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A Fundação Hemominas adota como critérios básicos para avaliar quem se encontra, ou não, apto a doar sangue, aqueles estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgãos responsáveis pela legislação nacional de hemoterapia. Além desses, a Hemominas observa critérios exigidos para acreditação pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia em parceria com a Association for the Advancement of Blood and Biotherapies e outros fundamentados em literatura nacional e internacional, visando à proteção e segurança de doadores e receptores. 

Nesse sentido, cabe esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o assunto. Algumas situações, pela sua natureza mais delicada, somente podem ser discutidas com o profissional responsável pela triagem do candidato à doação. O candidato é entrevistado por um profissional de saúde, que faz algumas perguntas de caráter pessoal e íntimo. As informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo. A Hemominas não discrimina ninguém, mas existem doenças que podem ser transmitidas pelo sangue e que, às vezes, não podem ser totalmente evitadas com a realização dos exames laboratoriais de triagem do sangue, já que existe um período no qual as infecções nem sempre são detectadas nos exames.  

Para consultar os critérios, verifique sempre todos os fatores associados: exames e procedimentos realizados, diagnóstico e tratamento realizados. Prevalecerá sempre o maior tempo de inaptidão. Vale lembrar, também, que estas normas são submetidas à revisão periódica. Verifique-as sempre que desejar doar sangue.

Mesmo quem não pode doar, pode continuar ajudando a salvar vidas, incentivando outras pessoas a realizar uma doação de sangue. Sua atitude pode promover mudanças significativas na sociedade e na vida de quem precisa de sangue.

Em 2025, a Rede Hemominas recebeu um total de 346.723 candidatos à doação de sangue, tendo havido uma redução no número de comparecimentos em relação ao ano anterior. Esperamos por você, seus familiares e amigos para nos ajudar a melhorar o fornecimento de hemocomponentes para a população.

ATENÇÃO!

Se alguém recorre aos serviços da Hemominas exclusivamente para fazer exames, não deve doar sangue. Procure o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de sua cidade, por meio da Prefeitura ou Secretaria Municipal de Saúde. Em Belo Horizonte, o telefone do CTA é (31) 3277-5757.

A Hemominas atua de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nº 13709/2018. Informamos que não solicitamos dados pessoais, como RG e CPF, por telefone.

Entrada e permanência de menores no ciclo do sangue

“A Fundação Hemominas se preocupa com a segurança de todos no processo de doação. Assim, nos casos em que algum menor de 16 anos for comparecer com o candidato no dia da doação, é necessário trazer um outro adulto para acompanhar o menor, uma vez que a entrada e permanência de menores de 16 anos desacompanhados nas dependências das unidades não são permitidas. Dessa forma, o menor somente poderá permanecer caso haja um acompanhante maior de idade, além do o candidato à doação. A Hemominas conta com a compreensão de todos, pois, com esta medida, visa resguardar o compromisso com a segurança do paciente e do doador, atenta à preservação de ambiente compatível com as melhores práticas de saúde, como recomendam as estratégias e ações de gestão de risco constantes na RDC 36/2013 (artigo 8, alíneas XI e XVII) e RDC 34/2014, do Ministério da Saúde / Anvisa".

Se você foi convocado para repetir exames, compareça, se possível, em até 60 dias. Novas doações dependem da realização do exame de 2ª amostra. Caso você não compareça, o Gestor Estadual será notificado e poderá solicitar sua presença por meio da Unidade Básica de Saúde a qual você se encontra cadastrado.

Doadores considerados inaptos pelos exames laboratoriais na Fundação Hemominas devem seguir a orientação recebida na entrega dos exames de segunda amostra.

As informações a seguir se destinam a esclarecer candidatos com dúvidas em relação à aptidão para doação por doenças prévias, exposição a doenças e comportamentos associados a risco de aquisição de doenças infecciosas.

Não vale desistir
Quem não pode doar, de imediato, pode voltar em outra oportunidade.
A Hemominas conta com a solidariedade de todas e todos.
 
Critérios gerais ▼

Alimentação
Para doar sangue, o candidato não poderá estar em jejum. Se for doar pela manhã, faça uma refeição leve, sem gorduras, como café, bolo, pão, cereais e frutas. Após almoço, jantar ou refeições com conteúdo mais gorduroso deve-se aguardar três horas para efetuar a doação. Após refeições gordurosas ou copiosas será necessário aguardar quatro horas. Refeições com elevado índice de gordura, como a feijoada, podem interferir na execução dos exames; assim, sugerimos que nesta situação a doação seja realizada no dia seguinte.

Hidratação

A ingestão de líquidos em volume maior antes e depois da doação é muito importante. Uma boa hidratação torna mais fácil a punção venosa e reduz a ocorrência de reações adversas.

Documentos
Para doar sangue é necessário apresentar o CPF e um documento original e oficial de identidade que contenha foto, filiação e assinatura: Carteira de Identidade, carteiras de Conselhos de Classe reconhecidos oficialmente, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista, Carteira Nacional de Habilitação. Documentos em formato digital com foto também poderão ser apresentados, observadas as regras de validação. Além da CNH-E da CIN e de outros documentos em meio digital, a partir de outubro de 2026, o doador poderá apresentar o E-título na versão que contém foto.

Estado geral

O candidato à doação deve comparecer em condições plenas de saúde. Assim, se estiver apresentando qualquer sintoma, mesmo que leve, deverá aguardar a melhora para então procurar uma unidade de coleta. Lembrando que a doação é um gesto que permite salvar vidas, mas que não deve e não pode prejudicar a saúde do doador. 

 

Frequência cardíaca / pulso

Serão avaliados pelo médico. Devem ser regulares e estar entre 50 e 100 batimentos / pulsação por minuto. Fora destes limites, apenas a critério médico.

 

Idade
Podem doar sangue pessoas acima de 16 anos. Pessoas com mais de 60 anos somente poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos. Se você doou em outro serviço de hemoterapia, apresente um comprovante para poder doar. Doadores de repetição poderão passar por uma avaliação médica para definir se poderão continuar a doar após completar 70 anos.

Atenção, se o candidato à doação de sangue tem entre 16 e 17 ou mais de 60 anos, é importante conhecer as normas e documentos necessários para doação de sangue. 

Intervalo entre doações

Mulheres
Podem doar sangue com um intervalo de 90 dias entre uma doação de sangue total e outra, até no máximo três vezes em um período de 12 meses.

Homens
Podem doar sangue com um intervalo de 60 dias entre uma doação de sangue total e outra, até, no máximo, quatro vezes em um período de 12 meses.

Nutrição
O candidato a doador deve se encontrar em boas condições nutricionais, a fim de que seu organismo possa responder adequada e prontamente à doação de sangue. O sangue doado é rapidamente reposto, a partir das reservas de líquido, vitaminas e minerais do corpo. Por isso, caso haja algum déficit proteico calórico ou vitamínico, deve-se aguardar a normalização do estado nutricional para doar sangue. Caso se observe uma perda rápida de peso acima de 10% do peso inicial, é preciso aguardar três meses após a estabilização para a doação de sangue, mesmo que não se tenha utilizado medicamentos. Se houver perda de peso, sem que a pessoa tenha se submetido a dietas ou condicionamento físico, recomenda-se uma avaliação médica para averiguar o motivo.

Peso
A doação de sangue é realizada considerando-se um volume máximo por quilo de peso. Para mulheres, o volume máximo é de 8 mL/Kg e, para os homens, 9 mL/Kg. A coleta é também proporcional ao volume de anticoagulante em cada bolsa de coleta, razão que limita a coleta de volumes menores de sangue e impedem a doação por pessoas com peso inferior a 50 Kg. Assim, na Fundação Hemominas coletam-se bolsas de sangue de acordo com as seguintes condições: 

Homens acima de 50 kg: 450mL

Mulheres entre 50 e 55,9 kg: 410mL

Mulheres com 56 kg ou mais: 450mL

O peso será verificado no momento da doação e será descontado 1 kg referente ao peso da roupa.

Além disso, visando à segurança do doador, respeitamos o peso máximo suportado pela cadeira de coleta recomendado pelo fabricante, a fim de evitar acidentes durante a doação de sangue. Esse limite é variável, em função de diferentes modelos e fabricantes. Em torno de 130, 140 kg, sugerimos contatar a unidade onde pretende doar para saber o limite das cadeiras locais.

Para informações sobre obesidade, veja o item Doenças das glândulas (endócrinas e metabólicas).

Pressão arterial

Será aferida no momento da doação. A pressão sistólica (máxima) não poderá exceder 180mmHg ou estar abaixo de 90mmHg; a pressão diastólica (mínima) não poderá exceder 100mmHg ou estar abaixo de 50mmHg. É oportuno lembrar que a pressão arterial pode modificar-se rapidamente em resposta a exercícios físicos e ansiedade. Assim, não fazer esforço vigoroso antes de doar e permanecer tranquilo antes e durante a entrevista evitará que a doação não se efetive devido a uma alteração aguda da pressão arterial.

 

Candidatos portadores de hipertensão arterial

Essas pessoas somente poderão doar sangue na Fundação Hemominas se estiverem em uso de medicamentos de classe que não contraindiquem por si só a doação (excluindo também medicamentos com associações em suas fórmulas), apresentando níveis pressóricos controlados e sem lesões secundárias que impeçam a doação (por exemplo, insuficiência cardíaca, insuficiência renal). Para avaliar tais condições, sugerimos que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado e informando a condição clínica do candidato. Salientamos que a Fundação Hemominas contraindica a suspensão de medicamentos para a realização de doação. Verifique o medicamento em Uso de medicamentos. Caso tenha dúvida, pergunte ao seu médico qual classe de medicamentos utiliza.

 

Repouso  
O candidato deve ter dormido, pelo menos, quatro horas. Idealmente, deve ter dormido dentro do seu habitual, sentindo-se descansado no momento da doação. Se você trabalha no período noturno, compareça após seu horário diurno de descanso.

Sintomas comuns que impedem a doação

Febre (pico isolado), sem outros sintomas associados: aguardar 14 dias.

Febre persistente de origem indeterminada: aguardar diagnóstico ou, no mínimo, três meses sem febre.

Diarreia, sem necessidade de uso de antibióticos: aguardar 7 dias, se bacteriana ou em uso de antibióticos, 15 dias.

Sintomas respiratórios, necessário avaliar febre e teste de identificação viral:

Febre (temperatura ≥38ºC)

Teste Influenza, SARS-COV2 ou painel respiratório

Prazo

Presente

Negativo ou não realizado

14 dias

Presente

Positivo para Influenza

14 dias

Presente

Positivo para SARS-COV2

10 dias

Presente

Positivo para outros vírus

14 dias

Ausente

Negativo

3 dias

Ausente

Positivo para Influenza

14 dias

Ausente

Positivo para SARS-COV2

10 dias

Ausente

Positivo para outros vírus

3 dias

Ausente

Não realizado

14 dias

O doador deve estar sem febre. A temperatura axilar será aferida no momento da triagem e não poderá exceder 37° C. 

Alergias

Comuns (manifestações cutâneas ou respiratórias de intensidade leve a moderada): apto após resolução e sem uso de medicamentos. Sintomas respiratórios, que possam confundir com infecções de vias aéreas, podem exigir aguardar tempo de segurança na ausência de testagem.

Se estiver realizando tratamento de dessensibilização: apto após 72h de cada aplicação.

Antecedente de reação anafilática ou de alergia à esterilização com óxido de etileno: inaptidão definitiva.

Desportistas e atividades ocupacionais de risco

Não é aconselhável doar sangue 24h antes de uma competição esportiva importante. Uma espera de 12h é aconselhável após a doação de sangue, nos seguintes esportes: ciclismo, natação, alpinismo, paraquedismo, mergulho submarino, esportes automobilísticos, motociclismo em competições, escalada, rapel e outros esportes radicais.

 

Trabalhadores de atividades consideradas de risco

Aptos caso possam interromper tais atividades pelo período mínimo de 12 horas após a doação. Entre as ocupações consideradas de risco para o próprio indivíduo ou para outros estão: pilotar avião ou helicóptero, conduzir veículos de grande porte (ônibus, caminhões e trens), operar maquinário de alto risco (indústria e construção civil), trabalho em andaimes e prática de paraquedismo ou mergulho.

 

Ferimentos
Ferimento traumático aberto (Solução de Continuidade) - aguardar cicatrização: apto após cicatrização e na ausência de complicações.
Ferimento traumático suturado - aguardar cicatrização: apto após a retirada dos pontos, cicatrização e na ausência de complicações.

Uso de aparelhos/equipamentos para deambulação/locomoção

Será avaliado o esforço necessário após doação, tanto no que se refere ao geral, quanto ao membro puncionado. Em caso de risco aumentado de reação adversa, haverá necessidade de acompanhante para auxiliar na deambulação/locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta. A avaliação será individualizada.

Acupuntura ▼

A realização de acupuntura por profissionais autorizados (clínicas e profissionais com Alvará Sanitário), em condições de antissepsia (adotando normas de procedimentos para redução da ocorrência de infecções), impede a doação por 7 dias, se não houver sinais inflamatórios locais; ou 4 meses, se não houver condição de avaliação da segurança do procedimento realizado.

Anemia ▼
  • O candidato aprovado na triagem clínica para doação será submetido, também, a um exame prévio para identificação de anemia. No momento da seleção, será determinada a concentração de hemoglobina (Hb) ou de hematócrito (Ht) em amostra de sangue do candidato à doação, obtida por punção digital, ou por venopunção, ou por método validado que possa vir a substituí-los.

Os valores mínimos aceitáveis do nível de hemoglobina/hematócrito são:

Mulheres: Hb =12,5g/dL ou Ht =38%;

Homens: Hb =13,0g/dL ou Ht =39%. 

  • Quando o resultado for inferior ao mínimo legal para doação, o candidato será encaminhado para realizar exames externos. Caso apresente níveis de ferro dentro da normalidade, poderá se candidatar novamente no prazo de 30 dias. Candidatos com valores de ferro abaixo do normal, ou que não realizem avaliação externa, deverão aguardar 6 meses para se candidatar novamente.

Os valores máximos aceitáveis do nível de hemoglobina/hematócrito são 

Mulheres: Hb =16,5g/dL ou Ht =50%;

Homens: Hb =18,5g/dL ou Ht =54%.

  • O candidato que apresente níveis superiores será impedido de doar e encaminhado para investigação médica para descartar doenças como causa, especialmente hematológicas. Em caso de liberação e nova ocorrência de hemoglobina elevada, o médico da Fundação Hemominas deverá avaliar a necessidade ou não de nova propedêutica.
  • Pessoas portadoras de anemia hereditária (transmitida de pais para filhos) não podem doar sangue. Anemias carenciais (por deficiência alimentar ou perda excessiva de ferro) impedem a doação por um prazo de seis meses após a normalização dos exames e término do tratamento. Quando detectado um valor inferior ao limite de doação, mesmo que ainda não caracterizando anemia, recomendamos aguardar 6 meses para uma nova avaliação para doação de sangue e avaliação médica quanto à necessidade de suplementação de vitaminas e minerais.
  • Portadores do traço falciforme (presença de hemoglobina S associada à hemoglobina A no exame de eletroforese de hemoglobina, característico de familiares de pacientes portadores de anemia falciforme ou drepanocitose) podem doar sangue normalmente. Na Fundação Hemominas todo o sangue doado é avaliado para a presença de hemoglobina S e quando é detectada sua presença, o sangue é rotulado a fim de que seja utilizado apenas em pacientes que não possuam contraindicação para recebê-lo. Os portadores de traço falciforme não devem doar por meio do método de aférese.
Cirurgias e procedimentos invasivos, incluindo outros procedimentos estéticos ▼
  • Algumas cirurgias impedem a doação de sangue em virtude da perda sanguínea a que o paciente foi submetido; outras, pela doença que gerou a necessidade da cirurgia. A inaptidão é relacionada também à extensão da cirurgia. Abaixo, algumas cirurgias mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.
  • Atenção: sempre serão avaliados outros requisitos como a doença de base, medicamentos em uso; portanto, não deve ser considerado apenas o tempo do procedimento isoladamente.

AMIGDALECTOMIA

Apto após 3 meses.

ANESTESIA GERAL EM PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS NÃO ESPECIFICADOS NESTE ITEM DO MANUAL

Apto após 30 dias considerando-se apenas o procedimento anestésico. Este tempo pode se prolongar dependendo do tipo de cirurgia realizada.

APENDICECTOMIA

Apto após 3 meses.

APLICAÇÃO DE METACRILATO

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

APLICAÇÃO DE TOXINA BOTULÍNICA (BOTOX)

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

ARTRODESE DE COLUNA

Apto após 6 meses.

ARTROSCOPIA

Apto após 4 meses.

BALÃO INTRAGÁSTRICO

Apto após 4 meses da retirada e estabilização de peso.

CARBOXITERAPIA

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

CATETERISMO CARDÍACO

Apto após 30 dias.

CAUTERIZAÇÕES

Apto após 30 dias.

CINTILOGRAFIA

Apto após 7 dias.

CIRUGIAS VASCULARES COMPLEXAS (EXCETUANDO-SE VARIZES E TRAUMAS VASCULARES PERIFÉRICOS)

Inaptidão definitiva.

CIRURGIAS ADENOMA PROSTÁTICO

Apto após 3 meses.

CIRURGIA BARIÁTRICA

Apto após 6 meses, desde que em acompanhamento nutricional regular.

CIRURGIAS CARDÍACAS

Inaptidão definitiva.

CIRURGIAS DE HIPÓFISE

Inaptidão definitiva.

CIRURGIAS DE PARATIREÓIDE

Apto após 6 meses.

CIRURGIA DE POLITRAUMA

Apto após 12 meses.

CIRURGIAS DE SUPRARRENAL: FEOCROMOCITOMA

Apto 5 anos após a cura

CIRURGIAS DE TIREÓIDE

Apto após 6 meses.

CIRURGIAS DERMATOLÓGICAS DE PEQUENO PORTE

Apto após cicatrização.

CIRURGIAS ENDOSCÓPICAS

Apto após 4 meses.

CIRURGIAS GINECOLÓGICAS DE GRANDE PORTE

Apto após 6 meses.

CIRURGIAS GINECOLÓGICAS DE PEQUENO PORTE

Apto após 3 meses após alta.

CIRURGIAS POR MÁ FORMAÇÃO RENAL

Sem sequelas funcionais: apto após 6 meses.

CIRURGIAS DO SNC

Apto após 6 meses, após alta do acompanhamento neurológico e sem histórico de disautonomia. Avaliação individualizada da mobilidade e de risco de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta. Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

CIRURGIAS OFTALMOLÓGICAS COM ACESSO AO SNC

Apto após 3 meses, após alta do acompanhamento neurológico e sem histórico de disautonomia. Avaliação individualizada da mobilidade e de risco de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta. Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

CIRURGIAS OFTALMOLÓGICAS DE PEQUENO PORTE (pterígio, catarata, miopia, laser)

Apto após a alta oftalmológica.

CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

Apto após 6 meses.

CIRURGIAS DE PATOLOGIAS BENIGNAS DA MAMA

Apto após 6 meses.

CIRURGIAS PLÁSTICAS SOB ANESTESIA LOCAL

Apto após 3 meses.

CIRURGIAS PLÁSTICAS SOB BLOQUEIO PERIDURAL OU RAQUIMEDULAR OU ANESTESIA GERAL

Apto após 6 meses.

CIRURGIAS UROLÓGICAS DE PEQUENO PORTE (vasectomia, fimose, hipo e epispádia, inserção de stent para varicocele, etc)

Apto 30 dias após alta.

CIRURGIAS VARIZES DE MMII

Apto após 3 meses.

COLECISTECTOMIA

Apto após 6 meses.

COLECTOMIA

Apto após 1 ano.

CRIOLIPÓLISE 

Aguardar 7 dias após cada sessão para avaliação de reação inflamatória. Estando sem sinais inflamatórios, liberar.

CURETAGEM

Apto após 12 semanas, se pós-aborto; demais causas, apto após a cura.

DIU (Dispositivo Intrauterino)

Apto.

ELETRÓLISE

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, apto após 4 meses.

ENDOSCOPIAS/LAPAROSCOPIAS 

Apto após 4 meses.

ENTERECTOMIA

Inaptidão definitiva.

ENXERTOS ÓSSEOS SINTÉTICOS

Inaptidão relacionada ao procedimento de base.

 

ESCLEROSE DE VARIZES DE MMII

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

ESPLENECTOMIA

Inaptidão definitiva.

ESPLENECTOMIA PÓS-TRAUMÁTICA

Apto após 1 ano.

EXAMES COM CONTRASTES AÉREOS

Apto após 30 dias.

EXAMES COM CONTRASTES BARITADO

Apto.

EXAMES COM CONTRASTES IODADO

Apto após 30 dias.

EXTRAÇÃO CÁLCULOS

Apto após 3 meses.

GASTRECTOMIA TOTAL

Inaptidão definitiva.

HEMORROIDECTOMIA

Apto após 3 meses.

HEPATECTOMIA PÓS-TRAUMA, DOAÇÃO, MÁ FORMAÇÃO

Apto após 1 ano.

HERNIOPLASTIA

Apto após 3 meses.

HISTERECTOMIA

Apto após 6 meses.

INFILTRAÇÃO ARTICULAR

Apto após 15 dias.

LAMINECTOMIA

Apto após 6 meses.

LAPAROSCOPIA

Apto após 4 meses.

LAPAROTOMIA BRANCA

Apto após 3 meses.

LIPOASPIRAÇÃO

Apto após 6 meses.

LITOTRIPSIA

Extracorpórea: apto após 30 dias. Endoscópica: apto após 4 meses.

LOBECTOMIA

Inaptidão definitiva.

MESOTERAPIA

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

MICROAGULHAMENTO

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, apto após 4 meses. Uso domiciliar, se for compartilhado: inapto por 4 meses.

MIELOGRAFIA

Apto após 30 dias.

NEFRECTOMIA POR PATOLOGIAS QUE NÃO MÁ FORMAÇÃO RENAL

Inaptidão definitiva.

NEFRECTOMIA PÓS-TRAUMA, DOACAO, MÁ FORMAÇÃO

Apto após 12 meses.

PARTO CESAREANA

Apto após 6 meses.

PARTO NORMAL

Apto após 12 semanas.

PLEUROSTOMIA

Apto após 3 meses.

PNEUMECTOMIA

Inaptidão definitiva.

PREENCHIMENTO DÉRMICO

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

PROCEDIMENTOS COM RADIOISÓTOPOS (PROPEDÊUTICO OU TERAPÊUTICO)

Apto após 7 dias de cada aplicação.

PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS NÃO DISCRIMINADOS

Apto após 7 dias se não houver sinais inflamatórios, em condições de antissepsia adequado, procedimento realizado por profissional de saúde com uso de materiais descartáveis. Se não for possível avaliar condições de antissepsia, inaptidão por 4 meses.

PUNÇÃO ARTICULAR

Apto após 15 dias.

PUNÇÃO NÓDULO MAMÁRIO

Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.

PUNÇÃO NÓDULO TIREOIDIANO

Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.

RADIOTERAPIA

Considerar doença de base e resolução dos eventuais efeitos adversos.

RESSECÇÃO DE ANEURISMA

Apto após 12 meses, se não houver aneurismas remanescentes. Aneurisma não corrigido: inaptidão definitiva.

RESSECÇÃO DE VARIZES

Apto após 3 meses.

RETIRADA DE NÓDULO MAMÁRIO

Apto após 6 meses.

SIMPATECTOMIA

Apto após 1 ano.

TIREOIDECTOMIA, CIRURGIAS DE TIREÓIDE

Apto após 6 meses.

TORACOCENTESE

Apto após 6 meses.

TRANSFUSÃO AUTÓLOGA

Verificar o prazo do procedimento que gerou a necessidade da transfusão, visto que este excederá o prazo do risco da transfusão.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA

Inaptidão definitiva.

TRANSPLANTE DE DURAMATER

Inaptidão definitiva.

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS, TECIDOS E TERAPIA GÊNICA

Inaptidão definitiva.

XENOTRANSPLANTE Recebimento de células vivas, tecidos vivos, órgãos vivos de fontes animais não humanas.

Inaptidão indefinida. Nota: Enxerto de dura-máter bovino, inaptidão definitiva. Nos casos de enxertos ósseos bovinos, se enxertos comerciais com registro na ANVISA e inativação de príons, 7 dias.

TRAUMAS VASCULARES PERIFÉRICOS

Apto após 30 dias.

VAGOTOMIA SUPER SELETIVA

Apto após 6 meses.

Câncer - Neoplasias Malignas ▼

Inaptidão definitiva para melanoma e neoplasias do sistema hematopoiético. Para as demais neoplasias, inaptidão por 5 anos após término do tratamento e mantendo-se em remissão e sem doença ativa, exceto se antecedentes de carcinoma in-situ da cérvis uterina e carcinoma basocelular cutâneo que não impedem a doação de sangue.

Doenças dermatológicas (da pele e anexos) ▼

ABSCESSOS

Apto 15 dias após término do tratamento.

ACNE COMUM

Apto.

ACNE ROSÁCEA

Apto 30 dias após término do tratamento.

ACTINOMICOSE

Ver doenças infecciosas e parasitárias

CISTO PILONIDAL INFECTADO

Apto após 15 dias do término do tratamento.

ECZEMA ALÉRGICO INTENSO OU GRAVE

Apto 6 meses após a cura. Eczemas alérgicos leves:

Apto 7 dias após o término das manifestações clínicas ou do tratamento. 

ERISIPELA

Apto após 14 dias do término do tratamento.

ERITEMA NODOSO INFECCIOSO

Apto após 3 meses da cura.

ERITEMA NODOSO NÃO INFECCIOSO

Se não houver contraindicação definitiva pela doença de base (p.ex.: Crohn, sarcoidose), apto após 6 meses.

ERITEMA POLIMORFO (ASSOCIADO A REAÇÃO MEDICAMENTOSA)

Apto 6 meses após a cura.

ERITRODERMIAS

Apto 6 meses após a cura.

ESPOROTRICOSE

Ver doenças infecciosas e parasitárias

GANGRENA

Inapto, pelo menos, 6 meses após término do tratamento, de acordo com a doença de base.

HERPES SIMPLES GENITAL E LABIAL

Apto após cura das lesões

HERPES ZOSTER

Aguardar 6 meses, avaliar possibilidade de neoplasia e imunocomprometimento.

LARVA MIGRANS

Apto 7 dias após tratamento.

LESÕES DE PELE NO LOCAL DA PUNÇÃO VENOSA

Inapto até cura.

LÍQUEN PLANO

Apto 6 meses após a cura.

LÚPUS DISCOIDE

Apto. Avaliar se realiza controle clínico periódico. Caso não realize, solicitar atualização do controle clínico.

MICOSES

Apto desde que não haja acometimento no local de punção.

PÊNFIGO

Inaptidão definitiva.

PSORÍASE

Pequeno comprometimento estritamente cutâneo, local de venopunção sem lesões (verificar medicamentos em uso): apto. Manifestação sistêmica, extensa ou com outras manifestações: inaptidão definitiva.

PTIRÍASE RÓSEA

Apto.

PTIRÍASE VERSICOLOR

Apto desde que não haja acometimento no local de punção.

RADIODERMATITE

Inaptidão de acordo com a doença de base.

ÚLCERA ARTERIAL

Inaptidão definitiva.

VERRUGA COMUM

Apto.

VITILIGO

Apto.

Doenças endocrinometabólicas (glândulas e metabolismo) ▼

ADENOMA DE HIPÓFISE

Apto se controlado clinicamente, sem complicações ou fatores associados e sem história de uso de hormônio de crescimento.

BÓCIO EUTIREOIDIANO

Apto.

DIABETES INSIPIDUS

Inaptidão definitiva.

DIABETES MELLITUS TIPO I OU II INSULINODEPENDENTE

Inaptidão definitiva.

DIABETES MELLITUS TIPO II NÃO INSULINODEPENDENTE

Apto, se realiza controle regularmente. Avaliar presença de lesões secundárias e/ou patologias associadas que impeçam por si a doação. Somente uso de insulina impede a doação. *Ver agonistas do receptor da GLP-1.

DISLIPIDEMIA

Apto após controle por dieta e/ou medicamentoso, atingindo níveis aceitáveis para as diversas frações. Hiperlipidemia familiar caracteriza inaptidão definitiva.

FEOCROMOCITOMA

Apto 5 anos após a cura. 

HIPERALDOSTERONISMO

Inaptidão definitiva.

HIPERFUNÇÃO DE HIPÓFISE

Ver adenoma de hipófise e hiperprolactinemia. Demais hiperfunções: inaptidão definitiva. 

HIPERLIPOPROTEINEMIAS

Se familiar, essencial, inaptidão definitiva.

HIPERPROLACTINEMIA

Apto após propedêutica, se a causa for benigna.

HIPERTIREOIDISMO

Apto após controle. Tireotoxicose devido à doença de Graves: inaptidão definitiva.

HIPOGLICEMIA

Apto se assintomático.

HIPOPITUITARISMO

Inaptidão definitiva.

HIPOTIREOIDISMO

Apto após controle.

INSUFICIÊNCIA SUPRARRENAL

Inaptidão definitiva.

INTOLERÂNCIA À GLICOSE

Apto.

OBESIDADE COM TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO

Em caso de relato de uso de fórmulas, verificar substâncias presentes. Avaliar presença de lesões e/ou patologias associadas que impeçam por si a doação. 

SÍNDROME DE CUSHING

Inaptidão definitiva.

TIREOIDITE AGUDA E SUBAGUDA

Inaptidão até 1 ano após cura, sem sequela.

TIREOIDITE AUTOIMUNE

Apto após controle.

Doenças gastroenterológicas (esôfago, estômago, fígado, vias biliares e intestino) ▼

CIRROSE HEPÁTICA

Inaptidão definitiva.

COLITE PSEUDOMEMBRANOSA

Aguardar 30 dias após término do tratamento.

COLITE ULCERATIVA

Inapto definitivo

DIARREIA AGUDA

Diarreia de provável origem viral: apto após 7 dias. Provável origem bacteriana: apto após 15 dias. Gastroenterite: ver item correspondente.

DIARREIA CRÔNICA

Necessário esclarecer o motivo antes de doar.

DIARREIA PERSISTENTE

Necessário esclarecer o motivo antes de doar.

DIVERTÍCULOS

Assintomático: apto. Crise aguda sem internação: 30 dias após término do tratamento. Com internação: 3 meses após término do tratamento.

DOENÇA CELÍACA

Apto após controle (assintomático).

DOENÇA DE CROHN

Inaptidão definitiva.

ESOFAGITE CRÔNICA

Tratamento inicial: aguardar 30 dias. Tratamento de manutenção e assintomático: apto.

ESTENOSE ESOFAGIANA

Inapto definitivo.

GASTRITE AGUDA

Se não houve hemorragia e/ou realização de endoscopia, aguardar 15 dias. Caso contrário, considerar tempo de inaptidão relativo à endoscopia.

GASTRITE CRÔNICA

Diagnóstico histopatológico. Necessário esclarecer o motivo antes de doar.  Se inespecífica: considerar tempo de inaptidão relativo à endoscopia.

GASTROENTERITE AGUDA

Aguardar 15 dias após cura.

HEPATITE MEDICAMENTOSA

 

Apto 6 meses após a cura; avaliar a realização de procedimentos que ocasionem inaptidão por período mais prolongado.

HEPATOPATIA CRÔNICA DE ORIGEM DESCONHECIDA

Inaptidão definitiva.

HÉRNIA HIATAL

Considerar presença de esofagite, na ausência não há contraindicação.

HIPERTENSÃO PORTA

Inaptidão definitiva.

ICTERÍCIA DE ETIOLOGIA DESCONHECIDA

Inaptidão definitiva.

INFARTO MESENTÉRICO

Inaptidão definitiva.

LITÍASE BILIAR

Apto 30 dias após última crise de cólica biliar. 

PANCREATITE AGUDA, INCLUSIVE MEDICAMENTOSA

Apto 6 meses após recuperação; avaliar realização de procedimentos endoscópicos e cirúrgicos.

PANCREATITE CRÔNICA

Inaptidão definitiva.

PÓLIPOS INTESTINAIS

Verificar tempo de colonoscopia.

RETOCOLITE ULCERATIVA

Inaptidão definitiva.

SÍNDROME DE GILBERT

Assintomático, apto. Sintomático: aguardar 15 dias.

TROMBOSE DA VEIA PORTA

Inaptidão definitiva.

ÚLCERA PÉPTICA: GÁSTRICA E DUODENAL

Apto após 3 meses.

Doenças osteomusculares (ossos e músculos) e reumatológicas (reumatimos) ▼

ARTRITE PSORIÁTICA

Inaptidão definitiva.

ARTRITE REUMATÓIDE

Inaptidão definitiva.

ARTROPATIAS INFECCIOSAS

Apto após 1 ano da cura.

ARTROPATIAS INFLAMATÓRIAS

Apto no caso de artrose ou pós-traumática após controle dos sintomas.

ARTROSE

Apto.

CONTUSÃO MUSCULAR

Apto após alta médica.

DERRAME ARTICULAR

Apto após a cura. Avaliar a causa.

DOENÇA DE BEHCET

Inaptidão definitiva.

DOENÇA DE WEGENER

Inaptidão definitiva.

ENTORSE ARTICULAR

Apto após alta médica.

ESCLERODERMIA

Inaptidão definitiva.

ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Inaptidão definitiva.

FEBRE REUMÁTICA

Inaptidão definitiva se com sequela, sem sequela apto 2 anos após a cura.

FIBROMIALGIA

Apto.

FRATURA SEM CIRURGIA (GESSO)

Apto após 15 dias da alta médica.

GOTA

Apto se assintomático.

LESÃO MUSCULAR TRAUMÁTICA

Apto após alta médica.

LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

Inaptidão definitiva.

MÁ FORMAÇÃO ÓSSEA CONGÊNITA

Apto.

MIOPATIAS

Inaptidão definitiva. 

MIOSITE

Inaptidão definitiva. 

OSTEOMIELITE AGUDA OU CRÔNICA

Apto 2 anos após a cura.

OSTEOPOROSE

Primária: apto. Secundária: avaliar doença de base.

POLIOMIOSITE

Inaptidão definitiva. 

SARCOIDOSE

Inaptidão definitiva.

TENDINITES

Apto após alta médica. Secundária: avaliar doença de base.

Doenças genitourinárias (rim, vias urinárias e genitais) ▼

ABORTO

Aguardar 12 semanas.

AMAMENTAÇÃO

Inapta até suspensão ou 12 meses após parto.


ATRASO MENSTRUAL

Inapta até menstruação em idade fértil ou que se afaste outro problema que impeça a doação.

CANDIDÍASE

Inapto até 7 dias após término do tratamento.

CISTITE

Apto 15 dias após cura sem sintomas.

CISTOS RENAIS ISOLADOS

Apto.

CLAMÍDIA

Apto após 15 dias do tratamento.

CLIMATÉRIO INDEPENDENTE DE REPOSIÇÃO HORMONAL

Apta.

CÓLICA NEFRÉTICA

Apto após 30 dias do término do tratamento.

COLPITES

Apto após 7 dias do tratamento, se descartada IST.

DOENÇAS RENAIS CRÔNICAS

Inaptidão definitiva.

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) OU INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST)

Apto após 1 ano do tratamento.

ENDOMETRIOSE

Apto

GLOMERULONEFRITE AGUDA

Apto após 30 dias do término do tratamento, sem sequelas.

GONOCOCCIA

Apto após 1 ano do tratamento.

GRAVIDEZ

Inaptidão temporária. Prazo de acordo com desfecho.

HERPES SIMPLES GENITAL

Apto após cura das lesões.

HPV

Apto após cura das lesões.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Inaptidão definitiva.

LITÍASE RENAL

Apto se assintomático e sem uso de medicamentos.

MÁ FORMAÇÃO RENAL

Apto, se não houver alteração funcional.

MENSTRUAÇÃO

Apta


NÓDULO MAMÁRIO NÃO ESPECIFICADO

Avaliação caso a caso. A doação não deve ser realizada se o nódulo não foi completamente investigado, se a possibilidade de malignidade não foi afastada ou se de origem maligna.

PIELONEFRITE

Apto 15 dias pós a cura sem sequelas.

PUNÇÃO NÓDULO MAMÁRIO

Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.

RINS POLICÍSTICOS

Inaptidão definitiva.

SÍNDROME NEFRÍTICA AGUDA

Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão.

SÍNDROME NEFRÍTICA CRÔNICA

Inaptidão definitiva

SÍNDROME NEFRÓTICA

Inaptidão definitiva

VAGINITES

Apto após 15 dias do tratamento, se descartada IST.

URETRITES

Apto 30 dias após a cura, se descartada IST.

UROPATIA OBSTRUTIVA E POR REFLUXO

Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão.

SALPINGITES

Apto após 3 meses, se descartada IST e tuberculose.

Doenças cardiovasculares (Coração e Vasos) ▼

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Inaptidão definitiva.

ANEURISMAS GRANDES ARTÉRIAS

Inaptidão definitiva.

ANEURISMAS PEQUENAS ARTÉRIAS

Apto após 12 meses da cirurgia, se não houver aneurismas remanescentes.

ANGINA

Inaptidão definitiva.

ANGIOMA ISOLADO INTRACRANEANO

Inaptidão definitiva.

ANGIOMA ISOLADO CUTÂNEO

Apto, desde que não atinja área de punção.

ANGIOMAS MÚLTIPLOS

Inaptidão definitiva.

ARRITMIAS CARDÍACAS, EXCETO ARRITMIA SINUSAL, BRADICARDIA SINUSAL E DO ATLETA, EXTRASSISTOLIA, TAQUICARDIA SINUSAL E TPSV

Inaptidão definitiva.

ARRITMIA SINUSAL (ALTERAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA RELACIONADA À RESPIRAÇÃO)

Apto.

BLOQUEIO DE RAMO DIREITO

Apto, se não houver outras alterações cardiológicas e eletrocardiográficas. Apresentar relatório do médico assistente.

BRADICARDIA DO ATLETA

Frequência acima de 40, com evidência de treinamento aeróbico intenso, liberado. Não havendo esta evidência, avaliação cardiológica.

CARDIOPATIAS GRAVES

Inaptidão definitiva.

CORONARIOPATIA

Inaptidão definitiva.

DOENÇA DE KAWASAKI

Se houve acometimento cardíaco: apto após 1 ano se não houve sequelas. Se houve desenvolvimento de aneurismas e foi ressecado: apto após 1 ano da ressecção. No caso de aneurisma coronariano, independente da ressecção: inaptidão definitiva.

ENDOCARDITE BACTERIANA

Sem sequelas: apto após 2 anos. Com sequelas: inaptidão definitiva.

EXTRASSISTOLIA

Apto, se menos de 5 por minuto. Acima de 5 por minuto, encaminhar para avaliação cardiológica.

FLEBITE DE REPETIÇÃO

Inaptidão definitiva.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Apto se bom controle clínico, se não houver lesões secundárias em órgãos como coração, rim e/ou doenças associadas que impeçam por si a doação. 

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Inaptidão definitiva.

INSUFICIÊNCIA ARTERIAL

Inaptidão definitiva.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Inaptidão definitiva.

LINFEDEMA CONGÊNITO

Apto se puder ser controlado com medidas terapêuticas; houver apenas aumento da consistência da pele, sem modificações estruturais da pele e do tecido celular e na ausência de dermatose crônica; considerando que na vigência de alterações estruturais da pele e de perda funcional importante, haverá porta de entrada facilitada para infecções cutâneas.

MÁ FORMAÇÃO ARTERIOVENOSA NÃO CORRIGIDA

Inaptidão definitiva.

MÁ FORMAÇÃO CARDÍACA

Inaptidão definitiva.

MIOCARDITE

Sem sequelas: 1 ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.

PERICARDITE

Sem sequelas: 1 ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.

PONTE INTRAMIOCÁRDICA

Inaptidão definitiva.

PROLAPSO VÁLVULA MITRAL

Apto se ausência de insuficiência valvar e arritmias; caso contrário, inapto definitivo.

SOPRO

Apresentar laudo do cardiologista informando diagnóstico e comprometimentos associados. Candidatos com regurgitação/refluxo leve com válvulas com função e anatomia não alteradas: aptos.

TAQUICARDIA SINUSAL

Deverá aguardar 15 minutos, se não houver outros sinais cardiológicos, para tentar acalmar e reduzir a frequência.

TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA

Apresentar laudo do cardiologista para liberação.

TRAUMAS VASCULARES PERIFÉRICOS

Ver cirurgias e procedimentos médicos

TROMBOFLEBITE ISOLADA

Apto 6 meses após término do tratamento.

TROMBOSE ARTERIAL

Inaptidão definitiva.

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA ISOLADA

Apto 6 meses após término do tratamento.

TROMBOSE VENOSA PROFUNDA RECORRENTE

Inaptidão definitiva.

VALVULOPATIA CONGÊNITA OU ADQUIRIDA

Inaptidão definitiva.

WOLF-PARKINSON-WHITE

Inaptidão definitiva, exceto se já realizada ablação com relatório médico.

Doenças respiratórias (nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões) ▼

ABSCESSO PULMONAR

Apto após 1 ano da cura.

ASMA GRAVE (USO CONTÍNUO DE CORTICOIDE ORAL OU INJETÁVEL)

Inaptidão definitiva.

ASMA LEVE / MODERADA (CONTROLADA COM MEDICAMENTOS INALATÓRIOS)

Apto estando assintomático há 1 semana e sem uso de medicamentos sistêmicos (beta-agonista ou corticoide oral ou injetável) há 1 semana.

BRONQUITE AGUDA

Apto 15 dias após cura.

CORPULMONALE

Inaptidão definitiva.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

Inaptidão definitiva.

FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA

Inaptidão definitiva.

GRIPE A (H1N1) ou GRIPE SUÍNA

Ver item Doenças Infecciosas

HIPERTENSÃO PULMONAR

Inaptidão definitiva.

MICOSE PULMONAR

Inaptidão definitiva.

OTITE AGUDA OU CRÔNICA

Apto 15 dias após cura.

PLEURITE (EXCETO SE TUBERCULOSE)

Apto 6 meses após tratamento.

PNEUMOCONIOSES

Inaptidão definitiva.

PNEUMONIA INTERSTICIAL

Inaptidão definitiva.

PNEUMONIA POR HIPERSENSIBILIDADE (ALÉRGICA)

Inaptidão definitiva.

PNEUMONIA TRATAMENTO AMBULATORIAL

Apto 3 meses após cura.

PNEUMONIA TRATAMENTO HOSPITALAR

Sem drenagem: apto após 3 meses. Com drenagem: apto após 6 meses.

PNEUMONITE POR DROGAS (AMIODARONA, NITROFURANTOÍNA, ETC)

Inaptidão definitiva.

PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO

Apto após 3 meses.

SINUSITE AGUDA OU CRÔNICA

Apto 15 dias após cura.

STATUS ASMATICUS

Inaptidão definitiva.

TRAUMA TORÁCICO (CONTUSÃO PULMONAR, HEMOTÓRAX)

Apto após 6 meses.

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

Inaptidão definitiva.

Doenças hematológicas (do sangue e sistema linfático) ▼

ADENOMEGALIA A ESCLARECER

Avaliação caso a caso.

AGRANULOCITOSE MEDICAMENTOSA

Apto após 6 meses.

ANEMIA FERROPRIVA E POR OUTRAS DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS

Apto após 6 meses.

ANEMIAS HEREDITÁRIAS

Inaptidão definitiva.

APLASIA DE MEDULA

Inaptidão definitiva.

COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR DISSEMINADA

Inaptidão definitiva.

COAGULOPATIAS ADQUIRIDAS E HEREDITÁRIAS

Inaptidão definitiva.

ESPLENOMEGALIA IDIOPÁTICA

Inaptidão definitiva.

HISTIOCITOSE

Inaptidão definitiva.


MICROHEMATÓCRITO/HEMOGLOBINA ALTERADO

Nos casos de hematócrito abaixo de 30%, ou hemoglobina abaixo de 10g/dL; encaminhar para ambulatório, quando houver disponibilidade. Candidatos que na propedêutica externa apresentarem níveis de ferro dentro da normalidade, poderão se candidatar novamente no prazo de 30 dias. Candidatos com valores abaixo do normal ou que não realizem a propedêutica deverão aguardar 6 meses para se candidatar novamente. Valores acima do limite: avaliação médica para descartar doenças como causa, especialmente hematológicas. Em caso de liberação e nova ocorrência de hemoglobina elevada, o médico da Fundação Hemominas avaliará a necessidade ou não de nova propedêutica.

HEMOCROMATOSE

Sem comprometimento de órgãos: apto. Com comprometimento: inaptidão definitiva.

HEMOGLOBINAS VARIANTES

Na presença de HbA + variante, apto. Ver traço falciforme. 

Na presença de duas variantes, mesmo sem história prévia de anemia, inapto definitivo.

HIPERFERRITINEMIA

Sem comprometimento de órgãos: apto. Com comprometimento: inaptidão definitiva.

LEUCEMIAS

Inaptidão definitiva.

LEUCOPENIA

Encaminhar para avaliação, porém só doará dentro do limite exigido.

LINFOMAS

Inaptidão definitiva.

MIELOMA

Inaptidão definitiva.

NEUTROPENIA CRÔNICA

Inaptidão definitiva.

POLICITEMIA

Inaptidão definitiva.

POLIGLOBULIA PRIMÁRIA

Inaptidão definitiva.

POLIGLOBULIA SECUNDÁRIA

Necessário apresentar relatório do médico assistente informando a origem, porém só doará dentro do limite exigido.

PORFIRIAS

Inaptidão definitiva.

PSEUDOTROMBOCITOPENIA

Apto.

PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA

Na criança: sem sequelas, apto. No adulto: inaptidão definitiva.

TRAÇO FALCIFORME

Apto para doação de sangue total. Aférese: inaptidão definitiva.

TRAÇO TALASSÊMICO

Apto.

TROMBOFILIA

Inaptidão definitiva.

Doenças neurológicas (cérebro, medula espinhal e nervos periféricos) e psiquiátricas ▼

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Inaptidão definitiva.

ANEURISMAS INTRACRANIANOS

Apto após 12 meses, se não houver aneurismas remanescentes.

CONVULSÃO FEBRIL, METABÓLICA OU PÓS-TRAUMA

Apto após 2 anos da suspensão do tratamento e sem relato de crises convulsivas.

CONVULSÃO POR EPILEPSIA

Apto após 3 anos da suspensão do tratamento e sem relato de crises convulsivas.

DEFICIÊNCIA MENTAL/ DÉFICIT COGNITIVO ACENTUADO (SECUNDÁRIO A NEUROATIPIAS, DOENÇAS NEUROLÓGICAS, PSIQUIÁTRICAS OU GENÉTICAS – EX: SÍNDROME DE DOWN)

Inaptidão definitiva. Obs.: será avaliado se o déficit cognitivo incapacita o candidato à doação em relação à vida autônoma e imputabilidade jurídica (responsabilidade legal sobre seus atos) e sua capacidade de responder às questões. Candidatos à doação que possuam responsáveis legais em função de serem portadores de doenças neurológicas, psiquiátricas e/ou genéticas deverão ser automaticamente considerados inaptos em virtude da existência de inimputabilidade jurídica.

DEPRESSÃO

Apto se estiver controlada. Verificar uso de medicamentos de outras classes, além dos antidepressivos.

DERIVAÇÃO VENTRICULOPERITONEAL

Sem sequela e sem história de infecção recorrente, apto. Se histórico de infecções recorrentes: inapto para proteção do receptor. Se sequela apenas motora ou sensorial, sem histórico de disautonomia, realizar avaliação individualizada da mobilidade, riscos de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

DISAUTONOMIA

Inaptidão definitiva. Atentar para doenças que causam disautonomia secundariamente.

DOENÇA DE ALZHEIMER

Inaptidão definitiva

DOENÇA DE GUILLAIN-BARRET

Inaptidão definitiva.

DOENÇA DE PARKINSON

Inaptidão definitiva.

DOENÇAS QUE GEREM INIMPUTABILIDADE JURÍDICA

Inaptidão definitiva.

ENXAQUECA

Apto se assintomático e em acompanhamento médico. Avaliar medicamentos utilizados nos últimos 6 meses. Inapto se doação prévia desencadeou crise.

EPILEPSIA

Apto após 3 anos da suspensão do tratamento e sem relato de crises convulsivas.

ESCLEROSE EM PLACA

Inaptidão definitiva.

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

Inaptidão definitiva.

ESCLEROSE MÚLTIPLA

Inaptidão definitiva.

ESQUIZOFRENIA

Inaptidão definitiva.

HEMATOMA SUB E EXTRA-DURAL

Apto após 1 ano sem sequela e inaptidão definitiva se com sequelas.

LABIRINTITE

Apto 30 dias após crise e sem uso de medicamentos.

LEUCOENCEFALITES PROGRESSIVAS

Inaptidão definitiva.

LIPOTÍMIAS

Se sucessivas ou hipotensão prolongada: inapto até esclarecimento.

MENINGITE

Ver doenças infecciosas.

MIASTENIA GRAVIS

Inaptidão definitiva.

NEUROFIBROMATOSE

Forma maior: inaptidão definitiva. Forma menor: apto, avaliar local de punção.

NISTAGMO/OUTROS MOVIMENTOS IRREGULARES DO OLHO

Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão

PARALISIA CEREBRAL

Avaliação individualizada da mobilidade, riscos de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Avaliação individualizada da mobilidade e de risco de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta. Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

PARALISIA DE BELL

Apto.

PSICOSES

Inaptidão definitiva.

TRAUMATISMO CRANIANO

Apto após 1 ano sem sequela. Se sequela apenas motora ou sensorial, sem histórico de disautonomia. Avaliação individualizada da mobilidade e de risco de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta. Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

Doenças oftalmológicas (do olho) ▼

CONJUNTIVITE

Apto 1 semana após a cura.

BLEFARITE

Apto 1 semana após a cura.

EPISCLERITE

Avaliar doença de base.

ESCLERITE

Avaliar doença de base.

GLAUCOMA

Apto se controlado sem medicação. Se estiver usando colídios betabloqueadores, apto desde que utilize o medicamento há 4 semanas sem apresentar sintomas adversos e não sinta tontura ou sesação de desmaio. 

HORDÉOLO

Apto 1 semana após a cura

IRIDOCICLITE

Avaliar doença de base.

IRITE

Avaliar doença de base.

NEURITE ÓPTICA

Apto se não estiver em tratamento. Avaliar doenças de base.

NISTAGMO/OUTROS MOVIMENTOS

IRREGULARES DO OLHO

Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão.

RETINOPATIAS

Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão.

RETINOSE PIGMENTAR

Apto.

TRACOMA

Apto após 12 meses do tratamento se cura sem cicatrizes.

Doenças Profissionais (ocupacionais) ▼

AFECÇÕES PERIARTICULARES

Apto.

ASBESTOSE

Inapto definitivo.

ECZEMAS ALÉRGICOS

Apto 6 meses após a cura.

HEPATITE POR HALOTANO

Apto após desaparecimento dos sintomas clínicos

INTOXICAÇÃO POR BENZENO

Em caso de alterações hematológicas secundárias: inapto definitivo. Outras manifestações: apto 6 meses após a cura. 

INTOXICAÇÃO POR BERILO

6 meses após a cura

INTOXICAÇÃO POR CHUMBO (SATURNISMO)

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR CROMO

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR DERIVADOS DO PETRÓLEO

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR FÓSFORO

Em caso de dermatite: após desaparecimento dos sintomas. Em caso de osteomalácia: 6 meses após a cura.

INTOXICAÇÃO POR MERCÚRIO

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR NÍQUEL

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR OUTROS METAIS PESADOS

Inapto definitivo.

INTOXICAÇÃO POR SELÊNIO

Apto após desaparecimento dos sintomas clínicos

INTOXICAÇÃO POR SOLVENTES ORGÂNICOS LÍQUIDOS

Apto após desaparecimento dos sintomas clínicos

PNEUMOCONIOSE

Inapto definitivo.

SIDEROSE

Inapto definitivo.

SILICOSE

Inapto definitivo.

Doenças infecciosas e parasitárias ▼

ACTINOMICOSE

Apto 60 dias após a cura. 

AMEBÍASE INTESTINAL

Apto após término do tratamento, assintomático.

AMEBÍASE VISCERAL

Apto 6 meses após tratamento, com sorologia negativa. 

ANCILOSTOMÍASE

Apto.

ASCARIDÍASE

Apto.

BABESIOSE

Inaptidão definitiva.

BALANTIDÍASE

Apto após o término do tratamento e na ausência de sintomas

BARTONELOSE

Apto 15 dias após alta.

BLASTOMICOSE PULMONAR

Apto após 5 anos.

BLASTOMICOSE SISTÊMICA

Inaptidão definitiva.

BORRELIOSE

Apto 6 meses após a cura.

BOTULISMO

Apto 3 meses após a cura.

BRUCELOSE

Inaptidão definitiva.

CANDIDÍASE ESOFAGEANA, ORAL

Apto 30 dias após alta. Avaliar existência de patologias predisponentes.

CANDIDÍASE GENITAL

Inapto até 7 dias após término do tratamento.

CARBÚNCULO

Apto 15 dias após alta.

CAXUMBA

Apto 14 dias após a cura.

CHIKUNGUNYA

Apto após 30 dias da recuperação completa (sem qualquer sintoma).

CISTICERCOSE

Neurocisticercose: apto após tratamento se não houver história de convulsões.

Demais formas: apto após tratamento. 

CISTO HIDÁTICO

Inaptidão definitiva.

CITOMEGALOVIROSE

Apto 3 meses após a cura.

CLAMÍDIA

Apto 15 dias após a cura.

CÓLERA

Apto 3 meses após a cura.

COQUELUCHE

Apto 30 dias após a cura.

COVID-19 (SARS-COV-2)

Aguardar 10 dias após a melhora completa dos sintomas para doar.

Casos graves poderão ter um prazo maior em virtude das complicações associadas à doença.

Testagem positiva, sem sintomas, devem aguardar 10 dias após a coleta do exame.

DENGUE CLÁSSICO

Apto 30 dias após a cura.

DENGUE HEMORRÁGICO

Apto 6 meses após a cura.

DIFTERIA

Apto 15 dias após a cura.

DOENÇA DE CHAGAS

Inaptidão definitiva.

DOENÇA DE CREUTZFELDT-JAKOB

Inaptidão definitiva.

DOENÇA DE LYME

Apto 6 meses após a cura.

DOENÇA DO OESTE DO NILO

Apto 6 meses após a cura.

EBOLA

Inaptidão definitiva.

ECHINOCOCOSE ALVEOLAR

Inaptidão definitiva.

ENCEFALITES VIRAIS AGUDAS

Apto 6 meses após cura, sem sequelas. 

Com sequelas: Avaliar se houve definição de agente etiológico, avaliação individualizada da mobilidade, riscos de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta.  Avaliar presença de outros acomentimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso.

ENTEROVIROSE

Apto após 3 meses da cura.

ESCARLATINA

Apto 15 dias após a cura.

ESPOROTRICOSE

Apto após 6 meses do término do tratamento.

Se doença disseminada, apto após 12 meses de tratamento. 

ESQUISTOSSOMOSE HEPÁTICA

Apto após 14 dias do tratamento se não houver cirrose, hipertensão porta.

ESQUISTOSSOMOSE HEPATOESPLÊNICA

Inaptidão definitiva.

ESQUISTOSSOMOSE INTESTINAL

Apto após tratamento.

ESQUISTOSSOMOSE OUTRAS FORMAS

Apto após tratamento, sem sequelas; com sequelas: avaliação médica caso a caso.

ESTAFILOCOCCIA

Apto 15 dias após a cura.

ESTREPTOCOCCIA

Apto 15 dias após a cura.

FEBRE AMARELA

Apto após 6 meses da cura.

FEBRE TIFÓIDE E PARATIFÓIDE

Apto após 3 meses da cura.

FEBRES HEMORRÁGICAS

Apto após 6 meses da cura.

FILARIOSE

Inaptidão definitiva.

GRIPE A ou INFLUENZA A (H1N1) ou GRIPE SUÍNA

Inapto por 14 dias.

HANSENÍASE

Inaptidão definitiva.

HANTAVIROSE

Apto após 6 meses.

HBV INFECÇÃO

Inaptidão definitiva.

HCV INFECÇÃO

Inaptidão definitiva.

HEPATITE A

Apto após 6 meses. Após 13 anos, apto se houve comprovação laboratorial à época.

HEPATITES B, C e D EM QUALQUER IDADE

Inaptidão definitiva.

HEPATITE APÓS OS 13 ANOS, SEM SOROLOGIA À ÉPOCA.

Inaptidão definitiva.

HERPES SIMPLES GENITAL E LABIAL

Apto após cura das lesões

HERPES ZOSTER

Aguardar 6 meses, avaliar possibilidade de neoplasia e imunocomprometimento.

LARVA MIGRANS

Apto 7 dias após tratamento.

HISTOPLASMOSE

Apto 1 ano após a cura.

HIV INFECÇÃO

Inaptidão definitiva.

HTLV INFECÇÃO

Inaptidão definitiva.

INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES BACTERIANAS

Apto 15 dias após cura.

 

INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES VIRAIS

Após sintomas respiratórios associados à febre (temperatura axilar ≥38,0°C), e testagem negativa para Influenza e SARS-COV2, aguardar 14 dias para doar.

Após sintomas respiratórios na ausência de febre e testagem negativa para Influenza e SARS-COV2, aguardar 3 dias após desaparecimento dos sintomas.

Na ausência de testagem, aguardar 10 dias. *Ver Covid-19 e gripe. 

LEGIONELOSE

Apto 3 meses após a cura.

LEISHMANIOSE CUTÂNEA

Apto após 6 meses do término do tratamento.

LEISHMANIOSE VISCERAL

Inaptidão definitiva.

LEPTOSPIROSE

Apto após 3 meses da cura.

MALÁRIA FEBRE QUARTÃ (Infecção por Plasmodium malariae)

Inaptidão definitiva.

MALÁRIA FEBRE TERÇÃ

Apto após 3 anos do tratamento.

Se identificada espécie: P.falciparum: 12 meses. P.vivax e P.ovale: 3 anos.

MENINGITE SEM SEQUELA

Apto 6 meses após a cura, sem sequelas. 

MENINGITE COM SEQUELAS

Liberado após 6 meses e alta do acompanhamento neurológico, sem histórico de disautonomia.

Avaliação individualizada da mobilidade, riscos de reações adversas por esforço físico pós-doação por uso de aparelhos para locomoção. 

Poderá doar sangue se conseguir subir nas macas de doação e estender totalmente o cotovelo para permitir a coleta.

Avaliar presença de outros acometimentos que possam ser motivo de inaptidão. Avaliação médica caso a caso. 

 

MERS

Apto após 30 dias assintomático.

MICOBACTÉRIAS ATÍPICAS

Inaptidão definitiva.

MICOPLASMA

Apto 1 ano após a cura.

MICOSES VISCERAIS

Inaptidão definitiva.

MONKEYPOX (VARÍOLA DOS MACACOS)

Inaptidão até que todas as lesões estejam totalmente resolvidas

e no mínimo 21 dias após o início dos sintomas.

 

MONONUCLEOSE

Apto após 6 meses da cura.

NOCARDIOSE

Apto após 60 dias da cura.

OXIURÍASE

Apto.

OROUPOCHE

Apto após 30 dias.

PARVOVIROSE

Apto 6 meses após a cura.

PESTE BUBÔNICA (YERSINIA PESTIS)

Apto 6 meses após a cura.

PNEUMOCONIOSES

Inaptidão definitiva.

POLIOMIELITE

Apto após a cura.

RICKETTSIOSES

Apto 15 dias após alta (negativação da sorologia).

RUBÉOLA

Apto 14 dias após a cura.

SALMONELOSE

Apto 60 dias após a cura.

SARAMPO

Apto 14 dias após a cura.

SARS (SARS-COV-1)

Apto após 30 dias.

SEPSE

Apto 6 meses após a cura.

SÍFILIS

Apto 1 ano após o término do tratamento. Orientar o candidato a doar onde sejam realizados testes não treponêmicos.

TÉTANO

Apto após 6 meses.

TOXOPLASMOSE

Apto 6 meses após a cura.

TRICOCEFALÍASE

Apto.

TRIQUINOSE

Apto.

TUBERCULOSE 

Apto após 2 anos da cura.

VARICELA

Apto 14 dias após a cura.

ZIKA

Apto 120 dias após a cura.

Exames (procedimentos) endoscópicos ▼

A realização de exames endoscópicos (através da utilização de tubos flexíveis para avaliação de cavidades do corpo humano) e de laparoscopias impede a doação por quatro (4) meses.

Menstruação, gravidez, parto, aborto e amamentação ▼

A menstruação por si não impede a doação. Se a pessoa costuma apresentar cólicas intensas, necessitando uso de medicamentos, aconselha-se doar sangue em um dia em que não se esteja com dor. Não se deve doar se a menstruação estiver atrasada ou houver dúvida quanto a uma possível gravidez. A gravidez impede a doação, pois é um período em que o organismo necessita das reservas de vitaminas e minerais para um bom desenvolvimento do feto e que são utilizadas em caso de doação de sangue.  

Após um aborto ou parto normal, é necessário aguardar três meses para doar sangue. A cesariana impede a doação por seis meses.

A amamentação impede a doação até que a criança complete um ano.

Situações de risco acrescido para aquisição de doenças transmissíveis pelo sangue ▼

AUTO-HEMOTERAPIA

Inaptidão por 4 meses após última aplicação.

COMPARTILHAMENTO DE AGULHA PARA INJEÇÃO DE DROGAS ILÍCITAS

Inaptidão definitiva.

CONTATO SEXUAL COM UM INDIVÍDUO PORTADOR DE HEPATITE VIRAL: HEPATITE B AGUDA OU CRÔNICA (HBsAg POSITIVO OU HBV NAT), HEPATITE C 

Inaptidão por 4 meses.

MOROU COM UM INDIVÍDUO PORTADOR DE HEPATITE VIRAL: HEPATITE B AGUDA OU CRÔNICA (HBsAg POSITIVO OU HBV NAT), HEPATITE C

Inaptidão por 3 meses.

DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL RECORRENTE

Inaptidão definitiva.

DROGAS ILEGAIS INJETÁVEIS

Inaptidão definitiva (inclusive na presença de evidência ou sinais corporais óbvios de uso de droga por via parenteral).

DROGAS ILEGAIS NÃO INJETÁVEIS

Maconha: apto após 12 horas.

Crack: apto após 12 meses.

Cocaína inalável: apto após 12 meses.

Uso de outras drogas deve ser avaliado individualmente.  

EVIDÊNCIA CLÍNICA/LABORATORIAL DE DOENÇAS INFECCIOSAS TRANSMISSÍVEIS PELO SANGUE

Inaptidão definitiva.

HISTÓRIA FAMILIAR DE DOENÇA DE CREUTZFELDT-JAKOB

Inaptidão definitiva.

HISTÓRIA PREGRESSA DE TRANSFUSÃO DE SANGUE E DERIVADOS NO REINO UNIDO, REPÚBLICA DA IRLANDA E FRANÇA

Inaptidão definitiva para pessoas que tenham recebido transfusão no Reino Unido, República da Irlanda ou França entre 1980 e 2001.   

NÚMERO DE PARCEIROS NOS ÚLTIMOS 4 MESES

Apto se no máximo 1 parceiro sexual fixo nos últimos 4 meses, cujo início do relacionamento sexual tenha ocorrido há pelo menos 4 meses. Relacionamento sexual com mais de 1 parceiro na mesma relação sexual, ou com parceiro nesta situação, inapto por 4 meses.

PESSOAS QUE ESTIVERAM EM CONFINAMENTO OBRIGATÓRIO POR MAIS DE 72H

Apto após 12 meses.

PESSOAS CUJOS PARCEIROS SEXUAIS ESTIVERAM EM CONFINAMENTO OBRIGATÓRIO POR MAIS DE 72H 

Apto após 4 meses.

PESSOAS QUE FORAM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL OU SEUS RESPECTIVOS PARCEIROS SEXUAIS

Apto após 4 meses.

PESSOAS QUE SEJAM PARCEIROS SEXUAIS DE HEMODIALISADOS E DE PACIENTES COM HISTÓRIA DE TRANSFUSÃO DE SANGUE 

Apto após 4 meses.

PESSOAS QUE TENHAM TIDO RELAÇÃO SEXUAL COM PARCEIROS EVENTUAIS OU DESCONHECIDOS E OS PARCEIROS DESTES.                

Apto após 4 meses.

PESSOAS QUE TENHAM TIDO RELAÇÃO SEXUAL C/ PARCEIROS PORTADORES DE HBV, HCV, OUTRAS INFECÇÕES TRANSMISSÍVEIS PELO SANGUE E/OU EXAMES REAGENTES PARA ANTI-HIV.

Apto após 4 meses.

PESSOAS QUE TIVERAM ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO: CONTATO DE MUCOSA OU PELE COM O REFERIDO MATERIAL BIOLÓGICO (EXPOSIÇÃO NÃO ESTÉRIL A SANGUE OU OUTRO MATERIAL DE RISCO BIOLÓGICO), INCLUINDO POR MORDEDURA.

Apto após 4 meses.

PESSSOAS QUE TIVERAM RELAÇÃO SEXUAL EM TROCA DE DINHEIRO OU DROGAS E PARCEIROS DESTES.

Apto após 4 meses.

PESSSOAS QUE TIVERAM RELAÇÃO SEXUAL COM PARCEIROS COM DIAGNÓSTICO CLÍNICO OU LABORATORIAL DE ARBOVIROSES: 

CHIKUNGUNYA: diagnóstico nos últimos 30 dias: apto 30 dias após a última relação.

DENGUE: diagnóstico nos últimos 30 dias: apto 30 dias após a última relação.

OROUPOCHE: diagnóstico nos últimos 90 dias: apto 30 dias após a última relação.

ZIKA: diagnóstico nos últimos 90 dias: apto 30 dias após a última relação.

PESSSOAS QUE TIVERAM RELAÇÃO SEXUAL COM PARCEIROS COM DIAGNÓSTICO DE EBOLA:

Apto 8 semanas após a última relação, independente do prazo no qual houve a cura do paciente.

TRANSFUSÃO DE SANGUE OU HEMOCOMPONENTES OU SEUS RESPECTIVOS PARCEIROS SEXUAIS

Apto após 4 meses.

ÚNICO DOADOR DE UNIDADE DE SANGUE DE PACIENTE QUE TENHA APRESENTADO SOROCONVERSÃO PARA HBV, HCV, HIV OU HTLV NA AUSÊNCIA DE OUTRA CAUSA PROVÁVEL PARA A INFECÇÃO.

Inaptidão definitiva.

Tatuagem, maquiagem permanente (inclui micropigmentação) e piercing ▼

Tatuagem ou maquiagem definitiva (incluindo micropigmentação): A realização por profissionais autorizados (estúdios e profissionais com Alvará Sanitário), sem compartilhamento de agulhas e tintas, em condições de antissepsia (adotando normas de procedimentos para redução da ocorrência de infecções), impede a doação por 7 dias, se não houver sinais inflamatórios locais; ou 4 meses, se não houver condição de avaliação da segurança do procedimento realizado.

Piercing (aros metálicos aplicados ao corpo): se localizado em área genital ou na boca, somente poderá ser liberada a doação, 4 meses após sua retirada. A realização por profissionais autorizados (estúdios e profissionais com Alvará Sanitário), em condições de antissepsia (adotando normas de procedimentos para redução da ocorrência de infecções), impede a doação por 7 dias, se não houver sinais inflamatórios locais; ou 4 meses, se não houver condição de avaliação da segurança do procedimento realizado.

Tratamento Odontológico (dentário) ▼

ABSCESSO DENTÁRIO

Apto 15 dias após a cura.

AJUSTE DE APARELHO ORTODÔNTICO

Sem sangramento: 24h após procedimento;

Com sangramento: 72h após o procedimento

CIRURGIAS COM ANESTESIA LOCAL

Apto 1 semana após o procedimento ou uma semana após o término do anti-inflamatório e/ou do antibiótico.

EXTRAÇÃO DENTÁRIA

Apto 7 dias após término do tratamento

GENGIVITE

Apto 1 semana após o procedimento ou uma semana após o término do anti-inflamatório e/ou do antibiótico.

IMPLANTE DENTÁRIO

Apto após 30 dias e assintomático.

LIMPEZA DENTÁRIA

E/OU REMOÇÃO DE TÁRTARO

72h após o procedimento.

OBTURAÇÃO

Sem anestesia e sem sangramento: 24h, com anestesia ou sangramento: 72h.

OUTROS PROCEDIMENTOS

COM ANESTESIA LOCAL

72h após o procedimento.

TRATAMENTO DE CANAL

Apto 1 semana após o procedimento ou uma semana após o término do anti-inflamatório e/ou do antibiótico.

TRATAMENTO DENTÁRIO

COM ANESTESIA GERAL

Apto 30 dias após término do tratamento.

Uso de bebidas alcoólicas ▼
A ingestão de álcool na dose máxima de 40g impede a doação por um prazo de 12 horas. Consumo em dose superior impedirá a doação por 24 horas.
 
O alcoolismo crônico impede a doação de sangue enquanto não tiver cessado o hábito e, após 6 meses sem beber, avaliado se o fígado se encontra normal. Esta restrição ocorre porque o uso frequente de bebidas alcoólicas pode afetar o fígado. O fígado doente pode não conseguir produzir adequadamente os fatores de coagulação. Na doação de sangue, a bolsa é fracionada em, pelo menos, três componentes, dentre os quais o plasma fresco congelado (PFC). O PFC é utilizado para repor fatores de coagulação em pessoas que estejam apresentando sangramento anormal. Assim, se o plasma de uma pessoa com doença hepática (doença do fígado) for utilizado, a transfusão pode não funcionar. Além disso, se o doador não estiver produzindo quantidades adequadas de fatores de coagulação, ele também poderá apresentar um sangramento anormal no local da doação, favorecendo a ocorrência de hematomas.
Se você não bebe há mais de 6 meses e os exames que avaliam o funcionamento do fígado estão normais, você poderá doar.
Uso de Medicamentos ▼

ACITRETINA (tratamento de psoríase)

Apto após 3 anos.

AGONISTAS DO RECEPTOR DE GLP-1 (dulaglutida, lixisenatida, liraglutida, semaglutida, tirzepatida)

Inapto por 14 dias após introdução ou aumento de dose e caso tenha apresentado diarreia persistente, náuseas, vômitos, refluxo gastroesofágico grave e sinais ou sintomas de desidratação (tontura, lipotimia ou síncope). O candidato deve ser explicitamente questionado quanto ao compartilhamento da medicação, origem e guarda (a fim de identificar riscos sanitários). Em situações de risco, o candidato deverá ser considerado inapto por 4 meses.

ANABOLIZANTES COM PRESCRIÇÃO MÉDICA

O uso de hormônios, incluindo anabolizantes injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, com prescrição médica, não determina a inaptidão do doador, porém deve-se avaliar o motivo da indicação da hormonioterapia.

ANABOLIZANTES INJETÁVEIS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA

Apto após 4 meses.

MEDICAMENTOS INJETÁVEIS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA, EXCETO ANABOLIZANTES.

Apto após 3 meses. Em caso de medicamentos com tempo maior de inaptidão, prevalecerá o tempo da droga.

ANALGÉSICOS COMUNS

Apto.

ANOREXÍGENOS

Apto após 7 dias da suspensão.  Em caso de relato de uso de fórmulas, verificar substâncias ativas presentes. Como efeito colateral de medicamentos de outras classes, avaliar se ingesta de menos de 1000Kcal/dia e se houve impacto no peso.

ANSIOLÍTICOS E SONÍFEROS

Inapto se a dose diária utilizada exceder 3 vezes a posologia padrão.

ANTAGONISTAS DA ANGIOTENSINA II

Não contraindicam doação.

ANTIARRÍTMICOS

Enquanto estiver usando o medicamento.

ANTIBIÓTICOS E QUIMIOTERÁPICOS ANTIBACTERIANOS

14 dias após término do tratamento e desaparecimento dos sintomas.

ANTICOAGULANTES

Heparina e Varfarina Sódica: 7 dias após a última dose. Dabigatrana, Apixabana, Edoxabana, Rivaroxaban, Enoxaparina: 2 (dois) dias após a última dose. Anticoagulantes não previstos devem ter avaliação médica. Avaliar motivo da prescrição.

ANTICOLESTEROLEMICOS

Não contraindicam a doação.

ANTICONCEPCIONAIS E HORMÔNIOS FEMININOS

Inclusive pílula do dia seguinte

Apta.

 

ANTICONVULSIVANTES

Se usados por outros motivos que não controle de epilepsia, apto. 

*Ver convulsão e epilepsia.

ANTIDEPRESSIVOS

Não contraindicam a doação, porém o doador deve ser avaliado pelo médico. Tricíclicos: questionar ocorrência de hipotensão (queda da pressão: tonteira, desmaio) nos últimos 30 dias.

ANTIFÚNGICOS

Apto após 15 dias, avaliar infecção de base. 

ANTI-HIPERTENSIVOS DE AÇÃO CENTRAL

Apto 48 horas após a suspensão do medicamento.

ANTI-HISTAMÍNICOS

Não contraindicam a doação. Avaliar a doença de base.

ANTI-INFLAMATÓRIOS

Piroxicam: inaptidão por 48 horas. Demais AINE e o anterior após 48 horas da utilização: não contraindicam a doação, porém não deve ser preparado concentrado de plaquetas a partir daquela doação, se o medicamento foi usado nos últimos 3 dias.

ANTIPSICÓTICOS (incluindo atípicos)

Apto após 7 dias do uso do medicamento. Solicitar relatório médico informando indicação para avaliar liberação.

ANTIRRETROVIRAIS

Inaptidão definitiva se utilizado em tratamento.

Se utilizado como PrEP (profilaxia pré-exposição) ou PEP (profilaxia pós-exposição): inaptidão por 4 meses para medicamentos orais e 24 meses para medicamentos injetáveis. Extensivo aos parceiros sexuais dos candidatos.

ANTITIREOIDIANOS DE SÍNTESE (carbimazol, metimazol, propiltiouracil)

Avaliar doença de base.

ATOMOXETINA

Apto após 24 horas.

AYAHUASKA para fins religiosos

Apto após 12 horas. Avaliar os efeitos relatados que poderão estender prazo de liberação, como vômitos ou diarreia.

BARICITINIBE

Apto após 6 meses do fim do tratamento, avaliar doença de base.

BETABLOQUEADORES

Apto 48 horas após a suspensão do medicamento.

BLOQUEADOR ALFA-ADRENÉRGICO

Apto 48 horas após a suspensão do medicamento.

BLOQUEADORES DE CANAIS DE CÁLCIO

Não contraindicam a doação de sangue.

CABOTEGRAVIR

Apto 2 anos após injeção.

CANABIDIOL

Apto. Avaliar doença de base.

CLOMIFENO

Mulheres: 3 meses após a última dose, com confirmação de não estar grávida.

Homens: 30 dias após última dose.

CLOPIDOGREL

Apto 14 dias após suspensão.

COLÍRIOS MIDRIÁTICOS

Apto

COLÍRIOS ANTIGLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO

Beta bloqueadores: apto desde que utilize esse tratamento há 4 semanas sem apresentar sintomas adversos e não sinta tontura ou sensação de desmaio

CORTICÓIDES SISTÊMICOS

Depende da doença para a qual foi utilizada. Inaptidão mínima de 48 horas após a suspensão.  

CORTICÓIDES TÓPICOS

Só contraindica a doação se a doença de base o fizer. 

DANAZOL

Apto 6 meses após término do tratamento.

DIURÉTICOS

Apto.

DUTASTERIDA

Apto 6 meses após término do tratamento.

ETRETIONATO

Inaptidão definitiva.

FINASTERIDA - CALVÍCIE

Apto após 30 dias da suspensão.

HORMÔNIO CRESCIMENTO HUMANO E GONADOTRÓFICO HIPOFISÁRIO HUMANO

Inaptidão definitiva.

HORMÔNIO CRESCIMENTO RECOMBINANTE

Não contraindica a doação de sangue.

HORMÔNIOS FEMININOS

Não contraindicam a doação.

HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS RECOMBINANTES

Avaliar doença de base.

IMUNOBIOLÓGICOS (inclui anticorpos monoclonais), IMUNOMODULADORES E IMUNOSUPRESSORES

Apto após 12 meses do fim do tratamento, avaliar doença de base e presença de sequelas.

INIBIDORES DA ECA

Não contraindicam doação de sangue total. Inapto para doação por aférese.

INSULINA

Inaptidão definitiva.

ISOTRETINOÍNA

Apto 30 dias após término do tratamento.

LEFLUNOMIDA

Apto 2 anos após suspensão.

LENACAPAVIR

Apto 2 anos após injeção.

LENALIDOMIDA

Apto após 30 dias.

LISDEXANFETAMINA

Apto após 24 horas.

METILFENIDATO

Apto após 24 horas.

MICOFENOLATO DE MOFETILA

Apto após 6 semanas.

MODAFINIL

Apto se estiver livre de ataques de sono ou narcolepsia por 12 meses ou mais, e se passaram mais de 7 dias desde a última dose.

PRASUGREL

Apto 3 dias após suspensão.

REPOSIÇÃO HORMONAL/TRATAMENTO DO CLIMATÉRIO

Não contraindica a doação de sangue.

SONIDEGIB

Apto 3 anos após suspensão.

SUSPENSÃO DE MEDICAMENTOS PARA DOAÇÃO

Contraindicada. Deve ser sempre esclarecido ao candidato que não se justifica do ponto de vista médico a suspensão de medicamentos com a finalidade de efetuar doação.

TACROLIMUS

a)      em área extensa por mais de 3 semanas: inapto por 6 meses;

b)      em forma de colírio: apto.

TALIDOMIDA

Apto após 30 dias.

TERIFLUNOMIDA

Apto após 2 anos.

TESTOSTERONA INJETÁVEL COM PRESCRIÇÃO MÉDICA (IM ou EV)

O uso de hormônios, incluindo anabolizantes injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, com prescrição médica, não determina a inaptidão do doador, porém deve-se avaliar o motivo da indicação da hormonioterapia.

TESTOSTERONA INJETÁVEL SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA (IM ou EV)

Apto 4 meses após a suspensão da medicação, sem prescrição médica.

TICAGRELOR

Apto 7 dias após suspensão.

TICLOPIDINE

Apto 14 dias após suspensão.

TRATAMENTO INDUÇÃO DA OVULAÇÃO

Apto após 3 meses do fim do tratamento e após certificar ausência de gravidez.

UPADACITINIB

Apto após 30 dias.

VASODILATADORES

Apto 5 dias após a suspensão do remédio

VISMODEGIB

Apto 2 anos após suspensão.

VORAPAXAR

Apto 30 dias após suspensão.

Vacinas e Imunoterapia ▼

Avaliar sempre exposição a situações de risco, complicações e uso de medicamentos. De forma sucinta, vacinas que contenham vírus ou bactérias vivos ou atenuados devem ter um prazo de 4 semanas de inaptidão. Aquelas que são produzidas com vírus ou bactérias mortos, toxóides ou recombinantes devem ter um prazo de 48H de inaptidão.

IMUNOTERAPIA PASSIVA HETERÓLOGA (SOROS DE ORIGEM ANIMAL: ANTIOFÍDICO, ANTITETÂNICO, ANTIESCORPIÔNICO, ETC)

Apto após 1 ano.

IMUNOTERAPIA PASSIVA HOMÓLOGA (SOROS DE ORIGEM HUMANA)

Apto após 1 ano.

VACINA ANTIRRÁBICA APÓS EXPOSIÇÃO A RISCO (mordedura)

1 ano

VACINA ANTIRRÁBICA PROFILÁTICA

48h

VACINA BCG

4 semanas

VACINA BRUCELOSE

48h

VACINA CAXUMBA

4 semanas

VACINA CÓLERA

48h

VACINA COQUELUCHE

48h

VACINA CORONAVÍRUS

Vacinas recombinantes e mRNA: 7 dias. Vacinas atenuadas: 14 dias. Indivíduos que não têm certeza sobre qual vacina COVID-19 foi administrada: 7 dias, se recebeu no exterior, 14 dias. * As vacinas que anteriormente requeriam 48 horas (vírus mortos), foram descontinuadas.

VACINA DENGUE

30 dias

VACINA DIFTERIA

48h

VACINA EBOLA

6 semanas

VACINA FEBRE AMARELA

4 semanas

VACINA FEBRE TIFÓIDE INJETÁVEL

48h

VACINA FEBRE TIFÓIDE ORAL

4 semanas

VACINA GRIPE INFLUENZA – vírus atenuado

4 semanas

VACINA GRIPE INFLUENZA – vírus inativado

48h

VACINA GRIPE SUÍNA (INFLUENZA A H1N1) – vírus atenuado (obs: vacina trivalente em geral – combinada com outras cepas de influenza)

4 semanas

 

VACINA GRIPE SUÍNA (INFLUENZA A H1N1) – vírus inativado (obs: vacina trivalente em geral – combinada com outras cepas de influenza)

48h

VACINA HAEMOPHILUS INFLUENZAE

48h

VACINA HEPATITE A

48h

VACINA HEPATITE B DERIVADA DE PLASMA

1 ano

VACINA HEPATITE B RECOMBINANTE

48h

VACINA HPV

Apto após 48h.

VACINA JYNNEOS/IMVANEX (MONKEYPOX)

4 semanas

VACINA LEPTOSPIROSE

48h

VACINA MENINGITE

48h

VACINA PESTE

48h

VACINA PNEUMOCOCO

48h

VACINA PÓLIO (SABIN)

4 semanas

VACINA POLIO (SALK)

48h

VACINA ROTAVÍRUS

4 semanas

VACINA RUBÉOLA

4 semanas

VACINA SARAMPO

4 semanas

VACINA TÉTANO

48h

VACINA ZOSTER ATENUADA

4 semanas (indisponível no Brasil)

VACINA ZOSTER RECOMBINANTE

48h

VACINA VARICELA

4 semanas

VACINA VARÍOLA

4 semanas e após queda espontânea da crosta. Se candidato retirou crosta, aguardar 2 meses. Na presença de complicações, aguardar 14 dias após resolução.  Contatos que desenvolveram lesões cutâneas devem aguardar queda espontânea da crosta. Se retiraram crosta, aguardar 3 meses a partir da vacinação do indivíduo índice. Se a data for desconhecida, mas puder ter ocorrido dentro de 3 meses, aguardar 2 meses a partir da avaliação.

VACINA VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO

Apto após 48 horas.

VACINAS DERIVADAS DE PLASMA HUMANO

Apto após 1 ano.

VACINAS EXPERIMENTAIS

Apto após 1 ano do término do protocolo, ou após o registro da vacina, o que ocorrer primeiro.

*Observações:  Vacinação para hepatite A (inativada) e B (recombinante) considerar inapto por 48 horas, se não relacionado com exposição ao vírus.

No caso de utilização de vacinas em situação de bloqueio de surto, o período de inaptidão estará relacionado com o período de incubação da doença.

Viagens e residência em áreas endêmicas ▼

ÁREAS EPIDÊMICAS OU ENDÊMICAS

Apto 30 dias após vinda/retorno de áreas endêmicas ou com epidemias confirmadas,

nacionais ou internacionais, se UFH localizada em região não endêmica. 

DOENÇA DE CHAGAS

Contato domiciliar com triatomíneo: inaptidão definitiva.

MONKEYPOX (VARÍOLA DOS MACACOS)

Apto 21 dias após contato com pacientes.

SURTOS DE FEBRE AMARELA

Viagem para regiões em surto: se já havia recebido uma dose de vacina mais de 10 dias antes da viagem: apto.

SURTOS DE MALÁRIA

Em casos de surtos de malária a decisão quanto aos critérios de inaptidão deve ser tomada após avaliação conjunta com a autoridade sanitária competente.

VIAGEM PARA ÁREA ENDÊMICA

DE MALÁRIA OU RESIDÊNCIA 

Áreas endêmicas de Malária: Estados da Região Amazônica:

 AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR, TO.

Apto após 30 dias:

a)    viagem para estados endêmicos: que tenha se deslocado para ou seja procedente

de municípios localizados em áreas endêmicas há menos de 30 dias.

b)    em área não endêmica: que tenha realizado atividades de exposição a regiões de mata,

bosque ou floresta há menos de 30 dias.

c)    Se teve febre ou suspeita de malária nos últimos 30 dias.

VIAGEM PARA ÁREA EPIDÊMICA DE EBOLA

Estes critérios se aplicam quando houver alerta

de surtos de Ebola pelo Center of Disease Control.

Após 8 semanas:

·       De ter retornado de viagem ou mudança de local que teve surto de Ebola.

·       De ter sido notificado por autoridade sanitária de possível exposição a paciente infectado.

·       Da exposição a fluídos corporais de paciente com infecção por Ebola

 (sangue, urina, saliva, suor, secreção vaginal, sêmen).

VÍRUS DO OESTE DO NILO**

Apto 30 dias após vinda/retorno de áreas endêmicas ou com epidemias confirmadas, nacionais ou internacionais.

Folder Informativo Doação de Sangue

Referências:

Normas AABB / ABHH: Padrões para Bancos de Sangue e Serviços de Transfusão – 6ª edição;

PSIS-T.AHH.DOA-113 - Triagem Clínica com Uso do Hemoteplus – versão 16 e

Portaria GM/MS 11.685 de 1º de julho de 2026.

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Doação de Sangue Condições Restrições Critérios

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