Com o objetivo de atender de forma integral a pessoa com doença falciforme, foi anunciado nesta quinta-feira (27/6) no Cehmob-MG (Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias), em Belo Horizonte, a aquisição de um aparelho de oftalmologia chamado angiotomógrafo de retina. O aparelho ficará instalado no Hospital das Clínicas da UFMG.
“O aparelho, que é muito sensível, possibilita detectar precocemente a retinopatia, analisando os vasos sanguíneos dos olhos”, afirmou Mitiko Murao, hematologista da Fundação Hemominas. A retinopatia é uma lesão não inflamatória nos olhos muito comum em pacientes com doença falciforme.
Segundo José Nelio Januário, diretor do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/UFMG), a aquisição do aparelho é uma conquista que irá ajudar os pacientes. Ele lembrou que a utilização do angiotomógrafo de retina faz parte do projeto de atenção primária que é oferecido à pessoa com doença falciforme no Estado de Minas Gerais.
Para o diretor Técnico-Científico da Fundação Hemominas, Fernando Basques, essa aquisição simboliza o que Minas Gerais realiza no âmbito da doença falciforme. “Conseguimos juntar todas as esferas públicas – municipal estadual e federal - no tratamento e acompanhamento da doença falciforme no ambiente do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. Esse é um exemplo a ser seguido”, enfatizou.
Homenagem
Durante o anúncio, o Cehmob-MG fez uma homenagem ao coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, e à coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, também da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, Joice Aragão de Jesus, que estavam presentes ao evento.
Guilherme Genovez ressaltou que o projeto Cehmob-MG é o único no Brasil que contempla a integralidade da pessoa com doença falciforme. “O projeto integra o paciente na atenção básica com a média e alta complexidade”, ressaltou.
Joice Aragão destacou também o trabalho em Minas com os pacientes de doença falciforme. “O trabalho realizado em Minas atingiu sua magnitude. É um trabalho que representa uma grande rede construída no Estado. Essa rede é produto de uma confiança existente entre todos os envolvidos. Estou feliz porque estou com vocês desde o início. Aqui temos uma relação próxima com o usuário”, disse emocionada.
A presidente da Dreminas (Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Belo Horizonte e Região), Maria Zenó Soares da Silva, agradeceu o apoio da Coordenação Geral do Sangue. Segundo ela, o projeto de especialidades dentro do Cehmob-MG é fundamental para o paciente. “Hoje somos capazes de entender o SUS e lutamos pelo SUS que queremos”, afirmou.
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