocomponentes em função da validade de cada um deles, otimizando todo o processo.
 
Prova cruzada é um exame usado para testar, antes de uma transfusão sanguínea, se o sangue do doador é compatível com o sangue do receptor. Os estabelecimentos de saúde que não dispõem de uma Agência Transfusional própria para realizar estes testes recorrem à Hemominas para a realização deles. Neste caso, o setor recebe as amostras dos pacientes externos, faz a testagem e libera os hemocomponentes adequados. Além do HBH, o setor atende mais de 50 serviços de saúde na capital e na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Santa Casa: um dos hospitais atendidos pela Hemominas - Foto: Adair Gomez
Santa Casa: um dos hospitais atendidos pela Hemominas - Foto: Adair Gomez

Também cerca de 400 bolsas fenotipadas são expedidas por mês (tais bolsas passam por uma testagem mais ampla dos vários grupos sanguíneos, além dos grupos ABO e RH positivo ou negativo mais conhecidos, e são transfundidas em portadores de talassemia ou pacientes que requerem transfusões constantes).

Daí, já se pode observar a complexidade envolvida para manter a segurança transfusional: se o armazenamento e o transporte não forem adequados, perde-se toda a cadeia do ciclo do sangue – o hemocomponente vai literalmente para o lixo!.

Complementado o ciclo, hora de destacar a importância da manutenção dos equipamentos, laboratórios e instalações físicas, bem como os geradores próprios que mantêm a energia funcionando em toda a rede e em tempo integral: nada pode parar de funcionar! Sem falar na logística do transporte!

Manutenção: investindo em segurança

Manutenção:7 mil equipamentos sob monitoramento constante - Foto: Adair Gomez
Manutenção:7 mil equipamentos sob monitoramento constante - Foto: Adair Gomez

Responsável direto pela gestão e manutenção de aproximadamente sete mil equipamentos, o Setor de Engenharia Clínica (ENC), subordinado à Diretoria de Gestão Institucional/Gerência de Infraestrutura Física, administra 49 contratos, subdivididos nas seguintes áreas: Contratos HBH; Contratos CETEBIO, Contratos Refrigeração e Centrífugas Refrigeradas; Contratos Calibração e Qualificação; Contratos Equipamentos Médicos Laboratoriais; Contratos Manutenção Predial; Contratos Gerais.

De acordo com o Gerente de Infraestrutura Física (DGI), Dirceu Alves Jácome Junior, a equipe da ENC, composta por 20 servidores, executa, por meio de contratos terceirizados, os serviços de qualificação inicial, manutenções preventivas e corretivas, calibração, qualificação térmica e teste de segurança elétrica. Todas as ações são registradas em ordens de serviço no sistema de informação EFFORT, sendo esta a forma oficial de registro para comprovação das execuções quando demandado por auditorias. O custo desses serviços programado no GMD 2022 é de R$ 8.069.099,96.

Vale destacar que os referidos equipamentos são utilizados nos setores de coleta, processamento do sangue (laboratórios), armazenamento do sangue e insumos e ambulatórios (atendimento a pacientes). E para que esses serviços não sofram interrupção, todas as 23 unidades da Fundação Hemominas dispõem de geradores que garantem o fornecimento de energia alternativa, no caso de falta de energia elétrica

Transporte

Transporte de hemocompontes: desafio log´sitico para atender a todas as unidades da Hemominas - Foto: Adair Gomez
Transporte de hemocomponentes: desafio logísitico para atender a todas as unidades da Hemominas - Foto: Adair Gomez

Para transportar os hemocomponentes entre as 21 unidades espalhadas pelo estado – lembram que a Hemominas atua em rede? – a Fundação mantém uma empresa contratada em regime full time. Os estabelecimentos de saúde contratados e conveniados providenciam o próprio transporte.

Segundo o economista responsável pelo setor de Logística, Alfredo Cardoso André, todo o processo de testagem laboratorial das Unidades Regionais da Fundação Hemominas é centralizado nos laboratórios em Belo Horizonte (HBH). “Assim – explica ele –, diariamente todas essas amostras de sangue coletadas em cada um dos sete Hemocentros (Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba e Uberlândia); nove Hemonúcleos (São João del-Rei, Sete Lagoas, Ponte Nova, Patos de Minas, Passos, Manhuaçu, Ituiutaba, Divinópolis, Diamantina) e cinco Unidades de Coleta (Poços de Caldas, Além Paraíba, Betim, Estação BH, Hospital Júlia Kubitschek) precisam ser enviadas para a Gerência de Laboratórios no mesmo dia da coleta, devendo chegar no menor prazo possível, a fim de garantir a qualidade dos resultados e agilidade na liberação das bolsas produzidas para o estoque”, considera.

Ainda nesse contexto, a Hemominas regionaliza o fracionamento do sangue coletado em algumas unidades macrorregionais. Com isso, aquelas definidas como “centrais de produção de hemocomponentes” recebem, diariamente, as bolsas de sangue total das outras unidades e  Postos de Coleta de sua abrangência. Em seguida, os hemocomponentes resultantes desse processo retornam às unidades de origem, onde são acondicionados e redistribuídos segundo as demandas da Rede.

A logística para transportar as bolsas de sangue, hemocomponentes, amostras, células e tecidos é complexa e imprescindível para garantir um fluxo de remanejamento contínuo de produtos entre as unidades e, dessa forma, atender com segurança e qualidade as demandas por produtos de alta qualidade requeridos pela população mineira.

Alfredo Cardoso: Logística da Hemominas vai além-mar e importa, através do porto de Miami, os Kits que inativam a maioria das doenças conhecidas da humanidade - Foto: Adair Gomez
Alfredo Cardoso: Logística da Hemominas vai além-mar e importa, através do porto de Miami, os Kits que inativam a maioria das doenças conhecidas da humanidade - Foto: Adair Gomez

“Uma paralisação na logística do transporte poderia trazer riscos para o abastecimento de sangue no estado e interrupção do atendimento hemoterápico, com consequentes prejuízos para as unidades de saúde e possíveis impactos nos tratamentos cirúrgicos, onco-hematológicos, comprometendo a saúde da população”, considera Alfredo.

Comemorando a entrega recente da unidade móvel e do caminhão adquirido para a coleta itinerante de sangue, Alfredo Cardoso salienta que a Logística da Fundação Hemominas vai além-mar e importa, através do porto de Miami, os Kits que inativam a maioria das doenças conhecidas da humanidade e prolongam a validade do plasma. “Os hemocomponentes da Fundação Hemominas estão entre os melhores do mundo”, conclui.

E assim chegamos ao final das reportagens sobre o Ciclo do Sangue e do Doador. E, ao mesmo tempo, celebrando um novo começo: a possiblidade de contribuir para que a vida continue fluindo em todos aqueles que precisam do sangue para sobreviver - o paciente. 

A você, doador, todo o nosso respeito.

E gratidão.

Vejam o vídeo e as fotos que preparamos para ilustrar o processo! 

 

Caminhos do san...
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Gestor responsável: Assessoria de Comunicaçao Social