Cetebio

O Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio) é a mais nova unidade da Fundação Hemominas, constituindo a primeira iniciativa no Brasil a integrar diversos bancos de tecidos e células em uma única estrutura física e organizacional.

O Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio) vai disponibilizar à comunidade médica células e tecidos biológicos coletados e processados segundo critérios de qualidade internacionais e normas técnicas do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os tecidos serão coletados de doadores vivos e não vivos e destinados aos hospitais autorizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Tal estrutura – que agrega sete bancos - otimiza os processos, reduz custos, facilita a logística, permite maior compartilhamento de conhecimentos e promove processos seguros e totalmente rastreáveis.

Após sua completa implementação, o Cetebio será o maior Banco de Tecidos Biológicos da América Latina.

Saiba mais sobre essa unidade


A construção do Cetebio está sendo feita em etapas. A primeira já está concluída e contempla três bancos: o Banco de Medula Óssea (BMO), o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) e o Banco de Sangues Raros. O Banco de Medula Óssea já está em pleno funcionamento, possibilitando o atendimento a pacientes com indicação de transplante de medula óssea no Estado de Minas Gerais. O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), integrante da Rede BrasilCord, que agrupa os vários bancos em funcionamento no país, é o primeiro Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical no Estado e está em processo de validação, com a previsão de disponibilidade para a população neste ano. Esta etapa ainda incluirá o Banco de Sangues Raros.

A segunda etapa contemplará o Banco de Pele, Banco de Membrana Amniótica, Banco de Tecido Musculoesquelético e Banco de Tecidos Cardiovasculares, além dos laboratórios de pesquisa e controle de qualidade. A previsão para finalização das obras da segunda etapa é em 2016.

Processos Produtivos

Os processos produtivos dos Bancos de Células e Tecidos Biológicos preveem cinco etapas:

Captação de doadores e coleta de tecidos e células
Consiste na seleção de doadores por meio de triagem clínica e sorológica e na obtenção da autorização para doação e efetivação da coleta das células e tecidos. Essa etapa é executada nos hospitais e hemocentros parceiros.

Recepção
É a primeira etapa realizada dentro da estrutura física do Cetebio. Consiste no cadastro do material recebido e das informações referentes ao doador, cujo anonimato será sempre preservado, e da doação. Em seguida, o material é direcionado para ser preparado e armazenado.

Processamento e armazenamento
Nesta fase, as células e tecidos são avaliados quanto a sua qualidade. Os que preencherem os pré-requisitos serão processados e armazenados de acordo com as especificações de cada um dos bancos.

Distribuição
É feita após o recebimento da solicitação formal, feita por um estabelecimento de saúde autorizado pelo Ministério da Saúde para a utilização do tecido.

Pesquisa
Serão exercidas atividades relacionadas à formação de profissionais especializados, inovação tecnológica e de produção científica, com o objetivo de gerar produtos inovadores aplicados à saúde pública nacional. Serão realizadas também pesquisas específicas aplicáveis aos bancos do Cetebio para melhoria dos processos e produtos, além do desenvolvimento de estudos nas áreas de biologia celular, molecular e engenharia de tecidos.

Legislação aplicada

  • Portaria GM/MS nº 2.600, de 21 de Outubro de 2009. Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes. 
  • RDC Anvisa nº 56, de 16 de dezembro de 2010. Dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos laboratórios de processamento de células progenitoras hematopoéticas (CPH) provenientes de medula óssea e sangue periférico e bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, para finalidade de transplante convencional e dá outras providências.
  • RDC Anvisa nº 220, de 27 de dezembro de 2006. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Bancos de Tecidos Músculoesqueléticos e de Bancos de Pele de origem humana.
  • Portaria do Ministério da Saúde nº 2.932, de 27 de setembro de 2010 – Institui, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Plano Nacional de Implantação de Bancos de Multitecidos (Plano-BMT).
  • RDC Anvisa no 57 de 16 de dezembro de 2010 – Determina o Regulamento Sanitário para serviços que desenvolvem atividades relacionadas ao ciclo produtivo do sangue humano e componentes e procedimentos transfusionais. 

Horários  

Geral

Horário de atendimento
Segunda a sexta-fiera: 8h às 17h
Telefone: (31) 3268-0511
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Endereço

Rua Goiabeiras, nº 779 - Distrito Industrial Genesco Aparecido de Oliveira
Lagoa Santa, Minas Gerais.
CEP 30.400-000

 

 

Quem é quem

Coordenação da Unidade
Marcia Regina Issa Salomão Libânio 
Telefone: 3268-0511
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Gerência Administrativa
Sandra Gonçalves Vissoto Rodrigues
Telefone: 3268-0511
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Responsável Técnica/Banco de Medula Óssea e Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário
Karen de Lima Prata 
Telefone: 3268-0511
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O Banco de Medula Óssea (BMO) propõe-se a constituir acervo e disponibilizar unidades de células progenitoras hematopoiéticas para o tratamento de pacientes com indicação de transplante autólogo de células progenitoras hematopoiéticas, popularmente conhecido como transplante autólogo de medula óssea. Nesta modalidade de transplante, o doador é o próprio paciente.

A coleta das células é feita com o auxílio de um equipamento específico (máquina de aférese). Esta coleta será realizada nos hemocentros ou nos hospitais parceiros, e junto com sua documentação técnica, será encaminhada ao BMO do Cetebio, onde será processada e armazenada.

Informações de interesse técnico

Para que a coleta seja possível é necessário que o paciente receba um medicamento (filgrastima) que estimula a multiplicação das células tronco e progenitoras presentes na medula óssea e possibilita a migração temporária dessas células para o sangue periférico. Esse processo é chamado de mobilização e, por isso, o sangue periférico do paciente nesta fase é chamado de sangue periférico mobilizado.

A coleta das células é realizada nos dias de pico, ou seja, em que há maior migração das células para o sangue periférico. Isto ocorre em geral, no 5º dia após o início da utilização do medicamento. Antes de iniciar a coleta é feito um teste, chamado de quantificação das células CD34+ (marcador das células-progenitoras hematopoéticas), que é utilizado para avaliar a mobilização e decidir sobre a coleta. Esta é feita de modo automatizado, com o auxilio da máquina de aférese e de um kit estéril, descartável e de uso único. Neste processo, o sangue sai do doador/paciente, passa pelo equipamento, sempre por dentro do kit, ou seja, em nenhum momento o sangue tem contato direto com o equipamento. Os componentes do sangue são separados por centrifugação, o concentrado de células-progenitoras é coletado e o restante do sangue é devolvido para o paciente. Por esse motivo, é necessário que o paciente tenha duas veias ótimas ou coloque um cateter, que é um dispositivo que permitirá que a coleta seja feita.

Após a coleta, a bolsa contendo as células é encaminhada para processamento no Cetebio. Este pode ser dividido em algumas etapas principais: a) redução de volume; b) criopreservação e c) armazenamento. Paralelamente, são realizados vários testes de controle de qualidade do produto.

A redução do volume consiste na concentração da fração mononuclear que é rica em células-tronco e progenitoras hematopoiéticas. Essa etapa é feita com o auxílio de uma centrífuga e necessita da atuação direta e constante de um profissional de nível superior, treinado e capacitado para esta função, por isso, é considerado um “processamento manual”. Todo o material utilizado é estéril, descartável e de uso único. Após a centrifugação, o excesso de plasma (parte liquida do sangue) é removido. Na técnica utilizada pela equipe do Cetebio, o volume do produto nesta fase é reduzido para 100ml.

A criopreservação tem como objetivo diminuir e, se possível, inibir o metabolismo celular, desta forma, as células permanecem vivas e adequadas para uso por um período variável de tempo, a depender de uma série de fatores. Para que isso seja possível, é necessário adicionar à bolsa contendo o concentrado celular rico em células-tronco e progenitoras, uma solução crioprotetora à base de dimetilsulfóxido (DMSO) e hidroxietilamido (HES) de igual volume. A seguir, o produto é dividido em duas alíquotas de 100ml e as bolsas são congeladas e armazenadas em um freezer mecânico capaz de manter a temperatura de 80º C negativos. 

Próximo ao uso do produto, o Centro Transplantador avisa a equipe do Cetebio. Neste momento, são realizados novos testes de controle de qualidade que são encaminhados para o médico do paciente. Em uma data previamente agendada, a equipe do Cetebio prepara e envia a bolsa ainda criopreservada para o Centro de Transplante onde está o paciente. 

Indicação terapêutica

As indicações de transplante de células-tronco e progenitoras hematopoéticas encontram-se descritas no Anexo VII da Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009.

No caso específico das células progenitoras-hematopoéticas coletadas e processadas para uso autólogo (do próprio paciente), por aférese, as indicações são as seguintes:

a) leucemia mielóide aguda (LMA) em primeira ou segunda remissão; 

b) linfoma não Hodgkin agressivo quimiossensível, como terapia de salvamento após a primeira recidiva; 

c) doença de Hodgkin quimiossensível, como terapia de salvamento, excluídos os doentes que não se beneficiaram de um esquema quimioterápico atual; 

d) mieloma múltiplo; 

e) tumor de célula germinativa recidivado, quimiossensível, excluídos os doentes que não se beneficiaram de um esquema quimioterápico atual; e 

f) neuroblastoma em estádio IV e/ou alto risco (estadio II, III e IVS com nMyc amplificado e idade igual ou maior do que 6 meses, desde que bom respondedor à quimioterapia (remissão completa ou resposta parcial), em primeira terapia.

OBS: Casos especiais deverão ser encaminhados pelo médico do paciente para avaliação pela Câmara Técnica Nacional que tem até 30 dias para emitir o parecer.

Condições para transporte

O concentrado de células-progenitoras é transportado em dois momentos diferentes:


  • Transporte do produto a fresco, em temperatura de 2 a 24º C. Para esse transporte utiliza-se o sistema de três embalagens em acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).
  • Transporte do produto criopreservado, em temperatura inferior da 150º C negativos, em dispositivo próprio para transporte a seco. 

Em ambos os casos o produto é preparado para o transporte por pessoa treinada e capacitada e acondicionado em recipientes específicos. O transporte pode ser feito por pessoas da própria equipe do Cetebio ou por uma empresa especializada.

Legislação aplicada

  • Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009 – Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
  • Resolução RDC n° 56, 16 de dezembro de 2010 – Dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos laboratórios de processamento de células progenitoras hematopoéticas (CPH) provenientes de medula óssea e sangue periférico e bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, para finalidade de transplante convencional e dá outras providências. 
  • Portaria GM/MS no 2712 de 12 de novembro de 2013 – redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos.
  • RDC Anvisa no 20 de 10 de abril de 2014 - Dispõe sobre regulamento sanitário para o transporte de material biológico humano.

O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) propõe-se a constituir acervo e disponibilizar unidades de células progenitoras hematopoiéticas para o tratamento de pacientes portadores de doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, tumores sólidos e doenças autoimunes.

Os processos de captação e triagem clínica do potencial doador e a coleta do sangue de cordão umbilical e placentário serão realizados em maternidades parceiras.

A doação do sangue de cordão umbilical será gratuita e voluntária. Poderão doar mães com idade mínima de 18 anos, mais de 35 semanas de gestação, que tenham feito pelo menos duas consultas de pré-natal e que se encaixem nos demais critérios estabelecidos pelas normas técnicas vigentes.

As bolsas de sangue de cordão umbilical e placentário coletadas serão encaminhadas ao BSCUP, onde serão avaliadas e, as consideradas adequadas, processadas e armazenadas.

As bolsas serão disponibilizadas para pacientes no Brasil e outros países que necessitem desse tipo de transplante, após a realização de testes de compatibilidade.

Informações de interesse técnico

O processamento do sangue de cordão umbilical e placentário consiste na concentração da fração mononuclear e depleção de hemácias para reduzir o volume das bolsas, antes do congelamento, e infusão de agente crioprotetor. O agente crioprotetor comumente utilizado no congelamento de células progenitoras hematopoéticas é o dimetilsulfóxido (DMSO), capaz de impedir a desidratação e lise celular decorrentes da formação de cristais de gelo intracelulares e concentração de sal extracelular. Esse processo de congelamento possibilita que as bolsas processadas por esse Banco possam ser armazenadas por, no mínimo, 10 anos, à temperatura de 135ºC negativos ou inferior.

O congelamento de bolsas é realizado de forma automatizada com velocidade de 1ºC/minuto até a temperatura ideal, utilizando-se câmaras de congelamento programado.

Quando registrada a necessidade de descongelamento de uma bolsa para transplante de medula, o Cetebio deve acondicioná-la corretamente e encaminhá-la ainda congelada ao serviço solicitante.

Indicação Terapêutica

As indicações de transplante de células-tronco e progenitoras hematopoéticas encontram-se descritas no Anexo VII da Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009.

No caso específico do SCUP armazenado nos BSCUP públicos, como o do Cetebio, as indicações são as seguintes:

Uso alogênico não-aparentado (doado por qualquer pessoa) em paciente com idade inferior a 60 anos:

a) leucemia mieloide aguda em primeira remissão, exceto leucemia promielocítica (M3), t(8; 21) ou inv. 16; 

b) leucemia mieloide aguda em segunda ou terceira remissão; 

c) leucemia linfoide aguda/linfoma linfoblástico em segunda ou remissões posteriores; 

d) leucemia linfoide aguda Ph+ entre a primeira e a segunda remissão; 

e) anemia aplástica grave adquirida ou constitucional;

f) síndrome mielodisplásica de risco intermediário ou alto, incluindo-se a leucemia mielomonocítica crônica nas formas adulto e juvenil - LMC juvenil; 

g) imunodeficiência celular primária; 

h) osteopetrose; e

i) mielofibrose primária em fase evolutiva.

Uso alogênico aparentado (doado por um parente de 1º grau, HLA compatível) em paciente com idade inferior a 65 anos:

a) leucemia mieloide aguda em primeira remissão, exceto leucemia promielocítica (M3), t(8;21) ou inv. 16; 

b) leucemia mieloide aguda em segunda ou terceira remissão; 

c) leucemia linfoide aguda/linfoma linfoblástico em segunda ou remissões posteriores; 

d) leucemia linfoide aguda Ph+ entre a primeira e a segunda remissão; 

e) anemia aplástica grave adquirida ou constitucional; 

f) síndrome mielodisplásica de risco intermediário ou alto, incluindo-se a leucemia mielomonocítica crônica nas formas adulto e juvenil - LMC juvenil; 

g) imunodeficiência celular primária; 

h) talassemia major, em caso de pacientes com menos de 15 anos de idade, com hepatomegalia até 2 (dois) centímetros do rebordo costal, sem fibrose hepática e tratados adequadamente com quelante de ferro; 

i) mielofibrose primária em fase evolutiva; 

j) linfoma não Hodgkin indolente; e 

k) doença de Hodgkin quimiossensível, como terapia de salvamento, excluídos os doentes que não se beneficiaram de um esquema quimioterápico atual.

OBS: Casos especiais deverão ser encaminhados pelo médico do paciente para avaliação pela Câmara Técnica Nacional que tem até 30 dias para emitir o parecer.

Condições para transporte

O BSCUP é transportado em dois momentos diferentes:

  • Da maternidade até o BSCUP. Transporte do produto a fresco, em temperatura de 2 a 24º C. Para esse transporte utiliza-se o sistema de três embalagens em acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).
  • Do BSCUP para o centro transplantador: Transporte do produto criopreservado, em temperatura inferior da 150º C negativos, em dispositivo próprio para transporte a seco. 

Em ambos os casos o produto é preparado para o transporte por pessoa treinada e capacitada e acondicionado em recipientes específicos. O transporte pode ser feito por pessoas da própria equipe do Cetebio ou por uma empresa especializada.

Legislação aplicada

  • Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009 – Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
  • RDC Anvisa no 56, de 16 de dezembro de 2010 – Dispõe sobre o regulamento técnico para o funcionamento dos laboratórios de  processamento de células progenitoras hematopoéticas (CPH) provenientes de medula óssea e sangue periférico e bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, para finalidade de transplante convencional e dá outras providências.
  • Portaria GM/MS no 2712 de 12 de novembro de 2013 – redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos.
  • RDC Anvisa no 20 de 10 de abril de 2014 - Dispõe sobre regulamento sanitário para o transporte de material biológico humano.

O Banco de Sangues Raros tem como objetivo estabelecer estoque de unidades de hemácias fenotipadas raras e permitir sua rápida disponibilização para transfusão de pacientes aloimunizados ou que apresentem fenótipos igualmente raros.

Fenótipos raros podem ser caracterizados pela ausência de um antígeno de alta freqüência, presença de antígeno de baixa freqüência, ausência de todos os antígenos de um determinado sistema ou por uma combinação pouco frequente entre antígenos.

O Banco de Sangues Raros funcionará em parceria com os hemocentros que são responsáveis pela triagem clínica, hematológica e sorológica dos doadores, bem como a fenotipagem das hemácias, coleta de sangue e fracionamento do concentrado de hemácias.

O Cetebio irá preparar a bolsa de concentrado de hemácias para sua criopreservação, o que permite sua armazenagem por períodos de até dez anos e disponibilização, tão logo exista a demanda.

Informações de interesse técnico

As bolsas de concentrado de hemácias recebidas dos hemocentros parceiros são encaminhadas ao laboratório de processamento, onde têm seu conteúdo transferido para uma bolsa de material específico, resistente a baixas temperaturas (bolsa de congelamento). Nesse momento, são removidas as amostras a serem utilizadas em testes de compatibilidade pré-transfusionais e testes de controle de qualidade. Posteriormente, glicerol é adicionado lentamente à bolsa sobre agitação e, então, esta é congelada.

Tão logo haja solicitação de uma bolsa e os testes de compatibilidade efetuados permitam a realização da transfusão, ela é retirada do armazenamento e descongelada a 37ºC em banho-maria.

Como o glicerol pode causar reações transfusionais graves em pacientes, o mesmo é removido por meio de lavagens, utilizando-se soluções salinas de diferentes concentrações, por meio de um processo automatizado.

Durante todo o processo são realizados testes de controle de qualidade a fim de avaliar a viabilidade das hemácias, a esterilidade de tal produto e a eficiência da remoção do glicerol. A avaliação desses parâmetros é estabelecida por legislação nacional e garante a qualidade do produto final para transfusão. As bolsas não aprovadas pelo controle de qualidade são descartadas e tratadas de acordo com legislação vigente ou encaminhadas ao serviço de pesquisa.

Indicação terapêutica

Pacientes aloimunizados ou que apresentem fenótipo raro devem ser transfundidos utilizando-se CHM que não possua tais antígenos.

Condições para transporte

O transporte é realizado em recipiente térmico refrigerado validado para este fim. A temperatura de transporte do concentrado de hemácias com fenótipo raro deve ser monitorada e pode variar de 1 ºC a 10 ºC.

Legislação aplicada

  • Portaria nº 1.353 do Ministério da saúde de 13 de junho de 2011 - Aprova o Regulamento Técnico de procedimentos hemoterápicos.
  • RDC nº 57 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de 16 de dezembro de 2010 – Determina o Regulamento Sanitário para serviços que desenvolvem atividades relacionadas ao ciclo produtivo do sangue humano e componentes e procedimentos transfusionais.

Procedimentos para disponibilização de sangues raros

A solicitação para o fornecimento do concentrado de hemácias com fenótipo raro criopreservado deve ser feita por escrito pelo médico do serviço de hemoterapia mediante confirmação de disponibilidade da unidade fenotipada em estoque. A bolsa de CHM será então descongelada, desglicerolizada e liberada após a confirmação dos testes imunohematológicos e de triagem para marcadores de infecções transmissíveis pelo sangue. A identificação das bolsas de CHM de fenótipo raro deve permitir a rastreabilidade desde a sua obtenção até o término do ato transfusional bem como indicar a validade da unidade disponibilizada. A temperatura de transporte do concentrado de hemácias com fenótipo raro deve ser monitorada e pode variar de 1 ºC  a 10 ºC.

A distribuição dos outros tecidos e células que poderão fazer parte do Cetebio será realizada de acordo com as legislações vigentes e segundo orientações do Sistema Nacional de Transplante. 

Mais informações acesse Doação - Outros tecidos e células.

Referências

  • Portaria nº 1.353 do Ministério da saúde de 13 de junho de 2011 -  Aprova o Regulamento Técnico de procedimentos hemoterápicos.
  • RDC Anvisa nº 57 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de 16 de dezembro de 2010 – Determina o Regulamento Sanitário para serviços que desenvolvem atividades relacionadas ao ciclo produtivo do sangue humano e componentes e procedimentos transfusionais.

O objetivo do Banco de Pele é instituir estoque e disponibilizar pele alogênica para uso em pacientes com determinados tipos de queimaduras e outros traumas.

Os processos de captação e triagem do potencial doador e a coleta de tecido cutâneo serão realizados em hospitais parceiros. Na chegada ao Centro, o tecido cutâneo coletado será inicialmente cadastrado e pré-estocado, sendo posteriormente submetido a processamento e armazenado. A disponibilização para a população somente é realizada após a liberação de todos os resultados dos testes de controle da qualidade.

Informações de interesse técnico

A metodologia definida para o processamento da pele é a preservação do tecido em solução estéril de glicerol 85%. Com esta técnica, o tecido mantém propriedades estruturais e mecânicas importantes para constituição de uma cobertura biológica ideal. A preservação da pele em glicerol tem como principal atividade a imobilização das moléculas de água, não permitindo assim, atividades como crescimento microbiano, reações hidrolíticas e de oxidação. Durante as fases do processamento, amostras de pele são coletadas e testadas quanto à presença de microrganismos.

Indicação terapêutica

  • Queimaduras
  • Lesões cutâneas extensas

Condições para transporte

O tecido cutâneo é transportado em recipientes térmicos validados em uma temperatura de 4ºC ±2ºC.

Legislação aplicada

  • Portaria do Ministério da Saúde no 2600, de 21 de outubro de 2009 – Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
  • Portaria do Ministério da Saúde nº 2.932, de 27 de setembro de 2010 – Institui, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Plano Nacional de Implantação de Bancos de Multitecidos (Plano-BMT).
  • RDC da Anvisa no 220, de 27-, de dezembro de 2006 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos e de Bancos de Pele de origem humana.

Procedimentos para disponibilização de pele

O tecido cutâneo é distribuído para transplante após a solicitação documentada do médico transplantador e a autorização da coordenação do Sistema Nacional de Transplantes. Na solicitação é necessário enviar informações sobre o receptor, informações sobre o profissional transplantador, características e quantidade do tecido, indicação terapêutica e procedimento a ser realizado, incluindo local e data prevista.

Instruções técnicas para o armazenamento e utilização são enviadas junto ao tecido no momento da distribuição. 

A distribuição dos outros tecidos e células que poderão fazer parte do Cetebio será realizada de acordo com as legislações vigentes e segundo orientações do Sistema Nacional de Transplante. 

Mais informações acesse Doação - Outros tecidos e células.

Referências

  • Portaria nº 2.600 de 21 de outubro de 2009. Aprova o Regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

 

O Banco de Tecidos Musculoesqueléticos visa oferecer material ósseo, tendões, ligamentos, meniscos, fáscias e cartilagens para enxertia em pacientes com doenças degenerativas, vítimas de politraumatismo e outras enfermidades, nas áreas de Ortopedia e Odontologia.

Os processos de captação e triagem do potencial doador e a coleta de tecido serão realizados em hospitais parceiros, e o processamento e armazenamento serão realizados no Centro de Tecidos Biológicos. O tipo e tempo para processamento, assim como as condições de armazenamento variam de acordo com as características do tecido e a sua finalidade terapêutica.

Informações de interesse técnico

O processamento desse tipo de tecido se inicia com a limpeza, remoção do sangue e, quando necessário, da medula óssea, através de vários métodos como lavagem, imersão, centrifugação, sonicação e tratamento químico.. No final do processo, o tecido é embalado, selado e armazenado. Durante o processamento, amostras de tecido são coletadas e testadas quanto à presença de microrganismos.

Indicação terapêutica

  • Tumores ósseos
  • Lesões e reconstruções ligamentares
  • Fraturas em geral
  • Osteomias
  • Artrodese

Condições para transporte

O transporte é realizado em recipiente térmico validado, identificado e exclusivo para essa finalidade em temperatura igual ou inferior a 4ºC.

Legislação aplicada

  • RDC Anvisa no 220, de 27 de dezembro de 2006 – Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos e de Bancos de Pele de origem humana.
  • Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009 – Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
  • Portaria nº 2.932, de 27 de setembro de 2010 – Institui, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Plano Nacional de Implantação de Bancos de Multitecidos (Plano-BMT).

Procedimentos para disponibilização de tecidos muscoloesqueléticos

O tecido musculoesquelético é distribuído para transplante após a solicitação documentada do médico transplantador e a autorização da coordenação do Sistema Nacional de Transplantes. Na solicitação é necessário enviar informações sobre o receptor, informações sobre o profissional transplantador, características e quantidade do tecido, indicação terapêutica e procedimento a ser realizado, incluindo local e data prevista.

A distribuição do tecido é acompanhada de instruções técnicas, contendo informações sobre a utilização, armazenamento e instruções caso o tecido não seja utilizado.

O tecido somente poderá ser disponibilizado para pesquisa se não houver demanda assistencial.

A distribuição dos outros tecidos e células que poderão fazer parte do Cetebio será realizada de acordo com as legislações vigentes e segundo orientações do Sistema Nacional de Transplante. 

Mais informações acesse Doação - Outros tecidos e células.

Referências

  • Portaria GM/MS nº 2.600 de 21 de outubro de 2009. Aprova o Regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes

 

O Banco de Tecidos Cardiovasculares propõe-se a constituir estoque de tecidos cardiovasculares para transplantes. As atividades de captação e triagem clínica e sorológica do potencial doador e a coleta do tecido serão realizadas em hospitais parceiros, sendo o processamento e armazenamento realizado no Centro de Tecidos Biológicos, sendo disponibilizado conforme a demanda.

Informações de interesse técnico

O processamento das valvas compreende duas etapas: processamento primário e secundário. No processamento primário é efetuada a dissecção do coração para a extração das valvas. Essas são lavadas, medidas e inspecionadas macroscopicamente. Após essa avaliação, o tecido é acondicionado em solução de incubação com antibióticos e armazenado em refrigerador, a uma temperatura de 4°C. No processamento secundário, as valvas são lavadas em solução fisiológica estéril para retirar todos os resíduos de antibióticos. O tecido é embalado juntamente com uma solução crioprotetora (glicerol ou DMSO) e armazenado a uma temperatura de 152°C negativos ou inferior. Essa metodologia permite armazenar os tecidos por um período máximo de cinco anos.

Indicação terapêutica

Pacientes com doenças valvares com indicação para substituição por uma prótese valvar.

Condições para transporte

O transporte é realizado em recipientes térmicos validados em temperaturas extremamente baixas (inferiores a -150ºC).

Legislação aplicada

  • Portaria GM/MS no 2600, de 21 de outubro de 2009 – Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
  • Portaria GM/MS nº 2.932, de 27 de setembro de 2010 – Institui, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Plano Nacional de Implantação de Bancos de Multitecidos (Plano-BMT).

Procedimentos para disponibilização das valvas cardíacas

Os tecidos cardiovasculares são distribuídos para transplante após a solicitação documentada do médico transplantador e a autorização da coordenação do Sistema Nacional de Transplantes. Na solicitação é necessário enviar informações sobre o receptor, informações sobre o profissional transplantador, características e quantidade do tecido, indicação terapêutica e procedimento a ser realizado, incluindo local e data prevista.

Instruções técnicas para o armazenamento e utilização são enviadas junto ao tecido no momento da distribuição.

As valvas cardíacas serão distribuídas para pesquisa somente com a solicitação documentada do pesquisador, local onde será realizado o projeto, cópia do parecer favorável do Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição e declaração do pesquisador responsável reconhecendo a impossibilidade do uso destes tecidos para pesquisa clinica em humanos.  

A distribuição dos outros tecidos e células que poderão fazer parte do Cetebio será realizada de acordo com as legislações vigentes e segundo orientações do Sistema Nacional de Transplante. 

Mais informações acesse Doação - Outros tecidos e células.

Referências

  • Portaria nº 2.600 de 21 de outubro de 2009. Aprova o Regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes.