O termo hemoglobinopatia refere-se à um grupo de doenças em que ocorre alteração na produção da hemoglobina. As hemoglobinopatias mais frequentes são representadas pela Doença Falciforme e, a seguir, a Talassemia. As outras hemoglobinopatias mais raras são representadas pelas HbC, HbE e HbD.
Classificação Internacional de Doenças (CID)
D-58.2
Sinais e sintomas
A maioria dessas hemoglobinopatias causa anemia de leve a moderada intensidade. Em alguns casos, como na HbE, pode-se evoluir com anemia hemolítica mais intensa.
- Anemia leve a moderada
- Esplenomegalia discreta a moderada
Tratamento
O tratamento constitui-se em acompanhamento clínico e hematológico. A necessidade de terapia transfusional não é o habitual e dependerá da evolução clínica do paciente.
Protocolo Clínico
- Acompanhamento regular no Centro de Hematologia e Unidade Básica de Saúde.
Diagnóstico
Por meio da eletroforese de hemoglobina e estudo familiar.
Medidas preventivas
- Manter avaliação de rotina na Unidade Básica de Saúde de referência para que outros aspectos da saúde sejam acompanhados (por exemplo: vacinação, hipertensão arterial, diabetes, programa de saúde da criança e do homem, nutrição, etc.).
- Manter a avaliação regular com a equipe multiprofissional no hemocentro em que realiza o tratamento.
- Participar dos programas de tratamento recomendados pela equipe do hemocentro.
Orientação aos pacientes e familiares
A participação da família é muito importante para dar apoio e encorajar o paciente a seguir uma vida normal, uma vez que essas hemoglobinopatias não acarretam alteração no desenvolvimento físico ou intelectual.
Para mais informações acesse o acervo do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias de Minas Gerais (CEHMOB) e o portal da Federação Brasileira de Anemia Falciforme.
Referências
- Manual de Atendimento Ambulatorial da Fundação Hemominas. 2014
- Manual de Condutas Básicas para Tratamento em Doença Falciforme. Ministério da Saúde. 2012.
Gestor responsável: INSERIR GESTOR RESPONSÁVEL