Doação de sangue: reconhecimento a quem se doa a vida inteira
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Doação de sangue: reconhecimento a quem se doa a vida inteira
“Doar é viver o sentimento de fazer o bem para outras pessoas e isto é uma contribuição para promover a vida”. “Doar sangue é acreditar fazer a diferença na vida de alguém e isso me faz sentir importante e útil para a sociedade”. “A doação é um ato de amor que compartilhamos sem mesmo conhecer quem vai receber o nosso sangue. É também uma oportunidade de expressar a cidadania e amor ao próximo”. “Doar hoje é armazenar o que no futuro posso precisar”.
Estas e outras declarações semelhantes de doadores que passam pelas unidades da Fundação Hemominas todos os dias refletem as tantas percepções que o ato de doar sangue incita em que vê no outro a extensão de si mesmo: o dom natural, espontâneo e altruísta de fazer o bem sem olhar a quem.
Júnia Cioffi, presidente da Fundação Hemominas: gratidão aos doadores - Fotos: Adair Gomez
O exercício desse gesto permitiu que, em 2020, a Hemominas recebesse cerca de 308 mil candidatos à doação de sangue, solidariedade transfundida em vida e compartilhada com pacientes distribuídos em mais de 90% de estabelecimentos de saúde de Minas Gerais, além dos cerca de 8 mil pacientes hematológicos atendidos nos ambulatórios da própria Fundação.
“Na grande maioria das vezes, quem recebe a transfusão em Minas Gerais recebe o sangue de alguém que, de forma solidária e com amor, compareceu à Hemominas para fazer sua doação. Por isso, as diversas atividades organizadas por nossas unidades em todo o estado, na semana de 22 a 26 de novembro, entre elas, diplomação dos doadores nas várias categorias (Diamante, Ouro, Prata, Bronze, segundo o número de doações), apresentações artísticas, lanche especial, entrega de camisetas, missa em Ação de Graças, são uma forma de agradecer àqueles que, ao estenderem o braço, tocam o outro de forma sublime, fazendo diferença na vida de milhares de pessoas todos os dias”, emociona-se a presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi.
E as falas de alguns doadores dão conta desse comprometimento:
Yandra Mendes Nunes - doando no HBH pela primeira vez - Fotos: Adair Gomez
“Decidi doar porque percebi como é difícil o momento que estamos passando para quem precisa de sangue. Quero ajudar outras pessoas e convido todos a doarem também”. A declaração é de Yandra Mendes Nunes, 22 anos, estudante de medicina veterinária, que fez primeira doação recentemente, no Hemocentro de Belo Horizonte.
Também o policial penal, Cleiton Cleuber Andrade, 40 anos, doador há 20 anos, revela: “Acho muito necessário ser um doador de sangue, porque muita gente precisa da minha doação e a aqui é um lugar muito seguro e com muitos profissionais em todas as áreas.”
As duas últimas falas sintetizam o significado do gesto: para Robson Barbosa, 31 anos, operador logístico, doador há dois anos, “a doação é um ato de amor que compartilhamos sem mesmo conhecer quem vai receber o nosso sangue. É também uma oportunidade de expressar cidadania e amor ao próximo”.
Robson Barbosa: doação como ato de cidadania e amor ao próximo - Foto: Adair Gomez
Na sequência, a farmacêutica Jaqueline Lial, 27 anos, doadora há cinco anos, conclui: “Doar hoje é armazenar o que no futuro posso precisar; doando-me, sinto-me realizada, fazendo o bem para outras pessoas, contribuindo para promover a vida”.
Atualmente, o perfil de doadores da Fundação Hemominas é constituído majoritariamente por 52% de homens, com idade de 18 a 49 anos.
O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue foi estabelecido através do Decreto nº 53.988, de 30 de junho de 1964, assinado pelo então presidente Castello Branco. A data definida - 25 de novembro – reverencia o aniversário da fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue
Caminhos do sangue doado
No corpo de um adulto circulam, em média, 5 litros de sangue, variando de acordo com o peso. No processo de doação, são tirados cerca de 450 ml, procedimento que demora poucos minutos. O volume colhido não faz falta ao doador e o organismo se encarrega, rapidamente, de sua reposição. Importante saber que, de acordo com a legislação brasileira, a confidencialidade dos dados dos doadores deve ser mantida em todas as fases.
Doadora há 10 anos, Marli Martins Maia, 58 anos, diarista, salienta o porquê de seu gesto: “Além de ajudar o próximo, faço a minha doação de sangue aqui porque o local é adequado seguro e muito higienizado. Sinto tanta confiança que até na pandemia fiz a minha doação normalmente". - Fotos: Adair Gomez
Tecido vivo produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno, o sangue doado passa por um processo chamado fracionamento, no qual são obtidos os componentes sanguíneos, que são transfundidos a vários pacientes, segundo suas necessidades.
São eles:
Concentrado de hemácias (CHM) – parte vermelha do sangue que contém as hemácias, células sanguíneas, responsáveis pelo transporte do oxigênio para todo o corpo humano.
Concentrado de plaquetas (CP) – componente claro, que contém as plaquetas, células responsáveis por um dos mecanismos de coagulação que impedem a continuidade do sangramento, formando um tampão nos vasos sanguíneos.
Plasma fresco congelado (PFC) – parte líquida do sangue, clara e que contém fatores de coagulação responsáveis pelos outros mecanismos de coagulação, além da plaqueta.
Crioprecipitado (CRIO) – é um precipitado originado do descongelamento do PFC em temperatura de 4° C rico em fator VIII, fator XIII e fibrinogênio, muito utilizado para distúrbios de coagulação adquiridos por falta desses elementos.
São realizados exames para tipificação do sangue e identificação de doenças transmissíveis. Após a liberação de todos os exames, os hemocomponentes, cujos resultados foram normais, são liberados para distribuição aos hospitais e clínicas conveniados.
Cada hemocomponente possui uma validade. As plaquetas, por exemplo, só podem ser utilizadas por cinco dias após a coleta do sangue. É por isso que os doadores devem comparecer regularmente: uma redução no comparecimento afeta rapidamente o estoque de plaquetas necessárias a pacientes com distúrbios de coagulação.
E é também por isso, que ao agradecer o gesto solidário dos doadores, ao mesmo tempo a Fundação Hemominas reforça o convite, expresso na campanha deste ano: “É tempo de esperança e solidariedade. Doe sangue!”
Gestor responsável: Assessoria de Comunicação Social
A cada ano nascem no Brasil cerca de 3.500 crianças portadoras de doença falciforme. O diagnóstico precoce por meio do teste do pezinho e o tratamento adequado são fundamentais na redução do adoecimento e mortalidade dessas crianças.