O hábito de doar sangue requer responsabilidade, compromisso e, principalmente, solidariedade – qualidades que já nascem com a pessoa ou que podem ser cultivadas desde a infância e mesmo despertadas pelo exemplo alheio. Ou quando a necessidade bate à porta. O ato traz benefícios para todos: hospitais, pacientes, Hemominas e sociedade, além de dar mais segurança ao cidadão que, a qualquer momento, pode necessitar do procedimento transfusional. E quem não pode doar, também pode dar sua contribuição, conscientizando outras pessoas sobre a importância e necessidade desse grande gesto.

Cuidados pós-doação de sangue

  • Aguardar, no mínimo, uma hora para dirigir curtos percursos e duas horas para viagens;
  • Não fumar por, no mínimo, duas horas;
  • Não pegar peso com o braço utilizado para a doação;
  • Não fazer exercício físico acentuado nas 12 horas subsequentes à doação (andar de bicicleta, carregar peso, fazer ginásticas, faxinas domésticas, lavar roupas a mão).

Algumas atividades profissionais - que podem colocar em risco a própria integridade física do candidato e de terceiros - devem ser interrompidas, por um certo período de tempo, logo após a doação de sangue. Assim, só poderão doar sangue os profissionais que puderem aguardar o tempo de repouso recomendado, antes de retomar suas rotinas.

Abaixo, as principais atividades que exigem repouso:

  • Desportistas, em função da hipovolemia (diminuição do volume sanguíneo) devem aguardar 24 horas para voltar a praticar em ritmo de competição os seguintes esportes: ciclismo, natação, alpinismo, esportes automobilísticos, moto de competição, judô, boxe, futebol, basquete, vôlei, corrida e similares.
  • Operadores de máquinas, condutores de veículos coletivos rodoviários e ferroviários devem interromper suas atividades por 12 horas depois da coleta. No caso desses profissionais, a possibilidade de reações pós-doação aumenta o risco de acidentes graves.
  • Mergulhadores, pilotos, paraquedistas, bombeiros e profissionais que atuam em andaimes devem interromper suas atividades por 24 horas depois da coleta. Isso porque nestas atividades, consideradas perigosas, em função da possibilidade de reações adversas, como tonteiras e até perda de consciência, deve-se considerar um período maior de segurança para evitar acidentes graves.

Testes pré e pós-doação

A cada doação, o doador passa por uma nova avaliação médica e seu sangue é submetido, novamente, a rigorosos testes laboratoriais. Se convidado a repetir os testes, o retorno do doador à instituição é de extrema importância, inclusive para avaliar a sua continuidade como doador. Os testes realizados são de triagem e não para diagnósticos, assim, necessitar repetir exames, não significa que haja alguma doença ativa. Não há motivos para preocupação em caso de convocação para uma nova consulta médica ou para a repetição de exames.

Atenção

Se alguém recorre aos serviços da Hemominas exclusivamente para fazer exames, não deve doar sangue. Procure o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de sua cidade, através da Prefeitura ou Secretaria Municipal de Saúde.

Em Belo Horizonte, o telefone do CTA é (31) 3277-5757.


Doação segura

A Fundação Hemominas tem o dever de trabalhar para preservar a saúde dos candidatos à doação e também a dos pacientes que irão receber a transfusão. Para isso, seguimos a Portaria do Ministério da Saúde 158/16 (Seção II, artigo 38), que define o regulamento técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a coleta, processamento, testagem, armazenamento, transporte, controle de qualidade e uso humano de sangue e seus componentes. Os doadores são selecionados de acordo com as leis vigentes recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), observando-se as normas de segurança estabelecidas com base em vários estudos.

A doação não traz nenhum prejuízo ou risco para quem a realiza. A triagem clínica é rigorosa e o candidato só doa sangue se estiver em boas condições de saúde. As informações prestadas são mantidas em rigoroso sigilo e são de fundamental importância para a boa qualidade do sangue que será transfundido nos pacientes. O material utilizado é descartável e não há risco de contrair doenças durante o procedimento. A cada doação há uma nova avaliação clínica e o sangue é submetido a rigorosos testes laboratoriais. Os equipamentos são de última geração, os profissionais recebem treinamentos constantes.

Doar sangue não dói... a picada da agulha incomoda só um pouquinho.

São tirados cerca de 450 ml de sangue, procedimento que demora poucos minutos. O volume colhido não faz falta ao doador e o organismo se encarrega, rapidamente, de sua reposição. Também não é verdade que a doação aumenta o volume sanguíneo, engrossa ou afina o sangue, a pessoa engorda ou emagrece, quem doa uma vez tem que doar sempre etc.

O que faz mal é não doar!

E o melhor: os mais de oito mil pacientes assistidos diretamente pela Rede Hemominas, em todo o estado, além dos atendidos via estabelecimentos de saúde, agradecem.

Só doa quem tem a veia... da solidariedade

Sangue é um “remédio” diferente dos outros: não se fabrica em laboratórios, não se compra em farmácia - somente pode ser obtido por meio de doação de um ser humano a outro. E para ter sangue em estoque é preciso tocar a sensibilidade e a solidariedade humanas. A todo instante, pessoas sofrem acidentes, necessitam de cirurgias de urgência, de transplantes etc. Além disso, alguns pacientes - como os portadores de anemias falciformes, hemofilia e outras doenças crônicas - precisam, constantemente, de receber transfusão de sangue e hemocomponentes.

Por isso, a Hemominas investe em estratégias de captação de doadores, mobilizando a população para que incorpore a doação de sangue de forma consciente e habitual. Mesmo porque, principalmente em períodos críticos como feriados de Natal, carnaval, entre outros, o estoque de sangue baixa e é preciso que as doações aconteçam regularmente para que a instituição possa atender às demandas com tranquilidade. Em Minas, 2% da população doam sangue. Atualmente, a Hemominas é responsável por cerca de 91% do sangue transfundido no estado e contabiliza cerca de 23.000 doações efetivas de sangue/mês.

Como diz o ditado: fazer o bem sem olhar a quem!


Doação de sangue por pessoas de 16, 17 e acima de 60 anos

Doação de sangue por jovens de 16 e 17 Anos

Atendendo à Portaria do Ministério da Saúde 158/16 (Seção II, artigo 38), a Fundação Hemominas promove coleta de sangue de candidatos com 16 e 17 anos em todas as suas Unidades Regionais.
  • Assim como todos os doadores de sangue, os candidatos de 16 e 17 anos só serão aceitos para doação munidos de documento de identidade original e oficial com foto e passarão por todas as etapas da doação, a saber: conscientização, cadastro, triagem clínica, triagem laboratorial, coleta.
  • Diferentemente dos demais doadores, os candidatos de 16 e 17 anos só poderão doar mediante a apresentação de autorização de responsável legal. É necessária a apresentação de fotocópia do documento de identificação do responsável que autorizou a doação.

Abaixo segue o modelo de autorização que deve ser impresso e preenchido:

1. Autorização (pai/ mãe/ guardião/ tutor) para menor de 18 anos doar sangue na Fundação Hemominas

Serão aceitos para doação os candidatos de 16 e 17 anos munidos de documento de identidade original e oficial com foto, que atenderem a uma das seguintes situações:

  • Acompanhado pelo responsável legal (pai/mãe/guardião/tutor) munido de documento de identidade original e oficial com foto - e fotocópia do documento de identificação - que preencherá e assinará a Autorização no local de doação. No caso de guardião ou tutor, apresentar fotocópia autenticada do Termo de Guarda ou de Tutela e fotocópia do documento de identificação;
  • Desacompanhado, portando autorização preenchida e assinada pelo responsável legal (pai/mãe/guardião/tutor), portando fotocópia do documento desse, constante da Autorização. No caso de guardião ou tutor, apresentar fotocópia autenticada do termo de Guarda ou de Tutela;
  • Desacompanhado, se emancipado, portando fotocópia autenticada do documento que comprova a emancipação. A certidão de casamento do menor é comprovação da emancipação.

É imprescindível o preenchimento de todo o formulário de autorização, inclusive telefones de contato do responsável, para o caso de intercorrências com o doador.

Formulário de autorização

Formulário

Clique abaixo para ver o Termo de Consentimento Pós-Informado que será assinado pelo doador após a Triagem Clínica.

Para informações gerais sobre doação de sangue, acesse Doação e Atendimento Ambulatorial.

 

Doação de sangue por maiores de 60 anos

Atendendo à Portaria do Ministério da Saúde 158/16 (Seção II, artigo 38), a Fundação Hemominas estabelece:

  • A doação por candidatos maiores de 60 anos terá novas regras, a partir do dia 12/11/2013 em todas as suas Unidades Regionais.
  • A idade máxima para a primeira doação de sangue é 60 anos. Os candidatos, que já tiverem doado pelo menos uma vez antes dos 60 anos, poderão doar até a idade de 69 anos.
  • Os candidatos, que já tiverem doado pelo menos uma vez antes dos 60 anos em hemocentros não pertencentes à Fundação Hemominas, deverão comprovar a realização dessa doação, por meio de declaração ou documento emitido pelo Serviço Hemoterápico.
  • Será respeitado o intervalo de 6 meses entre doações para os maiores de 60 anos.
  • Assim como todos os doadores de sangue, os candidatos maiores de 60 anos só serão aceitos para doação munidos de documento de identidade original e oficial com foto e passarão por todas as etapas da doação, a saber: conscientização, cadastro, triagem clínica, triagem laboratorial, coleta.

Clique abaixo para ver o Termo de Consentimento Pós-Informado que deverá ser assinado pelo doador após a Triagem Clínica.

Para informações gerais sobre doação de sangue, acesse Doação e Atendimento Ambulatorial.

Gestor responsável: Diretoria Técnico-Científica