A Fundação Hemominas adota como critérios básicos para avaliar quem se encontra ou não apto a doar sangue aqueles estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgãos responsáveis pela legislação nacional de hemoterapia. Além desses, a Hemominas observa outros critérios, fundamentados em literatura nacional e internacional, visando à proteção e segurança de doadores e receptores.

Nesse sentido, cabe esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o assunto. Algumas situações, pela sua natureza mais delicada, somente podem ser discutidas com o profissional responsável pela triagem do candidato à doação. O candidato é entrevistado por um profissional de saúde, que faz algumas perguntas de caráter pessoal e íntimo. As informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo. A Hemominas não discrimina ninguém, mas existem doenças que podem ser transmitidas pelo sangue e que, às vezes, não podem ser totalmente evitadas com a realização dos exames laboratoriais de triagem do sangue, já que existe um período no qual as infecções nem sempre são detectadas nos exames. 

Vale lembrar, também, que estas normas são submetidas à revisão periódica e sugere-se verificá-las, sempre que se desejar doar sangue.

ATENÇÃO  

Se alguém recorre aos serviços da Hemominas exclusivamente para fazer exames, não deve doar sangue. Procure o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de sua cidade, através da Prefeitura ou Secretaria Municipal de Saúde. Em Belo Horizonte, o telefone do CTA é (31)3277-5757.

Não vale desistir

Quem não pode doar, de imediato, pode voltar em outra oportunidade. A Hemominas conta com a solidariedade de todos.

  • Informe-se sobre o Atestado de Doação

    Os doadores podem gozar dos benefícios da Lei Federal n.º1075, de 27/03/1950 e do artigo 473 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que dispõem sobre a doação voluntária de sangue. Para o funcionário público civil, de autarquia ou militar, a  Lei 1.075  dá direito à dispensa do ponto, no dia da doação de sangue. Também o artigo 473, da CLT, prevê que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, a cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. Para o candidato que não puder doar, é fornecida uma declaração de comparecimento ao hemocentro para justificar o atraso no comparecimento ao trabalho. O atestado de doação será fornecido por médico ou enfermeiro e a declaração de comparecimento também por funcionários administrativos.

  • Resultados de exames
    A Fundação Hemominas, em cumprimento à legislação vigente que visa a manter o sigilo dos exames de doadores, não envia os resultados por correspondência ou meio eletrônico. A entrega é feita ao próprio doador, mediante solicitação e apresentação de documento de identidade oficial original, com foto. Os resultados poderão, ainda, ser entregues a terceiros, munidos de uma procuração com firma reconhecida, constando a indicação do lugar onde foi passada e, expressamente, a autorização para recebê-los.

Critérios gerais

Alimentação

Para doar sangue o candidato deverá estar alimentado. Se for doar pela manhã, fazer uma refeição leve, sem gorduras, como café, bolo, pão, cereais e frutas. Após almoço, jantar ou refeições com conteúdo mais gorduroso deve-se aguardar três horas para efetuar a doação. Após refeições gordurosas ou copiosas será necessário aguardar quatro horas. Refeições com elevado índice de gordura, como a feijoada, podem interferir na execução dos exames; assim, sugerimos que nesta situação a doação seja realizada no dia seguinte. Lembre-se de ingerir líquidos em maior quantidade antes e depois de realizar a doação.

Documentos

Para doar sangue é necessário apresentar um documento original e oficial de identidade que contenha foto, filiação e assinatura: Carteira de Identidade, carteiras de Conselhos de Classe reconhecidos oficialmente, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista, Carteira Nacional de Habilitação.

Estado geral

O candidato à doação deve comparecer em condições plenas de saúde. Assim, se estiver apresentando qualquer sintoma, mesmo que leve, deverá aguardar a melhora para então procurar uma unidade de coleta. Lembrando que a doação é um gesto que permite salvar vidas, mas que não deve e não pode prejudicar a saúde do doador.

Frequência cardíaca / pulso

Serão avaliados pelo médico. Devem ser regulares e estar entre 50 e 100 batimentos / pulsação por minuto. Fora destes limites, apenas a critério médico.

Idade

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos. Pessoas com mais de 60 anos somente poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos, independente do sexo, e devem respeitar o intervalo mínimo de seis meses entre as doações.

Atenção, se o candidato à doação de sangue tem entre 16 e 17 ou mais de 60 anos, é importante conhecer as Normas e documentos necessários para doação de sangue.

Intervalo entre doações

Mulheres

Podem doar sangue com um intervalo de 90 dias entre uma doação de sangue total e outra, até no máximo três vezes em um período de 12 meses.

Homens

Podem doar sangue com um intervalo de 60 dias entre uma doação de sangue total e outra, até no máximo quatro vezes por ano.

Nutrição

O candidato a doador deve se encontrar em boas condições nutricionais, a fim de que seu organismo possa responder adequada e prontamente à doação de sangue. O sangue doado é rapidamente reposto, a partir das reservas de líquido, vitaminas e minerais do corpo. Por isso, caso haja algum déficit proteicocalórico ou vitamínico, deve-se aguardar a normalização do estado nutricional para doar sangue. Caso se observe uma perda rápida de peso acima de 10% do peso inicial, é preciso aguardar três meses após a estabilização para a doação de sangue, mesmo que não se tenha utilizado medicamentos. Se houver perda de peso, sem que a pessoa tenha se submetido a dietas ou condicionamento físico, recomenda-se procurar o médico para averiguar o motivo.

Peso

A doação de sangue é realizada considerando-se um volume máximo por quilo de peso. Para mulheres, o volume máximo é de 8ml /kg e, para os homens, 9ml/kg. A coleta é também proporcional ao volume de anticoagulante em cada bolsa de coleta, razão que limita a coleta de volumes menores de sangue. Assim, na Fundação Hemominas coletam-se bolsas de sangue de acordo com as seguintes condições:

• Homens acima de 50 Kg: 450ml
• Mulheres entre 50 e 55,9 Kg: 410ml
• Mulheres com 56 kg ou mais: 450ml

O peso será verificado no momento da doação e será descontado 1 kg referente ao peso da roupa.

Pressão arterial

Será aferida no momento da doação. A pressão sistólica (máxima) não poderá exceder 180mmHg ou estar abaixo de 90mmHg; a pressão diastólica (mínima) não poderá exceder 100mmHg ou estar abaixo de 60mmHg. É oportuno lembrar que a pressão arterial pode modificar-se rapidamente em resposta a exercícios físicos e ansiedade. Assim, não fazer esforço vigoroso antes de doar e permanecer tranquilo antes e durante a entrevista evitará que a doação não se efetive devido a uma alteração aguda da pressão arterial.

Candidato portador de hipertensão arterial

Essas pessoas somente poderão doar sangue na Fundação Hemominas se estiverem em uso de medicamento que não contraindique por si só a doação, apresentando níveis pressóricos controlados e sem lesões em órgãos alvo (por exemplo, coração, rins, olhos). Para avaliar tais condições, será necessário, portanto, que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado. No dia da doação, a pressão arterial será aferida e a doação apenas será realizada se a máxima estiver abaixo de 140mmHg e a mínima abaixo de 90 mmHg.

Repouso

O candidato deve ter dormido, pelo menos, quatro horas. Idealmente, deve ter dormido dentro do seu habitual, sentindo-se descansado no momento da doação.

Sintomas comuns que impedem a doação

• Febre (pico isolado) sem outros sintomas associados: aguardar sete dias após a melhora do sintoma;
• Febre persistente de origem indeterminada: aguardar diagnóstico ou, no mínimo, três meses sem febre;
• Diarreia sem necessidade de uso de antibióticos: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas;
• Gripe ou resfriado: aguardar sete dias após a melhora dos sintomas. Se associada à temperatura corporal igual ou superior a 38°C, aguardar 14 dias após a melhora dos sintomas. 

Temperatura

O doador deve estar sem febre. A temperatura será aferida no momento da triagem e não poderá exceder 37° C.



Acupuntura e piercing

A realização de acupuntura por profissionais autorizados (clínicas e profissionais com autorização da Vigilância Sanitária), em condições de antissepsia (adotando normas de procedimentos para redução da ocorrência de infecções), impede a doação por 72h se não houver sinais inflamatórios locais. Quando realizado por profissionais não autorizados ou sem condição da avaliação da antissepsia, impede a doação por 12 meses.

Piercing (aros metálicos aplicados ao corpo): em condições de antissepsia adequadas aguardar seis (6) meses, e 12 meses quando não for possível avaliar. Quando localizado em área genital ou na boca, somente poderá ser liberada a doação 12 meses após sua retirada. Este impedimento decorre do risco de transmissão de agentes infecciosos relacionado a estes procedimentos.

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Anemia

O candidato aprovado na triagem clínica para doação será submetido, também, a um exame prévio para identificação de anemia. A Fundação Hemominas utiliza a dosagem de hemoglobina ou o micro-hematócrito como métodos de triagem. Os valores mínimos e máximos para liberação da doação são os seguintes:

Hemoglobina:

  • Homens: maior ou igual a 13mg/dl e menor que 18mg/dl
  • Mulheres: maior ou igual a 12,5mg/dl e menor que 18mg/dl

Micro-hematócrito:

  • Homens: maior ou igual a 39% e menor que 54%
  • Mulheres: maior ou igual a 38% e menor que 54% 

Pessoas portadoras de anemia hereditária (transmitida de pais para filhos) não podem doar sangue. Anemias carenciais (por deficiência alimentar ou perda excessiva de ferro) impedem a doação por um prazo de seis meses após a normalização dos exames e término do tratamento.

Portadores do traço falciforme (presença de hemoglobina S associada à hemoglobina A no exame de eletroforese de hemoglobina, característico de familiares de pacientes portadores de anemia falciforme ou drepanocitose) podem doar sangue normalmente. Na Fundação Hemominas todo o sangue doado é avaliado para a presença de hemoglobina S e quando é detectada sua presença, o sangue é rotulado a fim de que seja utilizado apenas em pacientes que não possuam contraindicação para recebê-lo. Os portadores de traço falciforme não devem doar através do método de aférese.



Cirurgias e procedimentos médicos

Algumas cirurgias impedem a doação de sangue em virtude da perda sanguínea a que o paciente foi submetido; outras, pela doença que gerou a necessidade da cirurgia. A inaptidão é relacionada também à extensão da cirurgia. Abaixo, algumas cirurgias mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Amigdalectomia Apto após três meses.
Anestesia geral Apto após 30 dias considerando-se apenas o procedimento anestésico. Este tempo pode se prolongar dependendo do tipo de cirurgia realizada.
Apendicectomia Apto após três meses.
Aplicação de metacrilato Apto após cicatrização.
Aplicação de toxina botulínica Apto após 12 meses.
Artrodese de coluna Apto após seis meses.
Artroscopia Apto após um ano.
Balão intragástrico Apto após 6 meses da retirada e estabilização de peso.
Cateterismo cardíaco Apto após 30 dias.
Cintilografia Apto após sete dias.
Cirurgias vasculares complexas (excetuando-se varizes e traumas vasculares periféricos) Inaptidão definitiva.
Cirurgias adenoma prostático Apto após três meses.
Cirurgias cardíacas Inaptidão definitiva.
Cirurgias de hipófise Inaptidão definitiva.
Cirurgias de paratireoide  Apto após seis meses. 
Cirurgias de suprarrenal: feocromocitoma Inaptidão definitiva.
Cirurgias de tireoide Apto após seis meses.
Cirurgias dermatológicas de pequeno porte Apto após cicatrização.
Cirurgias endoscópicas Apto após um ano. 
Cirurgias ginecológicas de grande porte Apto após seis meses.
Cirurgias ginecológicas de pequeno porte Apto após três meses após alta.
Cirurgias malformação renal Sem sequelas funcionais: apto após seis meses.
Cirurgias oftalmológicas com acesso ao snc Apto após três meses, sem sequelas.
Cirurgias oftalmológicas de pequeno porte (pterígio, catarata, miopia, laser) Apto após alta definitiva; em caso de não realização de controle pós-cirúrgico, aguardar 30 dias.
Cirurgias ortopédicas Apto após seis meses.
Cirurgias patológicas benignas da mama Apto após seis meses.
Cirurgias plásticas sob bloqueio raquimedular ou peridural ou anestesia geral Apto após seis meses.
Cirurgias plástica sob anestesia local Apto após três meses.
Cirurgias urológicas de pequeno porte (vasectomia, fimose, hipo e epispádia) Apto 30 dias após alta.
Cirurgias varizes de mmii Apto após três meses.
Colecistectomia Apto após seis meses.
Colectomia Apto após um ano.
Curetagem Apto após 12 semanas, se pós-aborto; demais causas, apto após a cura.
Diu (dispositivo intrauterino) Apto.
Enterectomia Inaptidão definitiva.
Enxertos heterólogos de tecidos Apto após um ano.
Esclerose de varizes de mmii Apto três dias após procedimento.
Esplenectomia Inaptidão definitiva.
Esplenectomia pós-traumática Apto após um ano.
Exames com contrastes aéreos Apto após 30 dias.
Exames com contrastes baritado Apto.
Exames com contrastes iodado Apto após 30 dias.
Extração cálculos Apto após três meses.
Gastrectomia total e subtotal (incluindo cirurgia bariátrica com ou sem colocação do anel) Inaptidão definitiva.
Hemorroidectomia Apto após três meses.
Hepatectomia pós-trauma, doação, malformação Apto após um ano.
Hernioplastia Apto após três meses.
Infiltração articular Apto após 15 dias.
Laminectomia Apto após seis meses.
Laparoscopia Apto após seis meses.
Laparotomia branca Apto após três meses.
Lipoaspiração Apto após seis meses.
Litotripsia (a laser) Apto após 30 dias.
Lobectomia Inaptidão definitiva.
Mielografia Apto após 30 dias.
Nefrectomia por patologias que não malformação renal Inaptidão definitiva.
Nefrectomia pós-trauma, doação, malformação Apto após seis meses.
Parto cesariana Apto após seis meses.
Parto normal Apto após 12 semanas.
Pleurostomia Apto após três meses.
Pneumectomia Inaptidão definitiva.
Procedimentos com radioisótopos Apto após sete dias.
Punção articular Apto após 15 dias.
Punção nódulo mamário Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.
Punção nódulo tireoidiano Aguardar resultado. Avaliar ocorrência de infecção secundária.
Ressecção de aneurisma Inaptidão definitiva.
Ressecção de varizes Apto após três meses.
Simpatectomia Apto após um ano.
Tireoidectomia, cirurgias de tireóide Apto após seis meses.
Toracocentese Apto após seis meses.
Transplante de córnea Inaptidão definitiva.
Transplante de duramater Inaptidão definitiva.
Transplante de órgãos alo e xeno Apto após um ano.
Traumas vasculares periféricos Apto após 30 dias.
Vagotomia super-seletiva Apto após seis meses.

Câncer

Em qualquer parte do corpo, impede a doação de sangue em definitivo; exceto se for carcinoma “in situ” do colo do útero ou carcinoma basocelular (tipo de tumor de pele).

Doenças da pele

O triagista irá avaliar a localização e extensão das lesões, além da causa. Algumas doenças podem impedir a doação pelo risco de contaminação do sangue no momento da coleta; outras, por apresentarem uma reação sistêmica. A seguir, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças dermatológicas poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Abscessos Apto 15 dias após término do tratamento.
Acne comum Apto.
Acne rosácea Apto 30 dias após término do tratamento.
Cisto pilonidal infectado Apto após 15 dias do término do tratamento.
Cisto pilonidal Inapto por 15 dias.
Eczema alérgico intenso ou grave Apto seis meses após a cura. Eczemas alérgicos leves: apto sete dias após o término das manifestações clínicas ou do tratamento.
Erisipela Apto após 14 dias do término do tratamento.
Eritema nodoso infeccioso Apto após três meses da cura.
Eritema nodoso não infeccioso Se não houver contraindicação definitiva pela doença de base (p.ex.: Crohn, sarcoidose), apto após seis meses.
Eritema polimorfo (associado à reação medicamentosa) Apto seis meses após a cura.
Eritrodermias Apto seis meses após a cura.
Gangrena Inapto, pelo menos, seis meses após término do tratamento, de acordo com a doença de base.
Lesões de pele no local da punção venosa Inapto até a cura.
Líquen plano Apto seis meses após a cura.
Lúpus discoide Apto se realiza controle clínico periódico. Solicitar relatório ao médico assistente informando sobre a inexistência de doença sistêmica.
Micoses Apto desde que não haja acometimento no local de punção.
Pênfigo Inaptidão definitiva.
Psoríase Pequeno comprometimento estritamente cutâneo, local de venopunção sem lesões, sem uso de medicamentos: Apto.
Manifestação sistêmica, como hemangioma, extensa ou em uso de medicamentos: inaptidão definitiva.
Ptiríase rósea Apto.
Ptiríase versicolor Apto, desde que não haja acometimento no local de punção.
Radiodermatite Inaptidão de acordo com a doença de base.
Úlcera arterial Inaptidão definitiva.
Verruga comum Apto.
Vitiligo Apto.

Doenças das glândulas (endócrinas) e metabólicas

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Adenoma da hipófise Apto se controlado clinicamente, sem complicações ou fatores associados e sem história de uso de hormônio de crescimento.
Bócio eutireoidiano Apto.
Diabetes insipidus Inaptidão definitiva.
Diabetes mellitus tipo I ou II insulinodependente Inaptidão definitiva.
Diabetes mellitus tipo II não insulinodependente Apto se controlado e sem lesões em órgão alvo, comprovado por relatório médico.
Dislipidemia Apto após controle por dieta e/ou medicamentoso, atingindo níveis aceitáveis para as diversas frações. Hiperlipidemia familiar caracteriza inaptidão definitiva.
Feocromocitoma Inaptidão definitiva
Hiperaldosteronismo Inaptidão definitiva
Hiperfunção de hipófise Inaptidão definitiva. 
Hiperlipoproteinemias Se familiar, essencial, inaptidão definitiva.
Hipertireoidismo Inaptidão definitiva.
Hipoglicemia Apto, se assintomático.
Hipopituitarismo  Inaptidão definitiva.
Hipotireoidismo Apto após controle, se não for causado por tireoidite crônica ou autoimune, com relatório médico informando causa e controle adequado.
Insuficiência suprarrenal Inaptidão definitiva.
Intolerância à glicose  Apto.
Obesidade com tratamento não cirúrgico Em caso de uso de fórmulas, serão verificadas as substâncias ativas presentes. Se não houver contraindicação pelo uso de medicamentos, será avaliado o índice de massa corporal (IMC). 
IMC entre 30 e 39,9: apto.
IMC ≥ 40, será necessária a apresentação de relatório de endocrinologista para avaliação das condições clínicas e laboratoriais do candidato à doação.
Síndrome de Cushing Inaptidão definitiva.
Tireoidite aguda e subaguda Inaptidão até um ano após cura, sem sequela.
Tireoidite crônica Inaptidão definitiva.
Tireoidite autoimune Inaptidão definitiva. 

Doenças do aparelho digestivo (esôfago, estômago, intestinos, fígado)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças gastrointestinais poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Cirrose hepática Inaptidão definitiva.
Colite pseudomembranosa Aguardar 30 dias após término do tratamento.
Colite ulcerativa Inapto definitivo.
Diarreia aguda inespecífica Avaliação de acordo com a etiologia e condição clínica do candidato. 
Apto sete dias após a cura, sem repercussão clínica.
Diarreia aguda Diarreia de provável origem viral: apto após sete dias. Provável origem bacteriana:
Apto após 15 dias. Gastroenterite: ver item correspondente.
Diarreia crônica De acordo com etiologia.
Diarreia persistente De acordo com etiologia.
Divertículos Assintomático: apto. 
Crise aguda sem internação: 30 dias após término do tratamento. 
Com internação: 3 meses após término do tratamento.
Doença celíaca Apto após controle (assintomático).
Doença de Crohn Inaptidão definitiva.
Esofagite crônica Tratamento inicial: aguardar 30 dias. Tratamento de manutenção e assintomático: apto.
Estenose esofagiana Inapto definitivo.
Gastrite aguda Se não houve hemorragia e/ou realização de endoscopia, aguardar 15 dias. 
Caso contrário, será considerado tempo de inaptidão relativo à endoscopia.
Gastrite crônica Liberação de acordo com etiologia. Se inespecífica:
considerado tempo de inaptidão relativo à endoscopia.
Gastroenterite aguda Aguardar 15 dias após cura.
Hepatite medicamentosa Apto seis meses após a cura. Será avaliada também a realização de
procedimentos endoscópicos e cirúrgicos.
Hérnia hiatal Na ausência de esofagite não há contraindicação.
Hipertensão porta Inapto definitivo.
Icterícia de etiologia desconhecida Inapto definitivo.
Infarto mesentérico Inaptidão definitiva.
Litíase biliar Apto 30 dias após última crise de cólica biliar.  
Pancreatite aguda, inclusive medicamentosa Apto seis meses após recuperação. Será avaliada também a realização de procedimentos endoscópicos e cirúrgicos.
Pancreatite crônica Inaptidão definitiva.
Pólipos intestinais Será avaliada realização de colonoscopia.
Retocolite ulcerativa Inaptidão definitiva.
Síndrome de Gilbert Assintomático, apto. Sintomático: aguardar 15 dias.
Trombose da veia porta Inaptidão definitiva.
Úlcera gástrica e duodenal Apto após 12 meses

Doenças do aparelho osteomuscular (ossos) e reumáticas

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
 Artrite Psoriática  Inaptidão definitiva.
 Artrite Reumatóide  Inaptidão definitiva.
 Artropatias Infecciosas  Apto após 1 ano da cura.
 Artropatias Inflamatórias  Apto no caso de artrose ou postraumática após controle dos sintomas.
 Artrose  Apto.
 Contusão Muscular  Apto após alta médica.
 Derrame Articular  Apto após a cura. Será avaliada a causa.
 Doença de Behçet  Inaptidão definitiva.
 Doença de Wegener  Inaptidão definitiva.
 Entorse articular  Apto após alta médica.
 Esclerodermia  Inaptidão definitiva.
 Espondilite anquilosante  Inaptidão definitiva.
 Febre reumática  Inaptidão definitiva se com sequela. Sem sequela, apto dois anos após a cura.
 Fratura sem cirurgia (gesso)  Apto após 15 dias.
 Gota  Apto se assintomático.
 Lesão muscular traumática  Apto após alta médica.
 Lupus eritematoso sistêmico  Inaptidão definitiva.
 Malformação óssea Congênita  Apto.
 Miopatias  Inaptidão definitiva.
 Miosite Inaptidão definitiva. 
 Osteomielite aguda   Apto dois meses após a cura.
 Osteomielite crônica   Inaptidão definitiva.
 Osteoporose    Primária: apto. Secundária: será avaliada doença de base.
 Poliomiosite   Inaptidão definitiva.
 Sarcoidose  Inaptidão definitiva.
 Tendinites   Apto após alta médica. Secundária: será avaliada doença de base.

 

Doenças do aparelho urinário (rins, bexiga)

A seguir, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças do aparelho urinário poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Aborto Aguardar 12 semanas.
Amamentação Inapto até suspensão ou 12 meses após parto.
Atraso menstrual Mulheres em idade fértil devem aguardar ocorrência da menstruação
ou comparecer após terem consultado médico e definido diagnóstico.
Algumas doenças que causam alteração do ciclo menstrual podem
também impedir a doação.
Candidíase Inapto até sete dias após término do tratamento.
Cistite Apto 15 dias após cura sem sintomas.
Cistos renais isolados Apto.
Climatério independente de reposição hormonal Apto.
Cólica nefrética Apto após 30 dias do término do tratamento.
Doenças renais crônicas Inaptidão definitiva.
DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) Apto após um ano do tratamento.
Endometriose Apto.
Glomerulonefrite aguda Apto após 30 dias do término do tratamento, sem sequelas.
Gonococcia Apto após um ano do tratamento.
Gravidez Inaptidão temporária. Prazo de liberação de acordo com desfecho.
Herpes simples genital Se a primeira vez que apresenta sintomas, aguardar 12 meses; se for recidiva, apto após cura das lesões.
HPV Apto após cura das lesões.
Insuficiência renal crônica Inaptidão definitiva.
Litíase renal Apto se assintomático e sem uso de medicamentos.
Malformação renal Apto, se não houver alteração funcional.
Menstruação Apto.
Nódulo mamário não especificado Avaliação caso a caso para definição do tempo de inaptidão.
Pielonefrite Apto seis meses após a cura sem sequelas.
Punção nódulo mamário Aguardar resultado. Se houver infecção secundária, deverá aguardar 15 dias após a cura.
Rins policísticos Inaptidão definitiva.
Síndrome nefrítica aguda Será avaliada a doença de base para definição do tempo de inaptidão.
Síndrome nefrítica crônica Inaptidão definitiva.
Síndrome nefrótica Inaptidão definitiva.
Vaginites Apto após sete dias do tratamento.
Uretrites Apto 30 dias após a cura, exceto se de origem gonocócica.
Uropatia obstrutiva e por refluxo Será avaliada doença de base para definição do tempo de inaptidão.
Salpingites Apto após três meses, exceto se de origem gonocócica.

Doenças do coração e vasos sanguíneos (cardiovasculares)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Aneurismas grandes artérias Inaptidão definitiva.
Aneurismas pequenas artérias Inaptidão definitiva.
Angina Inaptidão definitiva.
Angioma isolado intracraniano Inaptidão definitiva.
Angioma isolado cutâneo Apto desde que não atinja área de punção.
Angiomas múltiplos Inaptidão definitiva.
Arritmias cardíacas, exceto arritmia sinusal,  bradicardia sinusal e do atleta, extrassistolia, taquicardia sinusal e Tpsv Inaptidão definitiva.
Arritmia sinusal (alteração da frequência cardíaca
relacionada à respiração)
Apto.
Bloqueio de ramo direito Apto, se não houver outras alterações cardiológicas e eletrocardiográficas.
Cardiopatias Graves Inaptidão definitiva.
Coronariopatia Inaptidão definitiva.
Endocardite bacteriana sem sequelas Apto após dois anos, sem sequelas.
Extrassistolia Apto, se menos de 5 ES/min. Acima de 5 ES/min, será encaminhado para avaliação cardiológica.
Flebite de repetição Inaptidão definitiva.
Infarto agudo do miocárdio Inaptidão definitiva.
Insuficiência arterial Inaptidão definitiva.
Insuficiência cardíaca Inaptidão definitiva.
Malformações cardíacas Inaptidão definitiva.
Miocardite Sem sequelas: um ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.
Pericardite Sem sequelas: um ano. Com sequelas: inaptidão definitiva.
Ponte intramiocárdica Inaptidão definitiva.
Prolapso válvula mitral Apto, se ausência de insuficiência valvar e arritmias; caso contrário, inapto definitivo.
Sopro Será necessário relatório de avaliação cardiológica para definição diagnóstica e conduta.
Taquicardia supraventricular paroxística Será necessário relatório de avaliação cardiológica para definição de conduta.
Tromboflebite isolada Apto seis meses após término do tratamento.
Trombose arterial Inaptidão definitiva.
Trombose venosa profunda isolada Apto seis meses após término do tratamento.
Trombose venosa profunda recorrente Inaptidão definitiva.
Valvulopatia congênita ou adquirida Inaptidão definitiva.
Wolf-Parkinson-White Inaptidão definitiva, exceto se já realizada ablação com relatório médico.

Doenças do pulmão, brônquios e traqueia (aparelho respiratório)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças do aparelho respiratório poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Abscesso pulmonar Apto após 1 ano da cura.
Asma grave Inaptidão definitiva.
Asma leve (menos de 1 crise/trimestre
controlada com inalatórios)
Apto uma semana após a crise e sem uso de medicamentos.
Bronquite aguda Apto 15 dias após cura.
Corpulmonale Inaptidão definitiva.
Doença pulmonar obstrutiva crônica Inaptidão definitiva.
Fibrose pulmonar idiopática Inaptidão definitiva.
Gripe A (H1N1) ou gripe suína Ver item sobre infecções.
Hipertensão pulmonar Inaptidão definitiva.
Micose pulmonar Inaptidão definitiva.
Otite aguda ou crônica Apto 15 dias após cura.
Pleurite (exceto se tuberculose) Apto seis meses após tratamento.
Pneumoconioses Inaptidão definitiva.
Pneumonia intersticial Inaptidão definitiva.
Pneumonia por hipersensibilidade (alérgica) Inaptidão definitiva.
Pneumonia tratamento ambulatorial Apto três meses após cura.
Pneumonia tratamento hospitalar Sem drenagem: apto após três meses. Com drenagem: apto após 6 meses.
Pneumonite por drogas (amiodarona, 
nitrofurantoína etc)
Inaptidão definitiva.
Pneumotórax espontâneo Apto após três meses.
Sinusite aguda ou crônica Apto 15 dias após cura.
Status asmaticus Inaptidão definitiva.
Trauma torácico (contusão pulmonar, hemotórax) Apto após seis meses.
Tromboembolismo pulmonar Inaptidão definitiva.
Tuberculose miliar Inaptidão definitiva.
Tuberculose pulmonar Apto após cinco anos do término do tratamento sem sequelas.

Doenças do sangue (hematológicas)

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Agranulocitose medicamentosa Apto após seis meses.
Anemia ferropriva e por outras deficiências nutricionais Apto após seis meses.
Anemias hereditárias Inaptidão definitiva.
Aplasia de medula Inaptidão definitiva.
Coagulação intravascular disseminada Inaptidão definitiva.
Coagulopatias adquiridas e hereditárias Inaptidão definitiva.
Esplenomegalia idiopática Inaptidão definitiva.
Hemocromatose Inaptidão definitiva.
Hemoglobinas variantes Na presença de HbA + variante, apto. Ver traço falciforme. Na presença de duas variantes, mesmo sem história prévia de anemia, inapto definitivo.
Leucemias Inaptidão definitiva.
Leucopenia Será necessário relatório médico para avaliação da etiologia e definição de conduta.
Linfomas Inaptidão definitiva.
Mieloma Inaptidão definitiva.
Neutropenia crônica Inaptidão definitiva.
Policitemia Inaptidão definitiva.
Poliglobulia primária Inaptidão definitiva.
Poliglobulia secundária Será necessário relatório médico para avaliação da etiologia e definição de conduta; porém, só doará dentro do limite exigido.
Porfirias Inaptidão definitiva.
Púrpura trombocitopênica idiopática Na criança: sem sequelas, apto. No adulto: inaptidão definitiva.
Traço falciforme Apto para doação de sangue total. Aférese: inaptidão.

Doenças do sistema nervoso

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças neurológicas poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue. 

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Acidente vascular cerebral Inaptidão definitiva.
Aneurismas intracranianos Inaptidão definitiva.
Convulsão febril, metabólica ou pós-trauma Apto após dois anos sem sintomas ou sem medicamentos.
Convulsão por epilepsia Apto após três (3) anos da suspensão do tratamento e sem relato de crises convulsivas.
Depressão Verificar o item sobre uso de medicamentos. A doença deverá 
estar controlada.
Derivação ventriculoperitoneal Sem sequela e sem história de infecção recorrente: apto.
Doença de Alzheimer Inaptidão definitiva.
Doença de Guillain-Barret  Inaptidão definitiva.
Doença de Parkinson Inaptidão definitiva.
Doenças que gerem imputabilidade jurídica Inaptidão definitiva.
Enxaqueca Apto se assintomático e sem uso de medicamentos.
Epilepsia Apto após três (3) anos da suspensão do tratamento e sem relato de crises convulsivas.
Esclerose em placa Inaptidão definitiva.
Esclerose lateral amiotrófica  Inaptidão definitiva. 
Esquizofrenia Inaptidão definitiva.
Hematoma sub e extradural Apto após um ano sem sequela e inaptidão definitiva se com sequelas.
Labirintite Apto 30 dias após crise e sem uso de medicamentos.
Leucoencefalites progressivas Inaptidão definitiva.
Lipotímias Se sucessivas ou hipotensão prolongada: inapto até esclarecimento. 
Meningite Ver doenças infecciosas.
Miastenia gravis Inaptidão definitiva.
Neurofibromatose Forma maior: inaptidão definitiva. Forma menor: apto, desde que não acometa a área de punção.
Nistagmo/outros movimentos irregulares do olho Avaliar doença de base para definição do tempo de inaptidão.
Paralisia cerebral Inaptidão definitiva.
Paralisia de bell Apto.
Psicoses Inaptidão definitiva.
Traumatismo craniano Apto após um ano sem sequelas e inaptidão definitiva se com sequelas.

Doenças dos olhos

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Conjuntivite Apto uma semana após a cura.
Blefarite Apto uma semana após a cura.
Episclerite Será avaliada doença de base.
Esclerite Será avaliada doença de base.
Glaucoma Apto, se controlado sem medicação. Em uso de medicação: apto após 48hs da suspensão do medicamento.
Hordéolo Apto, uma semana após a cura
Iridociclite Será avaliada doença de base.
Irite Será avaliada doença de base.
Neurite óptica Apto, se não estiver em tratamento. Avaliar doenças de base.
Retinopatias Será avaliada doença de base.
Retinose pigmentar Apto.
Tracoma Apto após 12 meses do tratamento tendo cura sem cicatrizes.

Infecções

Abaixo, algumas doenças mais frequentes e seus tempos de liberação. Além destas, outras doenças poderão impedir temporária ou definitivamente a doação de sangue.

Doenças mais frequentes Tempo de liberação
Actinomicose Apto 60 dias após a cura. 
Amebíase intestinal Apto após término do tratamento, assintomático.
Amebíase visceral Apto seis meses após tratamento, com sorologia negativa. 
Ancilostomíase Apto.
Ascaridíase Apto.
Babesiose Inaptidão definitiva.
Balantidíase Apto após o término do tratamento e na ausência de sintomas.
Bartonelose Apto 15 dias após alta.
Blastomicose Pulmonar: apto após cinco (5) anos. Sistêmica: inaptidão definitiva.
Borreliose Apto seis meses após a cura.
Botulismo Apto três meses após a cura.
Brucelose Apto um (1) ano após tratamento ou oito (8) semanas após potencial exposição.
Candidíase esofageana, oral Apto 30 dias após alta e definida a causa.
Candidíase genital Ver doenças genitourinárias.
Carbúnculo Apto 15 dias após alta.
Caxumba Apto 21 dias após a cura.
Chikungunya  Apto após 30 dias da recuperação completa (após tornar-se assintomático).
Cisticercose Neurocisticercose: apto após tratamento se nunca teve convulsões. 
Demais formas: apto após tratamento. 
Cisto hidático Inaptidão definitiva.
Citomegalovirose Apto três meses após a cura.
Clamídia Apto 15 dias após a cura.
Cólera Apto três meses após a cura.
Coqueluche Apto 30 dias após a cura.
Dengue clássico Apto 30 dias após a cura.
Dengue hemorrágico Apto seis meses após a cura.
Difteria Apto 15 dias após a cura.
Doença de Chagas Inaptidão definitiva.
Doença de Creutzfeldt-Jakob Inaptidão definitiva.
Doença de Lyme Apto seis meses após a cura.
Doença do Oeste do Nilo Apto seis meses após a cura.
Echinococose alveolar Inaptidão definitiva.
Encefalites virais agudas Apto seis meses após a cura, se não ficou com sequelas.
Enterovirose Apto após três meses da cura.
Escarlatina Apto 15 dias após a cura.
Esquistossomose hepática Inaptidão definitiva.
Esquistossomose hepatoesplênica Inaptidão definitiva.
Esquistossomose intestinal Apto após tratamento.
Esquistossomose outras formas Apto após tratamento, se não ficou com sequelas.
Estafilococcia Apto 15 dias após a cura.
Estreptococcia Apto 15 dias após a cura.
Febre Amarela Apto após seis meses da cura.
Febre tifoide e paratifoide Apto após três meses da cura.
Febres hemorrágicas Apto após seis meses da cura.
Filariose Inaptidão definitiva.
Gripe A ou Influenza A (H1N1)
ou gripe suína
Casos suspeitos ou confirmados: apto 15 dias após o desaparecimento dos sintomas.
Avaliar a ocorrência de complicações e considerar o tempo de inaptidão correspondente.
Os contatos de casos confirmados ou suspeitos devem aguardar 15 dias para nova candidatura à doação.
Hanseníase Inaptidão definitiva.
Hbv Infecção Inaptidão definitiva.
Hcv Infecção Inaptidão definitiva.
Hepatite A Apto, se antes dos 11 anos; ou após 11 anos se possuir comprovação laboratorial da época.
Hepatites B, C e D em qualquer idade Inaptidão definitiva.
Hepatite após os 11 anos, independente da
sorologia ou hepatite viral após 11 anos de idade
Inaptidão definitiva, exceto se hepatite A com comprovação laboratorial à época (IgM).
Herpes simples labial Apto após cura das lesões.
Herpes zoster Aguardar seis meses. Será avaliada possibilidade de munocomprometimento.
Larva migrans Apto sete dias após tratamento.
Histoplasmose Apto um ano após a cura.
HIV infecção Inaptidão definitiva.
HTLV infecção Inaptidão definitiva.
Infecções de vias aéreas superiores
bacterianas
Apto 15 dias após cura.
Infecções de vias aéreas
superiores virais
Apto sete dias após o término do tratamento.
Legionelose Apto três meses após a cura.
Leishmaniose cutânea Apto após seis meses do término do tratamento.
Leishmaniose visceral Inaptidão definitiva.
Leptospirose Apto após três meses da cura.
Malária Febre Quarta (infecção 
por Plasmodium malariae)
Inaptidão definitiva.
Malária febre terçã Apto após 3 anos da cura.
Meningite Apto seis meses após a cura, sem sequelas.
Micobactérias atípicas Inaptidão definitiva.
Micoplasma Apto um ano após a cura.
Micoses viscerais Inaptidão definitiva.
Mononucleose Apto após seis meses da cura.
Nocardiose Apto após 60 dias da cura.
Oxiuríase Apto.
Parvovirose Apto seis meses após a cura.
Peste bubônica (Yersinia pestis) Apto seis meses após a cura.
Poliomielite Apto após a cura.
Rickettsioses Apto 15 dias após alta (com normalização dos exames).
Rubéola Apto 14 dias após a cura.
Salmonelose Apto 60 dias após a cura.
Sarampo Apto 21 dias após a cura.
Sars Candidatos provenientes de área endêmica:
- assintomático: aguardar três semanas;
- sintomático, provável caso: aguardar três meses após término do tratamento;
- sintomático, caso suspeito: aguardar um mês após término do tratamento;
- sintomático, excluída possibilidade de SARS: seguir normas de triagem de rotina.

Sepse Apto seis meses após a cura.
Sífilis Apto 1 ano após o término do tratamento. IMPORTANTE: será realizado um exame sorológico para detecção da sífilis que poderá ser reativo e impedir novas doações.
Tétano Apto após seis meses.
Toxoplasmose Apto um ano após a cura.
Tricocefalíase Apto.
Triquinose Apto.
Tuberculose Extrapulmonar Inaptidão definitiva.
Varicela Apto 21 dias após a cura.
Yersinia Enterocolítica Apto seis meses após a cura.
Zika Apto 30 dias após a cura.


Exames (procedimentos) endoscópicos

A realização de exames endoscópicos (através da utilização de tubos flexíveis para avaliação de cavidades do corpo humano) e de laparoscopias impede a doação por seis (6) meses.



Menstruação, gravidez, parto, aborto e amamentação

A menstruação por si não impede a doação. Se a pessoa costuma apresentar cólicas intensas, necessitando uso de medicamentos, aconselha-se doar sangue em um dia em que não se esteja com dor. Não se deve doar se a menstruação estiver atrasada ou houver dúvida quanto a uma possível gravidez. A gravidez impede a doação, pois é um período em que o organismo necessita das reservas de vitaminas e minerais para um bom desenvolvimento do feto e que são utilizadas em caso de doação de sangue.  

Após um aborto ou parto normal, é necessário aguardar três meses para doar sangue. A cesariana impede a doação por seis meses.

A amamentação impede a doação até que a criança complete um ano.



Situações de risco acrescido para aquisição de doenças transmissíveis pelo sangue

Algumas doenças que são transmissíveis pelo sangue são adquiridas em situações comuns do dia a dia, como acidentes com contato com sangue e secreções humanas, utilização de drogas e relacionamentos sexuais. Estas situações são avaliadas de maneira individual e sigilosa pelo profissional responsável pela triagem clínica. 

A Fundação Hemominas adota alguns critérios mais detalhados a esse respeito, além dos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta conduta tem por base o princípio da proteção à segurança do receptor de sangue. As doenças infecciosas apresentam um período variável para positivação do exame, a partir da sua aquisição. Este período é conhecido como janela imunológica. Nesse período, os exames não conseguem detectar a doença, mas se o sangue dessa pessoa for utilizado para transfusão, o receptor deste sangue poderá ser contaminado. É por esta razão que é preciso fazer perguntas íntimas acerca do comportamento sexual dos candidatos à doação de sangue. A triagem clínica permite identificar as pessoas que estiveram expostas a situações de risco acrescido para aquisição de doenças transmissíveis pelo sangue, a partir da avaliação cuidadosa desse comportamento. Assim, o candidato deverá efetuar a doação somente após ter se passado tempo suficiente para que, caso tenha adquirido alguma doença, o exame consiga detectá-la. 

Se não for possível doar sangue no dia do comparecimento, a Hemominas conta com a compreensão de todos para retornarem para nova avaliação.

Situação de Risco Tempo de liberação
Auto-hemoterapia Inaptidão por 12 meses após última aplicação.
Compartilhamento de escova dental, lâmina de barbear ou outros perfurocortantes com portador de hepatite viral: hepatite B aguda ou crônica (HBsAg positivo ou HBV NAT), hepatite C ou outra hepatite viral sintomática  Inaptidão por 12 meses.
Evidência clínica/laboratorial de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue   Inaptidão definitiva.
História familiar de doença de Creutzfeldt-Jakob Inaptidão definitiva.
História pregressa de transfusão de sangue e derivados no Reino Unido Inaptidão definitiva para pessoas que tenham recebido transfusão no Reino Unido a partir de 1980 até os dias atuais.
Pessoas que tiveram acidente com material biológico e, em consequência, apresentaram contato de mucosa ou pele com o referido material biológico (exposição não estéril a sangue ou outro material de risco biológico) Apto após 12 meses. 
Transfusão de sangue e hemoderivados  Apto após 12 meses.



Tatuagem ou de maquiagem definitiva

A realização de tatuagem ou de maquiagem definitiva impede a doação de sangue por 12 meses. Este procedimento é relacionado a um risco maior de transmissão de alguns agentes infecciosos.



Tratamento dentário

Tratamento Dentário Tempo de liberação
Abscesso dentário Apto 30 dias após a cura.
Ajuste de aparelho ortodôntico Sem sangramento: 24h, com sangramento: 72h.
Extração dentária Sete dias após término do tratamento.
Gengivite Sete dias após término do tratamento.
Implante dentário Apto após 30 dias e assintomático.
Limpeza dentária Aguardar 72h.
Obturação Sem anestesia e sem sangramento: 24h, com anestesia ou sangramento: 72h.
Tratamento de canal Apto sete dias após última manipulação, não sendo necessário aguardar final do tratamento.
Tratamento dentário com anestesia geral Apto 30 dias após término do tratamento.



Uso de bebidas alcoólicas

A ingestão de álcool na dose máxima de 40g impede a doação por um prazo de 12 horas. Consumo em dose superior impedirá a doação por 24h.

O alcoolismo crônico impede a doação de sangue. Esta restrição ocorre porque o uso frequente de bebidas alcoólicas pode afetar o fígado. O fígado doente pode não conseguir produzir adequadamente os fatores de coagulação. Na doação de sangue, a bolsa é fracionada em, pelo menos, três componentes, dentre os quais o plasma fresco congelado (PFC). O PFC é utilizado para repor fatores de coagulação em pessoas que estejam apresentando sangramento anormal. Assim, se o plasma de uma pessoa com doença hepática (doença do fígado) for utilizado, a transfusão pode não funcionar. Além disso, se o doador não estiver produzindo quantidades adequadas de fatores de coagulação, ele também poderá apresentar um sangramento anormal no local da doação, favorecendo a ocorrência de hematomas.



Uso de drogas ilegais

História atual ou pregressa de uso de drogas injetáveis ilícitas (ilegais) é contraindicação definitiva para a doação de sangue, pois é relacionado à aquisição de doenças infecciosas e transmissíveis pelo sangue. 

O uso de cocaína por via nasal (inalação, cheirar) é causa de exclusão da doação por um período de 12 meses, contados a partir da data da última utilização; em virtude da possibilidade de transmissão de agentes infecciosos também por esta via. 

O uso de outras drogas será avaliado pelo triagista durante a consulta.

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Uso de medicamentos

Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios

O uso de analgésicos comuns não impede a doação; entretanto, o triagista avaliará o sintoma e/ou sinal que motivaram a sua utilização, o que poderá, por si, impedir a doação. Assim, sugere-se que se faça a doação em dias em que não se utilizar medicamentos. 

O uso de antitérmicos impede a doação em virtude da febre que motivou a sua utilização. As doenças febris apresentam, cada uma, um período específico para liberação da doação. Deve-se consultar as informações a respeito das doenças infecciosas e reumáticas para esclarecimentos. Febre de origem não determinada e de curta duração exige o prazo de sete dias para que se possa doar sangue. 

Anti-inflamatórios contraindicam a preparação de plaquetas por cinco dias e seu uso deve ser informado. A doação exclusivamente de plaquetas está contraindicada nesse período. 

Medicamentos anti-inflamatórios: Ácido Acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Sonrisal, Alka Seltzer, Engov), Diclofenacos (Voltaren, Cataflan, Deltaren,Tanderil), Meloxicam (Meloxil, Movatec), Piroxicam (Feldene), Fenilbutazona (Butazolidina, Butazil, Reumazine) e similares. Além disso, o uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Sonrisal, Alka Seltzer, Engov) ou de Piroxicam (Feldene) impede também a doação de sangue total por 2 dias.

Anorexígenos

Aguardar sete (7) dias após a suspensão do medicamento.

Antiparasitários

Medicamentos para tratamentos de parasitas intestinais (vermes) comuns não impedem a doação. Algumas doenças que podem acometer outros órgãos além do intestino, como, por exemplo, a esquistossomose, apresentam um prazo de inaptidão variável. Verifique as condições nas informações a respeito das doenças infecciosas.

Anti-hipertensivos

Portadores de hipertensão arterial somente podem doar sangue na Hemominas se estiverem um uso de uma única classe de medicamento que não contraindique por si a doação (excluindo também medicamentos com associações em suas fórmulas), estando com os níveis pressóricos controlados e sem lesões em órgãos alvo (p.ex. coração, rins, olhos). Para avaliar estas condições será necessário, portanto, que o candidato à doação apresente relatório do seu médico assistente comprovando o controle clínico adequado. No dia da doação, a pressão arterial será aferida e a doação somente poderá ser realizada se a máxima estiver abaixo de 140mmHg e a mínima abaixo de 90 mmHg.


As classes de anti-hipertensivos que não impedem a doação são as seguintes:

Medicamento Situação
Diuréticos   Não há contraindicação. É necessária hidratação oral prévia mais vigorosa. 
Inibidores de enzima conversora de angiotensina: Captopril Enalapril ou similares  Não há contraindicação.
Antagonistas de angiotensina II: Losartan
Bloqueadores de canais de cálcio: Nifedipina

É contraindicada a suspensão de medicamentos para a realização de doação de sangue.

Assim, o uso das seguintes drogas impede a doação de sangue na Fundação Hemominas, exceto se utilizadas em outras situações que não o controle de hipertensão arterial.

Medicamento Situação
Ação central: Metildopa, Clonidina, Reserpina  48 horas após a suspensão do medicamento, pelo médico assistente e avaliado caso a caso.  

 

β-bloqueadores: Propranolol, Atenolol, Oxpernolol ou similares
Bloqueadores alfa-adrenérgicos: Prazosina (Prazozin, Minipress SR), Minoxidil (Loniten). 
Vasodilatadores: Hidralazina

Anticoncepcionais/ hormônios de reposição feminina

Não impedem a doação.

Indução da ovulação

Impede a doação por três meses após o término do tratamento.

Antibióticos

O tempo de inaptidão varia de acordo com a vida média da droga, sendo no mínimo de 14 dias. Além disso, o tempo de inaptidão pela doença de base poderá ser superior ao previsto para o medicamento. Deve-se verificar as informações a respeito das doenças infecciosas (ver também doenças por sistema) para esclarecimento. O tempo de inaptidão será o maior especificado para cada situação.

Corticoides

  • Sistêmicos (comprimidos, xaropes, supositórios ou injetáveis): no mínimo 48 horas após a suspensão. Será avaliada também a doença que motivou seu uso. O tempo de inaptidão será o maior especificado para cada situação. 
  • Tópicos (cremes ou pomadas): não contraindicam a doação. Será avaliada também a doença que motivou seu uso e esta poderá, por si, impedi-la. 

Antiplaquetários

Medicamento Situação
Clopidogrel Apto 14 dias após suspensão.
Ticlopidine Apto 14 dias após suspensão.

Medicamentos teratogênicos

Impedem a doação durante o tempo de eliminação pelo organismo. Alguns destes medicamentos requerem um prazo bastante longo em virtude de apresentarem acúmulo no organismo. Veja o tempo de inaptidão na tabela a seguir.

Medicamento Situação
Isotretinoína (Roacutan) (tratamento de acne)   1 mês de inaptidão após a última dose 
Finasterida (Proscar) (tratamento de hiperplasia prostática benigna) e alopécia androgênica  1 mês após a interrupção do medicamento
Acitretina (Neotigason), Etretionato (usados em psoríase) Apto após três (3) anos do término do tratamento.

Medicamentos alergênicos

Medicamentos que se caracterizam por provocar reações alérgicas ou anafiláticas impedem a doação pelo tempo de eliminação do organismo, pois alguns estudiosos acreditam que possam causar reações nos receptores.

Anticonvulsivantes

Inaptidão enquanto estiver em uso. Ver também epilepsia.

Homeopáticos

Impedem a doação por 24 horas. Será avaliado o motivo da sua utilização que, por si, poderá impedir a doação por um prazo maior.

Fitoterápicos (plantas medicinais)

Impedem a doação por 24 horas. Será avaliado o motivo da sua utilização que, por si, poderá impedir a doação por um prazo maior.

Medicamentos de ação no sistema nervoso central

Candidatos que façam uso crônico de medicamentos com ação no sistema nervoso central devem solicitar ao seu médico relatório informando sua condição clínica atual e liberação para doação de sangue. Não se recomenda a suspensão do uso de medicamentos com o fim de doar sangue. A utilização de medicamentos que afetem o SNC sem prescrição médica impede a doação pelo tempo total de eliminação da droga. 

Medicamento Situação
Ansiolíticos e soníferos Se a dose for elevada (três ou mais comprimidos por dia), contraindica a doação.
Antidepressivos   Da classe tricíclicos, impedem a doação por 30 dias após a suspensão do medicamento pelo médico assistente. As demais classes não impedem a doação, mas a condição clínica do candidato poderá impedir.
Antipsicóticos: Haloperidol (Haldol), Clorpromazina (Amplictil) Impede a doação por sete dias após o uso. Entretanto, a condição clínica que gerou a necessidade de seu uso poderá impedir a doação, em alguns casos definitivamente.




Vacinas

Algumas vacinas são produzidas com microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos) que não causam doença em pessoas sadias. Em algumas situações em que a pessoa encontra-se debilitada, por exemplo, quando está em uso de grandes doses de corticoides, em quimioterapia ou com doenças graves como o câncer, a vacina pode levar à ocorrência da doença. Estas vacinas geram um período de inaptidão maior, com o objetivo de que a resposta imunológica do receptor já tenha eliminado o microorganismo por ocasião da doação.

As vacinas produzidas a partir de microorganismos mortos também impedem a doação, porém, por períodos menores; em virtude da possibilidade de ocorrência de reações adversas nos dias subsequentes à sua administração e de reações cruzadas nos exames sorológicos realizados no sangue doado. 

VACINA

TEMPO DE INAPTIDÃO

IMUNOTERAPIA PASSIVA HETERÓLOGA (SOROS DE ORIGEM ANIMAL: ANTIOFÍDICO, ANTITETÂNICO, ANTIESCORPIÔNICO, ETC)

Apto após 4 semanas.

IMUNOTERAPIA PASSIVA HOMÓLOGA (SOROS DE ORIGEM HUMANA)

Apto após 1 ano.

VACINA ANTIRRÁBICA APÓS EXPOSIÇÃO A RISCO

1 ano

VACINA ANTIRRÁBICA PROFILÁTICA

48h

VACINA BCG

4 semanas

VACINA BRUCELOSE

48h

VACINA CAXUMBA

4 semanas

VACINA CÓLERA

48h

VACINA COQUELUCHE

48h

VACINA DENGUE

4 semanas

VACINA DIFTERIA

48h

VACINA FEBRE AMARELA

4 semanas

VACINA FEBRE TIFÓIDE INJETÁVEL

48h

VACINA FEBRE TIFÓIDE ORAL

4 semanas

VACINA GRIPE INFLUENZA – vírus atenuado

4 semanas

VACINA GRIPE INFLUENZA – vírus inativado

48h

VACINA GRIPE SUÍNA (INFLUENZA A  H1N1) – vírus atenuado (obs: vacina trivalente em geral – combinada com outras cepas de influenza)

4 semanas

VACINA GRIPE SUÍNA (INFLUENZA A  H1N1) – vírus inativado (obs: vacina trivalente em geral – combinada com outras cepas de influenza)

48h

VACINA HAEMOPHILUS INFLUENZAE

48h

VACINA HEPATITE A

48h

VACINA HEPATITE B DERIVADA DE PLASMA

1 ano

VACINA HEPATITE B RECOMBINANTE

48h

VACINA HPV

Apto após 48h.

VACINA LEPTOSPIROSE

48h

VACINA MENINGITE

48h

VACINA PESTE

48h

VACINA PNEUMOCOCO

48h

VACINA PÓLIO (SABIN)

4 semanas

VACINA POLIO (SALK)

48h

VACINA ROTAVÍRUS

4 semanas

VACINA RUBÉOLA

4 semanas

VACINA SARAMPO

4 semanas

VACINA TÉTANO

48h

VACINA VARICELA

4 semanas

VACINA VARÍOLA

4 semanas e após queda espontânea da crosta. Se candidato retirou crosta, aguardar 2 meses. Na presença de complicações, aguardar 14 dias após resolução.  Contatos que desenvolveram lesões cutâneas devem aguardar queda espontânea da crosta. Se retiraram crosta, aguardar 3 meses a partir da vacinação do indivíduo índice. Se a data for desconhecida, mas puder ter ocorrido dentro de 3 meses, aguardar 2 meses a partir da avaliação.

VACINAS DERIVADAS DE PLASMA HUMANO

Apto após 1 ano.

VACINAS EXPERIMENTAIS

Apto após 1 ano do término do protocolo.





Viagens e residência em áreas endêmicas

Situação Tempo de inaptidão
Chikungunya Apto 30 dias após retorno de áreas com transmissão sustentada (após vinda/retorno de área endêmicas ou com epidemias confirmadas, nacionais ou internacionais).
Doença de Chagas Contato domiciliar com triatomíneo: inaptidão definitiva.
Área com registro de doença de Creutzfeldt-Jakob Inaptidão definitiva para pessoas que tenham permanecido no Reino Unido e/ou República da Irlanda por mais de três meses, consecutivos ou intermitentes, de forma cumulativa, de 1º de janeiro de 1980 a 31 de dezembro de 1996 ou que tenham permanecido por 5 ou mais anos, consecutivos ou intermitentes, de forma cumulativa, na Europa após 1980 até os dias atuais.  
Residência em área endêmica de malária Por menos de 5 anos: apto após 12 meses da mudança. 
Por 5 anos ou mais: apto após 3 anos da mudança.
Surtos de malária Em casos de surtos de malária a decisão quanto aos critérios de inaptidão deve ser tomada após avaliação conjunta com a autoridade sanitária competente.
Viagem para área endêmica de malária
(Áreas endêmicas de malária: estados da Região Amazônica: AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR,TO. Os demais estados são considerados Região Extra-Amazônica, área não endêmica: AL, BA, CE, DF, ES, GO, MG, MS, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SE e SP)
Apto após 12 meses do retorno.
Vírus do Oeste do Nilo Apto 30 dias após vinda/retorno de áreas endêmicas ou com epidemias confirmadas, nacionais ou internacionais (EUA, para consultar outros países acessar Organização Mundial da Saúde).



Referência

  1. Portaria GM MS 158, Gabinete do Ministro, Ministério da Saúde, 04 de fevereiro de 2016. 
  2. A, B, C, D, E de hepatites para comunicadores – Ministério da Saúde, Brasília – DF – 2005.
  3. Manual de Atendimento ao Doador – Fundação Hemominas – 2016. Data da versão: 03/05/16. 
Gestor responsável: Diretoria Técnico-Científica